16.11.16 • Em Autoconhecimento

Crenças limitantes são falsas certezas que nós temos sobre diversos assuntos que envolvem a nossa vida – certezas estas que quase sempre provêm de fontes incertas, já que são pouquíssimas as coisas das quais podemos ter certeza. Apesar de não ser possível determinar a maioria coisas com total convicção, nos agarramos às nossas crenças como se elas fossem a única verdade possível.

Nossas crenças formam o filtro pelo qual olhamos para o mundo, para as pessoas, para nós mesmos, para os nosso problemas, para as nossas bençãos, para a nossa situação emocional e financeira… para tudo! A partir das nossas crenças, acreditamos (consciente ou inconscientemente) que as coisas só podem ser de uma determinada maneira, então nos fechamos para diferentes possibilidades e todas as nossas ações são escolhidas com base em um limite.

Antes de começar a estudar sobre comportamento e desenvolvimento pessoal, eu achava que crenças eram sinônimo de religião. Hoje sei que elas vão muito além disso e exercem um poder gigantesco sobre quem somos, o que fazemos, o que pensamos, o que escolhemos, o que acreditamos e o que entendemos sobre cada coisa que vemos, ouvimos e sentimos.

Ou seja: nossas crenças controlam nossa vida.

5 atitudes que vão transformar as suas crenças limitantes

As suas crenças, as minhas crenças e as crenças de todas as pessoas estão sendo formadas desde o nosso primeiro dia de vida. Pelas palavras e o tratamento que nossos pais nos ofereceram. Pelas escolhas que nós fizemos. Pela forma como lidamos com a nossa personalidade. Pelo que nos foi mostrado e dito. Pelos nossos desejos realizados ou não. Pelo que vimos outras pessoas fazendo. Pelo que aprendemos na escola, na faculdade e na vida. Pelos relacionamentos que vivemos. Pelas oportunidades que aceitamos e pelas que rejeitamos… Nós pegamos cada uma dessas coisas e determinamos uma certeza sobre a área em que aquilo se encaixa, como se essa fosse a única possibilidade que existe.

Tudo o que nós olhamos, ouvimos, sentimos, escolhemos, recebemos, aprendemos e vivenciamos durante toda a nossa vida formou as crenças que temos hoje. Mais do que isso: formou a vida que vivemos hoje. Não só porque as crenças formam pensamentos mas também porque é a partir delas que escolhemos as nossas ações.

Isso te assusta? O que essa informação faz você sentir?

Se a sensação não é tão boa, relaxe. Tudo isso te trouxe até aqui, e esse é o momento de você tomar consciência de que crenças podem mudar, assim como a vida. Novas crenças podem surgir e as antigas crenças podem se transformar totalmente. Assim como a vida.

Eu demorei para conseguir começar a perceber e acessar as minhas crenças, principalmente aquelas que mais me causavam problemas. Na verdade, acho que ainda estou no início do caminho, mas sei que já dei alguns passos. Não é um processo tão simples. O caminho, para mim, foi baseado em muitas leituras, reflexões, meditação, auto-observação e, principalmente, paciência. Paciência para aceitar que o processo não começa num dia e finaliza no outro. Para não desistir de me autoconhecer quando eu olhava para dentro de mim e não entendia nada. Para conseguir aos poucos admitir para mim mesma que um problema pelo qual eu culpava outra pessoa, na verdade tinha origem em mim.

5 atitudes que vão transformar as suas crenças limitantes

Existem várias técnicas que atuam na transformação de crenças e podem ser procuradas por quem busca uma mudança interna (e, consequentemente, externa): a PNL (Programação Neurolinguística), o Theta Healing, o EFT, o coaching, o Ho’oponopono e várias outras terapias. Recomendo muito que você procure uma técnica com a qual se identifique, se tiver essa possibilidade. Mas aqui resolvi falar sobre cinco atitudes que você pode começar agora mesmo a praticar sozinho. São ações que eu apliquei e aplico na minha vida e descobri que são muito eficientes para trabalhar crenças:

Consciência

Consciência é a palavra. Ter consciência de si mesmo, dos seus pensamentos, das suas emoções e das suas crenças é fundamental para qualquer processo de transformação. Mas calma, não é porque você não compreende algumas coisas que está tudo perdido. Entrando no processo de buscar essa consciência você já se torna consciente, pois não está mais simplesmente sendo levado. Você está consciente da vida, você observa a vida, sabe que a vida existe.

