26.08.13 • Em Reflexão, Trabalho

São raras as pessoas que amam seus trabalhos. Sortudas, é como são mais comumente chamadas. Há aquelas que são indiferentes. Vão, fazem o que é necessário – nem mais, nem menos do que o necessário – e voltam, todos os dias, maquinalmente, nem percebem mais o que estão fazendo. E existem também as pessoas que detestam o que fazem e o lugar para onde vão todos os dias, que carregam o peso de passar oito horas por dia, cinco (ou mais) dias na semana fazendo algo que não traz nada de bom, além de dinheiro.

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Ninguém deveria odiar o próprio trabalho, até porque é impossível fazermos bem feito algo que odiamos. Apesar de muitos usarem a expressão “não vivo pra trabalhar, trabalho pra viver”, nosso emprego é parte importantíssima da vida. Passamos mais tempo no escritório do que em casa com a família. Trabalhamos muito mais tempo do que nos divertimos.

Fazendo a conta: você acorda 7 da manhã já estressado por ter que trabalhar. O expediente vai até as 18h. São onze horas de chateação. Provavelmente passa, no mínimo, uma hora no trânsito ou transporte público. Mais uma hora de desgosto, já são 12. Chega em casa às 19h e vai dormir às 23h. Você só tem quatro horas teoricamente “livres” no seu dia, e passa o triplo de tempo de mau humor. Não sobra tempo pra viver. E isso é somente uma suposição, muita gente acorda mais cedo, chega em casa mais tarde e ocupa o pouco tempo que sobra fazendo outras obrigações. Por isso, o trabalho precisar ser, no mínimo, agradável, para sermos felizes.

Se encontrar um que seja prazeroso, agradeça todos os dias e dê tudo de si, porque você tem nas mãos um tesouro. Se não conseguir, invista em algo que realmente gosta de fazer e mude aos poucos o foco. Quer ser ator, músico, escritor, estilista, desenhista, blogueiro? Então comece, faça, aprenda, pesquise, pense, planeje, anote as ideias, pergunte para quem faz, dê o primeiro passo. Desenvolver um projeto paralelo pode trazer motivação e ser um estímulo inclusive para você fazer o seu trabalho com mais vontade.

O trabalho é necessário para a maioria das pessoas e você provavelmente não poderá fugir à regra. Ele te acompanhará por muito tempo e não é recomendado esperar os anos que faltam até a aposentadoria para começar a ser feliz. Não desista, e acredite: é possível gostar de trabalhar.

Quando você encontrar seu lugar, as segundas-feiras não se tornarão automaticamente o melhor dia da semana. E elas podem até continuar sendo indesejadas (afinal, acabam com o ainda favorito fim de semana), mas deixarão de ser uma tortura.

Seu trabalho ocupará grande parte da sua vida e a única maneira de estar realmente satisfeito é fazer o que você acredita que é um bom trabalho. E o único jeito de fazer um bom trabalho é amar o que você faz. Se ainda não encontrou, continue procurando. Não se acomode. Assim como acontece com todas as questões do coração, você saberá quando encontrar. E, assim como qualquer bom relacionamento, fica cada vez melhor com o passar dos anos. – Steve Jobs



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Postado por Stephanie Gomes

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2 Comentaram para “O problema não é a segunda-feira, é o seu trabalho”


G
1. Karolina Malaguetta
26/08/2013 às 12:33

Então eu sou uma pessoa de sorte, pois adooooooooooro o meu trabalho, e pensando bem, realmente eu não tenho problemas com as segundas… =)
Mas sofri mals bucados em trabalhos anteriores, e sei como é triste levantar na segunda querendo que seja sexta! rsrsr
adorei o texto, mil beijos!!


G
2. Stephanie
26/08/2013 às 13:51

Com certeza, Karolina, você tem muita sorte! E é um exemplo de como coisas melhores podem surgir, apesar das experiências ruins. Boa semana pra você!
Beijos



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