O capitão da seleção escocesa, Andy Robertson, revelou uma forma incomum de preparação para a volta da Escócia à Copa do Mundo. O jogador organizou uma partida do jogo “Traidores” (The Traitors) para o grupo durante o período de concentração nos Estados Unidos.
Robertson não explicou quem, entre seus companheiros, era um “fiel” e quem era um “traidor”, mas justificou a introdução do jogo. “Não é fácil ficar longe da sua família, dos seus filhos. Foi algo para tentar tirar as pessoas dos quartos, dar voz aos mais quietos e dar voz aos novos jogadores”, disse o jogador de 32 anos.
A partida contra o Haiti, em Boston, é o primeiro jogo da Escócia em uma Copa do Mundo desde 1998. “É algo que já tínhamos feito antes e decidimos fazer de novo porque podemos passar muito tempo nos quartos ou sozinhos”, afirmou Robertson. “Não sei se funcionou ou não, mas certamente nos divertimos.”
O preparador físico da equipe, Steve Clarke, disse que a preparação para o jogo contra o Haiti foi impulsionada pela disponibilidade do meio-campista Scott McTominay. O atleta ficou de fora do treino de quinta-feira devido a um problema estomacal, mas retornou ao campo na sexta-feira. Clarke garantiu que o jogador do Napoli está em “condições perfeitas”.
O técnico, no entanto, evitou tratar McTominay como um talismã dentro do grupo. “Tenho 26 superestrelas aqui. Tentar colocar tanta pressão em uma pessoa não é justo”, disse Clarke. “Tudo nos últimos sete anos foi sobre o grupo, a equipe, todos estando juntos e desempenhando seu papel em certos momentos.”
Clarke voltou a pedir cautela em relação ao Haiti, time que ocupa a 83ª posição no ranking mundial. “É importante respeitar o adversário. Observamos o Haiti muito de perto nos últimos seis meses, desde que o sorteio foi feito. Respeitamos suas habilidades em campo”, afirmou o técnico de 62 anos. “Desde que se classificaram, eles melhoraram o time trazendo jogadores que os tornaram melhores. Eles têm jogadores muito dinâmicos, especialmente os atacantes, então temos que ter cuidado.”