25.08.13 • Em Inspiração

The Big C tinha tudo para nos fazer chorar de tristeza em todos os episódios, mas soube reinventar o assunto e investir em cenas felizes, que nos fazem rir mais do que com muitas comédias. É a história de uma mulher que poderia viver na tristeza, mas consegue encontrar alegria em tudo, até na pior das situações.

A série mostra que a vida é frágil e precisa ser vivida porque não sabemos até quando nós e as pessoas que amamos estaremos aqui. É um soco no estômago quando deixa claro que não sabemos aproveitar a vida e as pessoas que temos ao redor, e como valorizamos pouco o fato de estarmos vivos.

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Cathy Jamison descobre aos 42 anos que está com câncer de pele e, ao contrário do que acontece com alguém ao receber essa notícia, não se desespera. Ao invés de chorar, rezar e desacreditar da vida, ela vai pra casa e contrata uma empresa para construir uma piscina em seu quintal. Cathy se mostra corajosa por um lado, mas por outro, não consegue contar a ninguém o que está passando. É exatamente esse o ponto em que a série se baseia. A protagonista começa a fazer coisas estranhas, mas seu marido, filho e amigos continuam vivendo e tratando-a da mesma forma. É aí que vemos como o filho a trata com indiferença, e as pessoas, ao invés de se interessarem por conhecê-la melhor, simplesmente a acham louca. Nesse início, ficamos pensando: quando eles descobrirem, vão mudar a maneira de agir com ela? É assim também na vida real? Por que só tratamos bem as pessoas e damos valor a elas quando sabemos que iremos perdê-las? E por que julgamos tanto as atitudes dos outros, principalmente o que eles fazem tentando ser felizes?

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Apesar da gravidade do assunto, a série é bastante leve e pesa mais na comédia e em situações positivas do que no drama. Depois que Cathy descobre o câncer, começa a fazer tudo que tem vontade: queima o sofá que odeia, toma sol nua no quintal, pega todo o dinheiro de sua aposentadoria e compra um carro conversível, experimenta um champagne caro, rouba uma lagosta viva de um restaurante e passa a usar saias, coisa que nunca fez. Em todos os episódios ela faz algo diferente e é isso que torna a história divertida.

As loucuras de Cathy são só besteiras aos olhos das pessoas que não sabem da sua doença, mas quem assiste ao seriado consegue sentir e entender seus sentimentos. O médico que cuida dela é o único que vê as coisas de outra forma porque, claro, é o único que sabe da doença. Ele entende o porquê das atitudes da paciente e representa bem os sentimentos de quem assiste.

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The Big C levanta, em todos os episódios, a questão: Por que vivemos esperando o dia em que seremos felizes, ao invés de começarmos a ser agora? É uma pergunta que todos acabamos nos fazendo pelo menos uma vez na vida.

The Big C tem somente quatro temporadas, as duas primeiras com 13 episódios, a terceira com dez e a quarta com os últimos quatro.

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Postado por Stephanie Gomes

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