A cantora norte-americana Kesha revelou que está em celibato, mas abre uma exceção quando está na Itália. Em entrevista ao podcast Call Her Daddy, a artista de “Tik Tok” disse: “Estou em celibato, menos quando estou na Itália”. Kesha não explicou se a preferência é pelas pessoas italianas ou pelo clima do país. Ela apenas comentou com a apresentadora Alex Cooper sobre o quanto gosta de comer macarrão e se sentir bem com o próprio corpo por lá. A declaração foi suficiente para popularizar o termo “geosexual”.
O portal queer Them definiu o termo ao comentar a entrevista. Em tese, “geosexual” representa pessoas que sentem mais desejo ou só têm interesse em fazer sexo em locais geográficos específicos. Na internet, o termo também passou a ser usado para descrever como a personalidade sexual ou romântica de alguém muda quando a pessoa sai de sua cidade ou país de origem.
Uma pesquisa feita pelo aplicativo Bumble em junho de 2023 com 5.610 pessoas mostrou que mais da metade dos entrevistados gostaria de se envolver com outra pessoa durante viagens. Outro levantamento do aplicativo Feeld, voltado para fetichistas e pessoas não monogâmicas, indicou que 50% de todas as conexões são feitas em cidades diferentes daquelas onde os usuários moram.
O termo “geosexual” tem outros significados. No Urban Dictionary, ele identifica pessoas que gostam de fazer sexo ao ar livre, como em praias, montanhas ou na rua. Também pode se referir a alguém sexualmente atraído pela Terra e pela natureza, conhecido como ecossexual. Na área de saúde pública, o termo é usado para mapear como a localização geográfica interfere no comportamento sexual e na transmissão de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), com foco em homens que se relacionam com outros homens.
Viajar pode aumentar o desejo sexual por vários motivos. A interrupção da rotina reduz o estresse e aumenta o relaxamento. A ginecologista Thaís França disse à Marie Claire que mudanças na rotina, como nas festas de fim de ano, alteram a percepção emocional e fazem o desejo sexual aflorar. “Isso altera a forma como corpo e mente respondem e, consequentemente, como sentimos prazer”, afirmou.
A exposição a novas atividades, lugares e pessoas estimula o sistema de dopamina do cérebro. Esses neurotransmissores, ligados ao prazer e à motivação, aumentam a autoconfiança e a curiosidade. A gastronomia local, os cheiros e as paisagens diferentes também contribuem para esses estímulos. O anonimato é outra vantagem: não conhecer a outra pessoa e saber que não a verá novamente reduz pudores e medos, facilitando a comunicação e a expressão de desejos. Além disso, o lugar desconhecido elimina a preocupação de ser visto por conhecidos, o que aumenta o relaxamento.
