13.08.13 • Em Filmes

Frances (Diane Lane) é a protagonista de Sob o Sol da Toscana (Under the Tuscan Sun), filme de 2003 que fez bastante sucesso na época. É a história de uma mulher traída pelo marido que viaja para Toscana, na Itália, para buscar paz e terminar de escrever um livro.

Ao contrário de Comer, Rezar, Amar (a comparação é inevitável), a história de Frances parece mais real, porque não bastou ir para outro país para todos os seus problemas se resolverem. Ela enfrentou dificuldades para conseguir uma casa, se relacionar com as pessoas e recomeçar a vida em outro lugar.

Foto: Colherada Cultural

Além das paisagens italianas inspiradoras, o romance clichê e um ótimo e leve humor, Sob o Sol da Toscana tem duas mensagens muito bonitas. A principal, é uma pequena história sobre fé: Um trilho de trem foi construído nos alpes entre a Áustria e a Itália para ligar Viena e Veneza, mas não havia um trem para fazer a viagem. Mesmo assim, os moradores acreditavam que um dia o trem chegaria e construíram o caminho. Por algum tempo não entendiam o porquê daquela construção, mas, é claro, o trem um dia chegou. Essa história é uma metáfora para o que estava acontecendo na vida de Frances. Ela mudou-se e comprou uma casa sem ter certeza do que aconteceria dali pra frente, mas esse foi o primeiro passo para construir uma nova vida. Apesar das dificuldades, ela não deixou de acreditar nos seus objetivos. Assim como o trem, os sonhos de Frances se realizaram (a forma como eles aconteceram é que é uma surpresa).

“Dizem que construíram os trilhos do trem sobre os alpes antes mesmo de existir um trem que fizesse a viagem. Eles construíram de qualquer forma. Eles sabiam que um dia o trem viria. Qualquer curva no caminho e eu estaria em outro lugar. Eu seria diferente.”

A segunda é uma frase cheia de significado que a melhor amiga de Frances diz:

“Você tem que viver esfericamente em várias direções. Nunca perca o entusiasmo infantil, e tudo será seu.”

“Viver em várias direções” e “entusiasmo infantil” são dois conceitos que soam tão profundamente, que é impossível não refletir sobre isso após ver o filme e reler essa frase. Duas coisas que parecem simples, mas não são fáceis de aplicar na realidade. Viver em várias direções pede dedicação, esforço e vontade, mas é possível. Já o “entusiasmo infantil”, será que conseguimos recuperá-lo depois de adultos?

Foto: Colherada Cultural



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Postado por Stephanie Gomes

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5 Comentaram para “Lição de filme: Sob o Sol da Toscana”


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1. Alessandra P. de Oliveira
12/02/2014 às 07:53

Bonitas reflexões Stephanie, obrigada por compartilhá-las.
Acredito que o entusiasmo infantil pode ser recuperado quando abrimos nosso coração, o que você acha?
Esse é um filme que passa muita esperança mesmo, mostra-nos que podemos ser felizes em qualquer lugar do mundo, depende apenas de nós. Namastê


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2. Stephanie
12/02/2014 às 09:26

Oi Alessandra! Concordo com você, quanto mais abertos estivermos às possibilidades que a vida nos dá, mais felizes podemos ser, mais experiências podemos ter e mais podemos aprender. É exatamente assim que as crianças agem, por isso são tão felizes.

Obrigada pela visita e pelo comentário! Espero te ver sempre por aqui 🙂

Beijos!


G
3. Necilda de Souza
22/06/2015 às 10:46

Um dos filmes mais marcantes da minha vida. Amo. <3


G
4. Gildete Rosa de Brito
26/10/2015 às 15:01

Estou apaixonada por este filme mesmo sem tê-lo assistido ainda, mas, é por causa das informações que tenho ouvido dele. Depois de vê-lo, postarei minha opinião com certeza, pois acredito que vou amá-lo. Vou adquirir o mais rápido possivel, já procurei na saraiva e não encontrei. Mas continuarei na busca.


G
5. juçara vignoli
27/10/2015 às 21:56

Amo esse filme,sempre assisto,me faz me sentir forte a cada dia,sonhar e realizar. Meu maior sonho conhecer esse lugar mágico que e a Itália.



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