27.06.16 • Em Mudanças

Eu recebo muitas mensagens de leitores do blog me perguntando “Stephanie, como eu faço pra parar de ser de tal jeito?”, “Como eu paro de fazer tal coisa?”, “Como mudo isso em mim?”. E acho maravilhoso perceber que tantas pessoas estão olhando para o lugar certo: dentro delas mesmas. Elas podiam estar culpando o outro por seus problemas e dificuldades, reclamando que algo ou alguém é a causa de suas infelicidades, mas estão fazendo o contrário: se dispondo a olhar para dentro delas mesmas para encontrar suas próprias respostas e o caminho que devem seguir.

Todo tipo de mudança que você deseja precisa ter o seu interior como ponto de partida. E não falo apenas de mudanças internas – como aumentar a autoestima ou aprender a pensar positivo. Mudanças externas também devem partir de dentro, começando com uma mudança interna.

As 4 etapas da mudança interna

Talvez você queira ser mais aberto, para conhecer pessoas novas ou obter mais conhecimento. Talvez queira ser mais paciente e menos ansioso, para parar de desistir de seus sonhos. Quem sabe você queira mudar a forma como olha para si mesmo, para conseguir se relacionar melhor com as pessoas. Ou talvez precise trabalhar em suas crenças, para mudar perspectivas negativas e se tornar mais otimista.

É importante que você saiba que cada um tem seu caminho. Talvez eu e você estejamos buscando a mesma coisa, mas nossos caminhos com certeza serão diferentes. O que quero apresentar aqui não é uma fórmula para ser seguida passo a passo, e sim uma direção para ajudar quem quer realizar uma mudança interna e não sabe por onde começar, ou já começou e não conseguiu alcançar a mudança pois faltou algo em seu caminho.

As quatro etapas que acho indispensáveis para o caminho da mudança, da cura ou da transformação são:

1) Observar

Simplesmente se observe. Observe o que faz você ficar irritado, o que te entristece, o que te faz perder as esperanças, o que te causa desânimo, o que drena a sua energia… Sempre que notar que a tal coisa que quer mudar está começando a se manifestar, pergunte-se: o que é que eu estou sentindo? Dê um nome para a sua emoção e então observe o que está acontecendo em seu interior. O que você está pensando? Como essa emoção se espalha dentro de você? Está sentindo um nó na garganta? Vontade de chorar? Moleza no corpo todo? Vontade de fugir?

Vale também se lembrar de momentos em que experimentou isso que quer mudar. Por exemplo: lembre-se de outras vezes em que se sentiu ansioso. Você estava pensando demais? Estava se sentindo pressionado? Estava inventando histórias em sua cabeça? Estava com pressa? Lembre-se das vezes em que brigou com alguém. Que resultado você esperava obter com essa briga? O que te motivou a brigar?

Observe e lembre-se dos momentos em que aquilo que você não quer mais para a sua vida esteve presente. Não julgue e não se culpe, apenas observe e tente ver com clareza o que estava acontecendo. O primeiro passo é só observar.

As 4 etapas da mudança interna

2) Compreender

Ter consciência da verdade é, sem dúvida, a coisa mais importante que você precisa para realizar uma transformação em si mesmo. Depois de observar a repetição da mesma situação acontecendo, você acenderá a luz da consciência e conseguirá encontrar as respostas que precisa com mais facilidade. Por isso a primeira etapa é tão importante. Não pule direto para a compreensão sem ter se observado e trazido o máximo de informações verdadeiras que puder para a consciência.

Comece então a ligar os pontos. Quando uma situação externa se repete, o que também está se repetindo dentro de você? Qual é o estímulo que faz despertar tal comportamento ou emoção? Em que situações você consegue ser como deseja? Nas vezes em que conseguiu não cair no comportamento negativo habitual, o que você fez de diferente?

Uma coisa que, pra mim, faz toda a diferença para eu compreender melhor aquele aspecto quero mudar é procurar livros, vídeos, documentários, blogs, profissionais etc que falem sobre aquele assunto, pois ali posso acabar encontrando o insight que faltava para eu entender determinado aspecto e conseguir finalmente montar as peças do quebra-cabeça.

3) Responsabilizar-se

Pare de culpar o outro pelo que quer que seja e tome para si toda a responsabilidade de mudar aquilo que você não quer mais na sua vida. Enquanto você não se colocar como o único responsável pela mudança que deseja, não conseguirá mudar.

Encontre em você o que precisa ser mudado. Pare de buscar as respostas no outro, elas não estão lá. Estão aqui.

As 4 etapas da mudança interna

4) Escolher transformar

Todo esse entendimento só vai realmente mudar a sua vida quando você transformá-lo em ação. Você vai ter que usar um dos seus mais importantes poderes: o poder da escolha. Use sua consciência e compreensão para começar a escolher o que fazer, ao invés de reagir ao que está acontecendo.

Você vai ter que escolher renunciar ao impulso destrutivo. Vai ter que dizer “chega, não quero mais me colocar nesse buraco, não quero mais isso na minha vida”. Com a prática, aos poucos você vai diminuir a força do impulso de praticar aquela ação negativa. Vai se acostumar a uma nova atitude, uma nova forma de pensar e agir, uma nova forma de enxergar a vida.

Será necessária muita dedicação, muita prática, muitos erros, muitas tentativas, muita reflexão, muita auto-avaliação. Não é da noite para o dia MESMO. Pode até acontecer de você ter um despertar muito grandioso e uma mudança repentina acontecer, mas não se cobre perfeição por isso. Você pode (e vai) errar, mas siga no caminho da evolução. Errou? Respire fundo, lembre-se que você está aprendendo, aceite e faça uma nova escolha.

Acho importante dizer que é possível que você encontre alguma resistência à mudança dentro de você. Se não conseguir passar por cima dessa resistência, use essas três etapas para transformá-la também: observe-a, traga-a para a consciência, compreenda-a e então escolha transformá-la.



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Postado por Stephanie Gomes

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8 Comentaram para “As 4 etapas da mudança interna”


G
1. André
28/06/2016 às 11:51

Sem dúvida, todas essas etapas são importantes, e em termos práticos o ato de responsabilizar-se e fazer escolhas são cruciais para que haja alguma mudança. Contudo, ultimamente, para mim a auto-observação tem tido uma importância ainda maior, pois com ela eu já evito uma série de pensamentos e hábitos prejudiciais (chain reaction), não à toa (didaticamente) que é uma das etapas iniciais. Texto incrível!


G
2. Stephanie
30/06/2016 às 07:22

Que bom que já tem experimentado essas etapas, André! A auto observação faz toda a diferença mesmo!

Obrigada pelo comentário 🙂


G
3. Beatriz Helena
30/06/2016 às 11:54

Muito agradecida, mesmo!!


G
4. Ohara
30/06/2016 às 20:56

Melhor post que li na semana <3<3 adorei mesmo!
Bjoooos!


G
5. Stephanie
30/06/2016 às 21:50

Ai que bom, Ohara!!! Fico feliz que gostou 🙂

Beijos!


G
6. Elisângela
01/07/2016 às 10:40

Adoro seus textos e esse é, especialmente, bom e útil! Parabéns e obrigada!


G
7. Stephanie
03/07/2016 às 09:34

Obrigada, Elisângela!


G
8. Lásaro de Paula
14/10/2016 às 11:12

Te confesso que tenho errado muito por desconhecer estes princípios tão elementares…agora que os conheci, certamente algo muito bom já começou a acontecer…legal!!



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