Um novo medicamento oral para psoríase foi aprovado pela FDA, agência que regulamenta medicamentos e alimentos nos Estados Unidos. O Icotyde (icotrokinra), da Johnson & Johnson, amplia as opções de tratamento para a doença crônica. O fármaco pode substituir terapias injetáveis, ainda comuns em casos moderados a graves.
A psoríase é uma doença inflamatória crônica de origem imunológica. Ela provoca placas avermelhadas e descamativas na pele, com coceira, dor e ardência. As lesões aparecem mais no couro cabeludo, cotovelos e joelhos, mas podem atingir qualquer parte do corpo. Além dos sintomas físicos, há impacto psicológico, com relatos de vergonha, preconceito, isolamento social e prejuízo na autoestima.
O tratamento depende da gravidade. Casos leves respondem a cremes com corticoides, derivados da vitamina D e fototerapia com raios ultravioleta controlados. Nas formas moderadas a graves, podem ser necessárias terapias sistêmicas, como imunossupressores orais (metotrexato, ciclosporina e acitretina). Quando esses tratamentos não funcionam, os imunobiológicos injetáveis são indicados.
Segundo Paulo Oldani, dermatologista e coordenador do Comitê de Acesso e Novas Tecnologias da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a evolução terapêutica mudou de patamar. “Com os biológicos, passamos a esperar pelo menos 75% de melhora. Hoje, muitas vezes chega a 90% ou 100%”, afirma.
Nos últimos anos, uma nova classe de tratamentos orais direcionados ao sistema imunológico ampliou as opções. O Icotyde atua em vias inflamatórias ligadas à psoríase, bloqueando sinais que formam as lesões. A administração oral e a atuação direcionada facilitam a adesão ao tratamento. “O medicamento age como um imunobiológico, mas em comprimido, com eficácia perto de 90% na maioria dos pacientes”, diz Oldani.
Há pouco mais de um ano, outro medicamento oral foi aprovado no Brasil para psoríase em placas moderada a grave. O Sotyktu (deucravacitinibe), da Bristol Myers Squibb, atua sobre proteínas na resposta inflamatória, como a tirosina quinase 2. “Alguns pacientes usam biológicos por muito tempo e perdem resposta. Precisamos de mecanismos diferentes. Essas medicações orais são uma opção importante”, afirma o dermatologista.
Diagnóstico tardio de TDAH em mulheres
Outro tema de saúde que ganha destaque é o diagnóstico de TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) em mulheres depois dos 30 anos. Muitas relatam que só entenderam sua condição na vida adulta. “Finalmente me entendi”, dizem algumas delas. O diagnóstico tardio ocorre porque os sintomas em mulheres são diferentes dos observados em meninos, com menos hiperatividade e mais desatenção, o que muitas vezes passa despercebido na infância. O reconhecimento tardio pode trazer alívio e abrir caminho para tratamento adequado.