Ser consciente não significa fazer tudo certo ou compreender todas as coisas, mas sim enxergar aquilo que É. Você é o que é. Suas emoções são o que são. Seus pensamentos são o que são. O momento presente é o que é. Isso é consciência. Sem ela, dificilmente você conseguirá realizar uma grande mudança interna.

Substituir limites por possibilidades

Pode ser um pouco difícil no início para uma mente cheia de limites, mas insista. Procure possibilidades, vasculhe sua mente à procura de ideias, desperte sua fé, abra seu coração, quebre seus preconceitos e encontre meios que te ajudem a ampliar os seus horizontes, como um livro, um curso, uma música, uma terapia, um exercício, um hobby, uma pessoa inspiradora com quem você pode conversar… saia desse lugar cercado de limitações chamado “zona de conforto” e permita-se ver que a vida vai muito além do que você pode ver de dentro da sua caixinha.

Toda vez que ouvir uma voz interna te dizendo que há um limite, contraponha-a com uma possibilidade. Não precisa nem ser uma possibilidade concreta, muitas vezes apenas se permitir acreditar que você pode encontrar uma alternativa já vai fazer com a sua crença limitante comece a se diluir.

Viver novidades

Novas experiências, novas sensações, novos lugares, novos ídolos, novos interesses, novas pessoas, novas informações, novos desafios… o novo tem o poder de ampliar nossos horizontes e agitar o nosso interior de uma forma que a nossa rotina e aquelas coisas que já conhecemos não conseguem. E esse movimento interno pode nos levar a novas reflexões, novas perspectivas, novos pensamentos, novas ações… Se você se sente preso às suas crenças e acha extremamente difícil mudar o que acontece dentro de você apenas trabalhando com a mente, mude de estratégia: pare de brigar com seus pensamentos e experimente investir em novas experiências.

Mudar as fontes de informação

Você sente que sua vida anda estagnada, com escassez, problemas que se repetem e poucos resultados positivos? Sabemos que a fonte de tudo isso está dentro de você, mas é possível que o externo esteja influenciando o que acontece no interno, então você pode começar por aí. Uma das coisas que nos afeta profundamente são as informações que recebemos diariamente. Observe se o que você anda lendo, assistindo e ouvindo não vibra um tipo de negatividade que tem relação com o que vem acontecendo na sua vida. Que tal fazer uma limpeza nessas fontes?

Não se prender a verdades únicas

“Não duvide de nada, mas não acredite em tudo”. Esteja aberto a ouvir, a aceitar, a compreender, a se informar, a conhecer. Mas não acredite em tudo o que as pessoas, a televisão, a sua mente e outras fontes te disserem que é a única verdade possível. Questione, reflita, amplie a questão. Se não conseguir encontrar uma resposta, não tem problema, deixe em aberto. Apenas não se limite e não se agarre com tanta força a uma certeza.

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Postado por Stephanie Gomes

24.10.16 • Em Autoconhecimento, Reflexão

Não, esse não é um texto sobre como cuidar da saúde do seu sistema digestório. É uma reflexão sobre como você vem digerindo tudo o que acontece na sua vida. As alegrias e os problemas. As pessoas que te agradam e as que te desagradam. As notícias boas e as ruins. As surpresas e os desafios. As ofensas e os elogios. Os alimentos que consome. As leituras que faz. A sensação de fazer algo que você gosta. A sensação de fazer algo que não gosta.

Além de observar a interpretação que você faz e a perspectiva com que olha para tudo isso, é importante se perguntar: como estou digerindo cada uma destas coisas?

Como anda a sua digestão?

Cheguei nessa reflexão depois de assistir a um vídeo da Laura Pires em que ela explica que o Ayurveda (a medicina milenar da Índia) entende que mais importante do que o que você ingere (alimentos, informações, situações, palavras, experiências…) é a forma como você digere tudo isso. Mesmo o alimento mais nutritivo, se não for bem digerido pelo seu corpo, não te fará bem. A informação mais positiva, se não for bem recebida, não será boa para você. Assim como uma situação pode parecer valiosa em um contexto geral, mas individualmente depende da forma como cada um de nós a recebe internamente.

Dentro de você, como cada coisa que acontece na sua vida é digerida? Quando recebe um elogio, como é que o seu corpo, a sua mente e as suas emoções reagem? E quando recebe uma ofensa?

