Os jogadores de futebol se tornam grandes influenciadores de comportamento e estilo durante a Copa do Mundo. Ao longo das 22 edições do Mundial masculino, diferentes cortes de cabelo marcaram época, seja pela ousadia, pelo contexto cultural ou pelo impacto visual.
No Brasil, mudar o visual durante a Copa virou tradição. Há quem raspe desenhos temáticos na cabeça, pinte os fios de verde e amarelo ou reproduza o corte do craque favorito. Confira alguns dos cabelos mais icônicos da Seleção Brasileira.
Nas primeiras conquistas do Brasil, em 1958 e 1962, o cabelo era marcado pelo estilo da época: o clássico “topete militar”. Pelé e Garrincha, com cortes bem aparados nas laterais e fios alinhados no topo, ditaram a estética vitoriosa dos primeiros títulos.
Nos anos 1970, em meio à efervescência política e cultural, Jairzinho transformou seu black power em uma marca registrada. O visual afirmava a estética negra e projetava a força da identidade afro-brasileira enquanto o Brasil encantava o mundo com o futebol.
Em 1982, o goleiro Waldir Peres mantinha um estilo simples e funcional, típico dos anos 80. Nas imagens, um recuo acentuado da linha frontal do cabelo já era evidente.
Na Copa de 1990, o cabelo de Renato Gaúcho, curto no topo e bem longo na nuca, é considerado um dos mais admirados no futebol nacional.
Ronaldo Fenômeno carrega o título de corte mais genial e feio da história em 2002. Ele raspou a cabeça e deixou um topete triangular apenas na parte frontal, corte conhecido como “cascão”. A escolha foi uma estratégia de marketing para desviar o foco da imprensa sobre sua lesão na coxa antes da semifinal.
Na Copa de 2006, o visual de Ronaldinho Gaúcho estava consolidado. O cabelo longo e preso com uma tiara ou faixa elástica preta virou febre mundial entre os jovens.
Os cachos dourados e ultra-definidos de David Luiz são uma das imagens mais marcantes da Copa de 2014 no Brasil. Na época, milhares de jovens cacheados e crespos se reconheciam no cabelo do zagueiro.
Entre os visuais de Neymar, o mais marcante foi o de 2018. O cabelo tinha base escura e topo mechado. Os fios loiros e texturizados renderam o apelido de “cabelo de miojo” e uma série de memes nas redes sociais.
Na Copa de 2022, Richarlison consolidou sua identidade com o “nevou” – platinado global. O visual exaltou a essência do futebol brasileiro moderno e serviu de referência para muitos jovens.
