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Maxiane chora ao lembrar filho infeliz antes de diagnóstico de TEA

Reprodução/Instagram/YouTube

Maxiane, ex-participante do BBB 26, descobriu recentemente o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 1 de suporte, do filho Joaquim, de três anos. A mãe solo contou em entrevista ao podcast PodDelas que notava diferenças no comportamento do menino desde o início da infância, mas nunca havia recebido recomendação para investigar o caso. O diagnóstico foi fechado apenas em 2026, após três anos de suspeitas.

Antes de ficar conhecida no Brasil, Maxiane disse que muitas “manias” do filho foram negligenciadas por falta de informação. “Cada noite é uma aventura diferente. Tinha noite que ele passava a noite inteira falando a palavra que ele ouviu. Ele falava, sentava em ‘W’, começava a chorar e não parava mais. Isso com dois anos e meio já acontecia, mas eu achava que era pela rotina agitada, por estar sonhando”, afirmou. Ela acrescentou que o quadro piorou e que o menino passava a noite “agoniado”. “Na verdade, ele estava desregulado, mas eu só vim a entender isso com o diagnóstico.”

A ex-BBB também destacou o hiperfoco do filho em animais, especialmente cavalos, e o apego a um único brinquedo. “Em todo lugar tem que ter o brinquedo, para tomar remédio, banho, dormir, passear e tudo, com o mesmo brinquedo, o cavalo, ele só quer o cavalo. É sempre a mesma coisa”, disse.

Com a chegada da idade escolar, Maxiane, que é professora, percebeu dificuldades na coordenação motora e no atraso de fala do menino. “Sou professora e fazia as tarefas com ele. O que eu estranhava era a coordenação motora, estranhava por que ele não tem força na mão e não se decide. Fui vendo também o atraso de fala”, relatou.

Ela confessou que se comparava a outras mães antes do diagnóstico. “É impossível não se comparar na maternidade, não ver outra criança e não comparar”, disse emocionada. Atualmente, Joaquim ainda fala na terceira pessoa, como “ele lanchou” ou “ele brincou”, o que a angustiava. Após investigação, as diferenças foram esclarecidas e ele recebe assistência especializada.

Maxiane contou que, por sugestão de uma prima, levou o filho para sessões de terapia ocupacional enquanto se preparava para entrar no BBB. “Por conta própria, paguei a sessão, e aí, eu falei que não sabia o que estava acontecendo, que queria entender e perguntei se eu estava maluca”, lembrou.

Ela se emocionou ao recordar uma festa infantil com tema do personagem Stitch, cheia de estímulos visuais e sonoros, onde o filho não se divertia. “Todas as crianças estavam se divertindo e, para ele, era como se estivesse em um filme de terror”, disse. Após o episódio, ela procurou a pediatra e uma fonoaudióloga, que acendeu o alerta para o autismo.

Com o diagnóstico, Maxiane pensou em desistir do programa, mas a mãe a incentivou a continuar. “Ela me disse: ‘você vai, porque é uma porta grande e o prêmio vai melhorar muito a nossa vida, a vida dele'”, contou. Mesmo sem vencer, a ex-BBB disse que recebeu novas oportunidades e que o tratamento do filho avançou. “A terapia traz resoluções. Ele formula frases, interage. Chorei no banheiro porque ele fez o número 1, pegou no lápis para fazer o número. Ele dá funções para o brinquedo, o que antes não fazia”, finalizou.