Como você digere a sensação de praticar um de seus hobbies? Dentro de você, essa sensação pode ser digerida de forma leve, com prazer, alegria, presença, paz, fluidez. Mas também pode ser que você esteja digerindo esse momento de forma pesada, com culpa (porque deveria estar fazendo outra coisa), com pressa, com ausência.

Como você digere um desafio inesperado que precisa enfrentar? Com ansiedade, desespero, pessimismo e respiração acelerada? Ou você respira fundo algumas vezes, compreende que existe um motivo para aquilo estar acontecendo e adota uma atitude equilibrada para que possa fazer o que está ao seu alcance?

Como você digere as coisas desagradáveis que aquela pessoa do seu convívio diz? Pega o que ela disse e fica remoendo dentro de si por horas (ou dias, semanas…), fica com raiva e vontade de se vingar, sente seu estômago embrulhar? Ou se conecta com a sua verdade, lembra-se de quem você é e consegue não se identificar com as coisas negativas que ela diz?

E como você digere as coisas agradáveis que as pessoas te dizem? Se sente feliz e grato quando recebe um elogio? Abre seu coração e sua mente para palavras positivas? Ou ignora, esquece rápido e não vê valor nisso?

Como anda a sua digestão?

Entender como estamos digerindo aquilo que se passa em nossas vidas é um importante exercício de autoconhecimento porque com essa compreensão conseguimos perceber o que é que precisamos trabalhar em nós, seja para mudar totalmente ou para encontrarmos uma forma de aceitar as coisas e as pessoas como elas são.

Quando você entende que a forma como você digere é mais importante do que o que você ingere, fica mais fácil chegar à aceitação e ao melhor comportamento que você pode ter diante daquilo que te incomoda. Ao mesmo tempo, a sua capacidade de aproveitar e viver as coisas boas também passa a fluir. Quando você consegue ver com clareza o que acontece dentro de você, finalmente para de negar o presente e passa a entender melhor o por quê de cada coisa que acontece externamente. E essa clareza te aproxima da possibilidade de lidar da melhor maneira com cada situação.

Comece então a perceber como é que você está digerindo situações, conversas, experiências, novidades, atividades, informações… tanto as boas como as ruins. Para ficar mais fácil e para que consiga fazer esse exercício com mais frequência, ao invés de começar fazendo uma reflexão longa e complexa, você pode pensar em palavras-chave que definam como está digerindo cada coisa. Por exemplo, quando receber um conselho de alguém, escolha algumas palavras que te mostrem como está digerindo esse conselho: incômodo, desconfortável, ofensivo, leve, pesado, possível, impossível, negação, abertura, válido, inválido, fácil, difícil… Depois pergunte-se: é assim que quero digerir isso? Eu poderia digerir de outra forma? Por que estou digerindo isto assim? E outras perguntas que achar válidas para te ajudar a entender como você lida e de que outras formas poderia lidar com aquela situação.

Que tal começar agora mesmo a praticar esse exercício de autoconhecimento? Observe como você se sente em relação a esse texto. Como você está digerindo essas informações que acabou de ler? Elas fizeram sentido para você? Como está se sentindo agora? Essa leitura te incomodou, fez você despertar para algo ou não te causou efeito nenhum?

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Postado por Stephanie Gomes


Quem nunca pensou duas vezes antes de fazer algo bom para si porque achou que isso poderia ser uma atitude egoísta? Quem nunca colocou as questões de outra pessoa acima das próprias questões e, quando percebeu, havia se abandonado completamente? Quem nunca se perguntou se é certo fazer uma coisa que será boa “apenas” para si mesmo?

Não é egoísmo cuidar de si. Não é errado se colocar em primeiro lugar. Não há problema nenhum em esquecer o mundo de vez em quando para se dedicar a algo que só interessa a você.

Sabe por que?

Primeiro porque não há problema nenhum mesmo em cuidar unicamente de si e fazer aquilo que te agrada, mesmo que ninguém aprove ou incentive isso.

E segundo porque cuidar de você é a melhor coisa que você pode fazer pelos outros e pelo mundo.

cuidar de você é a melhor coisa que você pode fazer pelos outros e pelo mundo

É bom para os outros que você faça o que você ama, seja lá o que for. O mundo só tem a ganhar quando mais pessoas fazem seus trabalhos e atividades com amor.
É bom para os outros que você se sinta bem, feliz, entusiasmado, inspirado. Gente feliz constrói, compartilha, distribui boas energias, melhora ambientes e puxa outras pessoas para a sua boa vibração.
É bom para os outros que você aprenda, cresça, evolua, experimente, mostre, se expresse. As pessoas ganham oportunidades preciosas de aprender com o seu exemplo.
É bom para os outros que você esteja em paz. O mundo precisa de paz e essa paz que vem de dentro de nós é uma força positiva muito poderosa.
É bom para os outros que você se ame e saiba viver bem com você mesmo, pois só assim se aprende a viver bem com as outras pessoas.

Imagina só como o mundo seria diferente se todas as pessoas tivessem oportunidade de se conhecerem e descobrirem o que podem fazer de melhor? Se todos buscassem primeiro a paz interior, o amor e a alegria, para depois se dedicarem aos outros? Se fôssemos todos mais carinhosos, atenciosos e respeitosos com nós mesmos? Se dedicássemos mais tempo às atividades que nos dão prazer e nos deixam felizes?

Quando fazemos o bem pra nós mesmos, geramos um movimento de bem que atinge os outros, seja porque nos tornamos uma inspiração ou porque consequentemente passamos a tratar melhor as pessoas.

Você já percebeu que quando está se sentindo bem, você trata as pessoas com mais gentileza e paciência? E que, quando está em guerra consigo, quase sempre acaba de alguma forma descontando o seu descontentamento em alguém?

Nós só conseguimos oferecer aos outros aquilo que temos dentro de nós. Logo, se estivermos preenchidos de amor, alegria, paz, contentamento e positividade, é isso que vamos dar para as pessoas. Já se o nosso bem-estar e a nossa autoestima estiverem em baixa, isso infelizmente acabará refletindo negativamente em nossas relações.

Entende por que a melhor coisa que você pode fazer pelos outros é fazer bem a si mesmo?

O ciclo do bem - por que a melhor coisa que você pode fazer pelos outros é cuidar de você

O Desassossegada é a minha experiência que comprova isso. Eu criei o blog para me ajudar a passar por um momento muito chato que eu estava vivendo. Na época, eu estava muito infeliz em um emprego e hoje olho para trás e percebo o quanto isso afetou minha relação com as pessoas e com o mundo. Eu não tinha vontade de fazer nada de bom. Não tinha a menor vontade de me divertir, de usar meu tempo livre fazendo algo legal ou criativo ou de me cuidar. Eu vivia em pé de guerra com as pessoas próximas a mim e estava sempre emburrada, cansada e triste.

Até que um dia eu percebi que não podia continuar assim. Essa não era eu e não era quem eu queria ser. Tirei forças de algum lugar dentro de mim e criei um blog para escrever minha reflexões e coisas que eu descobria que poderia fazer para me sentir melhor. Fui ler sobre comportamento, autoestima, mudanças, Lei da Atração, autoconhecimento e motivação. Comecei a aplicar o que eu aprendia na minha vida ao mesmo tempo em que compartilhava meus aprendizados aqui. E aos poucos as pessoas foram aparecendo, compartilhando também suas experiências, e juntos criamos esse canal de troca sobre desenvolvimento pessoal e positividade, que cresce a cada dia e faz bem tanto a mim como a várias outras pessoas.

Tudo o que escrevo aqui, eu escrevo para mim mesma. Eu criei o blog para mim. Quando ainda não tinha ninguém lendo o que eu escrevia, isso já me fazia bem. E esse bem que eu estava fazendo a mim mesma atraiu pessoas que também precisavam disso. O bem que, de início, era apenas para mim mesma, agora é uma fonte de coisas boas para muitas outras pessoas. O Desassossegada só existe porque um dia eu precisei cuidar de mim. Porque um dia eu resolvi ser “egoísta”, me colocar em primeiro lugar e fazer algo exclusivamente para o meu bem.

O ciclo do bem - por que a melhor coisa que você pode fazer pelos outros é cuidar de você

Uma coisa engraçada que eu percebo em mim é que quanto mais faço bem pra mim mesma, mais quero fazer bem para os outros. Acho engraçado porque por muito tempo eu fui aquela pessoa que dizia: “eu não gosto de pessoas”. Sempre me imaginava trabalhando fechada em um escritório porque não queria ter que lidar com “gente”. E hoje acredito que uma das coisas mais gratificantes da vida é poder ajudar outras pessoas a encontrarem o bem-estar, a saúde, o autoconhecimento, a autoestima e a felicidade.

É assim que o ciclo do bem funciona: você faz o bem para si e de alguma forma consequentemente acaba fazendo bem para os outros. Ao mesmo tempo, você percebe como é bom ver as outras pessoas bem, então procura encontrar formas de proporcionar ao outro aquele bem que você está vivendo. Fazendo bem para os outros, você acaba fazendo bem para si, e se reinicia o ciclo. Um ciclo lindo, prazeroso, gratificante e no qual qualquer pessoa pode entrar a qualquer momento. Basta começar a fazer o bem a si mesmo.

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Postado por Stephanie Gomes

14.10.16 • Em Espiritualidade

Como conseguir me guiar pelo amor quando estou em uma situação muito ruim? Como enxergar o amor em uma pessoa que me faz mal? Como ativar a energia do amor na minha vida? Qual a relação entre Deus e o amor?

Contei em vídeo o que penso sobre essa força transformadora que é o amor e como qualquer pessoa pode facilmente encontrá-lo. Assista:

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Postado por Stephanie Gomes

10.10.16 • Em Terapias

Terminei mais um módulo do curso de Naturopatia que estou fazendo lá no Sol Instituto, o Reiki I. Gostei muito de tudo o que aprendi até agora, mas esse sem dúvida foi meu módulo favorito entre os que já fiz (fiz também Feng Shui, Cristaloterapia e Radiestesia).

O Reiki é uma terapia que busca a harmonia física, mental, emocional e espiritual pela combinação da energia universal (Rei) e a energia vital (Ki), que é transferida pelo reikiano (terapeuta habilitado para aplicar o Reiki) ao seu paciente através da imposição de mãos.

Para entender melhor o Reiki, é importante saber o básico sobre os chakras.

chakras

Os chakras são centros de energia que coordenam aspectos do nosso corpo físico, mental, emocional e espiritual. Nós temos sete chakras principais, que são chamados de: chakra básico, chakra sacral (ou sexual), chakra do plexo solar, chakra cardíaco, chakra laríngeo, chakra frontal e chakra coronário.

O chakra básico está localizado na base da coluna (entre o órgão sexual e o ânus, no chamado assoalho pélvico) e relaciona-se ao nosso instinto de sobrevivência, à segurança e à estabilidade. Está ligado às pernas, pés, ossos, intestino grosso e dentes. Problemas de peso, hemorroidas, constipação, dor ciática, artrite e problemas nos joelhos estão ligados ao chakra básico.

O chakra sacral localiza-se no baixo vente (um pouco abaixo do umbigo) e está relacionado à sexualidade, ao desejo, ao prazer e à procriação. Está ligado aos órgãos sexuais e reprodutores, aos rins, à bexiga e ao sistema circulatório. Impotência, frigidez, disfunções uterinas, urinárias ou renais, cólicas e dores na região lombar são problemas relacionados a este chakra.

O plexo solar fica abaixo do peito, bem em cima do estômago. Está relacionado à autoestima, à vitalidade, ao poder pessoal e à força de vontade. Está ligado ao sistema digestivo e as músculos. Úlceras, diabetes, hipoglicemia, gastrites e outros distúrbios digestivos são problemas ligados ao chakra do plexo solar.

O chakra cardíaco localiza-se no coração e está relacionado às emoções. As partes do corpo relacionadas a este chakra são: coração, pulmões, braços e mãos. Asma, pressão alta, problemas cardíacos e pulmonares indicam desequilíbrio no chakra cardíaco.

O chakra laríngeo fica na garganta e está relacionado à expressão, à comunicação e à criatividade. Está ligado ao pescoço, aos ombros, aos ouvidos e à garganta. Torcicolos, distúrbios da tireoide, bruxismo, deficiência auditiva e irritações na garganta estão relacionadas a ele.

O chakra frontal fica na testa e está relacionado à intuição, à imaginação e à clareza. Está ligado aos olhos e à cabeça. Problemas de visão, dores de cabeça e pesadelos têm relação com este chakra.

O chakra coronário localiza-se na parte de cima da cabeça e está relacionado ao pensamento, ao conhecimento, à compreensão e à conexão com o universo. Está ligado ao sistema nervoso e ao cérebro. Depressão, confusão, tédio, apatia e deficiência de aprendizagem são alguns dos problemas relacionados a desequilíbrios neste chakra.

Problemas físicos de saúde, desequilíbrios emocionais e dificuldades mentais são sinais de chakras em desarmonia. Em nível energético* podem ser tratados pelo alinhamento dos chakras através de terapias que atuam em nosso campo energético, como o Reiki.

(*O Reiki e outras terapias que atuam no campo energético não substituem a atuação da medicina tradicional no corpo físico. Elas são um complemento ao tratamento médico, que ajudam o corpo e a mente a entrarem em harmonia pelo tratamento da energia).

reiki-1

A energia do universo (Rei) cria harmonia e equilíbrio, pois o universo é a interação harmoniosa de todos os elementos e forças que existem. A energia vital (Ki), também conhecida como prana, é a energia da vida. Essa combinação da energia do universo com a energia vital forma a energia do Reiki.

O reikiano é a pessoa que estudou o Reiki, recebeu a iniciação do Reiki por um mestre e passou pelo processo de 21 dias de purificação e autoaplicação do Reiki. Existem três níveis de Reiki, o Reiki I, o Reiki II e o Reiki III ou mestrado (só após fazer o mestrado o reikiano pode iniciar outros reikianos). Eu fiz o Reiki I: estudei a história e o primeiro símbolo do Reiki, recebi a iniciação e passei pelos 21 dias de purificação (21 dias sem consumir carne e bebidas alcoólicas, praticando os princípios do Reiki e fazendo a aplicação do Reiki em mim mesma) e agora estou habilitada a aplicar essa terapia (coisa que pretendo começar a fazer em breve).

O processo de aplicação do Reiki acontece da seguinte forma: o reikiano sintoniza-se com a energia universal através de uma oração, o pedido de abertura do seu canal de Reiki e a ativação do símbolo desenhando-o com gestos em suas mãos. A energia Reiki entra pelo chakra coronário do reikiano e vai para o chakra cardíaco, de onde se transfere para os chakras das mãos (que são chakras secundários).

O reikiano torna-se então um canal de Reiki, e pode começar a aplicá-lo em outra pessoa (ou em um animal, uma planta, um remédio, um cristal etc), aproximando suas mãos alguns centímetros acima dos chakras e transferindo a energia de cura, de harmonia e de amor àquele local por alguns minutos.

O objetivo do Reiki é a harmonia. A energia universal e a energia vital são energias inteligentes que se deslocam naturalmente para onde há desequilíbrio. Por isso não é necessário que a pessoa que recebe o Reiki tenha um problema específico ou saiba exatamente onde está seu desequilíbrio. O Reiki se encaminha para onde a harmonia for necessária.

Com o campo energético em harmonia, o fluxo natural e saudável das energias é favorecido, resultando em equilíbrio das emoções, cura física e psicológica, saúde, qualidade dos pensamentos, recuperação, imunidade, purificação, energização e desbloqueio.

Reiki

Minha experiência com o Reiki até agora tem sido muito positiva e surpreendente. Quando estava estudando o Reiki eu andava sofrendo com dores de cabeça quase diárias há alguns meses, tomava remédios quase todos os dias e muitas vezes as dores não passavam mesmo tomando dois ou três comprimidos no mesmo dia. Minha primeira autoaplicação foi num dia em que eu estava com muita dor e tinha resolvido que não ia mais tomar remédios. Quando fiz a aplicação do Reiki em mim, nada aconteceu. Continuei com a dor e fui dormir. No dia seguinte, acordei sem dor, mas não achei que era efeito do Reiki, e sim por eu ter dormido.

Continuei fazendo as autoaplicações diárias e depois de alguns dias percebi que desde que eu tinha começado a aplicar o Reiki não tinha mais sentido dores de cabeça. Passei 30 dias aplicando o Reiki diariamente e foram 30 dias sem dores de cabeça. Não lembrava mais o que era passar uma semana sem ter dor, então 30 dias foi algo bem impressionante.

Além desse resultado em mim mesma, eu apliquei o Reiki algumas vezes em outras pessoas e todas as vezes senti uma coisa muito boa durante as aplicações. Uma sensação de paz, de equilíbrio e de bem-estar tão grande que aplicar nos outros acabou se tornando uma terapia para mim também.

Fotos: 1 – 23

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Postado por Stephanie Gomes