21.09.16 • Em Yoga

Mês passado eu dei início à realização de mais um sonho: fazer um curso de formação em Yoga! Estou estudando na Humaniversidade, a escola onde a professora que me fez descobrir e amar o Yoga (a Jake, do blog Yoga na Prática) estudou. Tive apenas dois finais de semana de aula até agora (o curso acontece em um fim de semana por mês), mas já tô completamente apaixonada por tudo e me sentindo muito grata por ter oportunidade de realizar esse sonho.

Eu (de costas) na aula :)

Eu (de costas) na aula :)

Eu ia esperar passar mais um tempinho de curso para vir escrever sobre o que estou aprendendo, mas tive uma aula tão maravilhosa no último sábado que precisava compartilhar isso com vocês.

Essa aula foi muito especial pra mim e eu saí dela ainda mais apaixonada pelo Yoga, tendo certeza de que essa filosofia condiz muito com os meus valores e com aquilo que acredito, e de que estou no caminho certo. Tudo o que ouvi nesse dia abriu muito a minha mente e me mostrou a grandeza do que é realmente o Yoga e como ele pode transformar radicalmente (e positivamente) a vida de qualquer pessoa. Aprendi tanto, fiquei tão fascinada, despertei de tantas formas para entendimentos que eu não fazia ideia, que senti que não podia deixar de compartilhar com vocês um pouco das coisas incríveis que absorvi nesse dia.

1) O Yoga causa a dissociação da associação que você tem com a dor

E “dor” é tudo aquilo que você está vivendo mas que não condiz com quem você é. A prática do yoga (não só as posturas, mas todos os seus ensinamentos) têm como objetivo fazer com que o praticante se desassocie daquilo que ele não é, pois só assim ele poderá enxergar (e ser) aquilo que ele é.

2) O Yoga te ensina a ser o mestre dos seus pensamentos

Enquanto não somos mestres da nossa mente, somos escravos dela. O Yoga é, na verdade, muito mais um trabalho da mente do que do corpo mas, em resumo, o Yoga trabalha a nossa maestria em relação aos movimentos tanto do corpo como da mente, nos tornando cada vez mais conscientes e capazes de termos autonomia física e mental.

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3) O Yoga te torna objetivo

E a objetividade no Yoga é simplesmente a capacidade de ver as coisas como elas são, sem as interferências da mente (crenças, ansiedades, pessimismo…) e sob uma perspectiva cada vez mais iluminada com a luz da verdade.

4) O Yoga desperta o entendimento da união

“Nós somos todos formas diferentes da mesma substância”. Quando a professora falou essa frase eu fiquei arrepiada. Mexeu tanto comigo que tive que anotar para lembrar e pensar mais sobre isso depois. Yoga significa união, e união significa entendermos que não existe separação. Não existe separação entre nós e as outras pessoas, entre nós e os animais, entre nós e todas as coisas que existem no universo. Tudo o que existe é uma coisa só. Entender isso faz com que a gente desperte para a noção de que TUDO aquilo que fazemos, pensamos, dizemos, movemos, tocamos e mudamos afeta absolutamente tudo. Afeta todas as pessoas, afeta a natureza, afeta o equilíbrio do universo, afeta o nosso planeta. Portanto, se você prejudica uma pessoa, está prejudicando a si mesmo e também a todas as outras. Se você faz bem a alguém, está fazendo bem a si mesmo e a tudo o que existe.

4) O Yoga proporciona o conhecimento da liberdade

“A liberdade vem do conhecimento de que você já é livre. Somente somos livres para agir quando entendemos que não está em nosso controle o resultado das nossas ações” (palavras da minha professora). Somos livres quando nos tornamos capazes de aceitar que nada está sob nosso controle. O resultado das nossas ações pode ser igual àquilo que desejamos, mas também pode ser melhor, pior, maior, menor ou oposto ao que queríamos. Tudo o que podemos fazer é aceitar e aprender a lidar quando o resultado não é o desejado. Enquanto não pudermos aceitar isso, estaremos presos ao controle e não conseguiremos ser livres.

5) O Yoga te prepara para a vida

“O Yoga prepara a pessoa para viver com ela mesma para que ela saiba viver com os outros”. Acredito que essa é a essência de qualquer busca por evolução e desenvolvimento pessoal. Cuidar de si mesmo te torna capaz de cuidar dos outros. Amar a si mesmo te torna capaz de amar os outros. Conhecer a si mesmo te torna capaz de conhecer os outros. Respeitar a si mesmo te torna capaz de respeitar os outros. Viver bem com você mesmo te torna capaz de viver bem com os outros. O Yoga é o caminho da preparação de si mesmo para a vida em união.

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6) O Yoga te ajuda a ter discernimento para fazer suas escolhas

Só com clareza é possível ter discernimento para fazer escolhas e tomar decisões baseadas na verdade, e um dos principais benefícios do Yoga é proporcionar ao praticante o caminho para que ele encontre a luz da clareza.

7) O Yoga te estimula a fazer o que deve ser feito

Yoga é saber o que deve ser feito e FAZER! Porque tudo aquilo que você sabe que deve fazer mas não faz – seja no Yoga ou em qualquer outra área da vida – é NADA. Não existe, não tem peso, não faz diferença. O conhecimento é muito importante, muito mesmo. Sem ele, não somos capazes de evoluir. Mas nada acontece se você não transforma o conhecimento que adquiriu em ação.

8) O Yoga te ajuda a compreender suas emoções

A clareza que o Yoga traz para a vida faz com que o praticante consiga entender o que é a sua raiva, o que é a sua ansiedade, o que são os seus medos, o que é a sua insatisfação, o que é a sua felicidade… e essa compreensão é necessária para que você consiga lidar com tudo isso sem transformar em doenças, em vícios, em limitações, em excessos…

9) O Yoga faz com que sua mente tenha preparo

Uma mente preparada é aquela que está onde você quer que ela esteja. Se você quiser que ela esteja no presente, ela estará. Se quiser que ela vá para o futuro, ela irá. Se quiser que a mente vá para o passado, é para lá que ela vai. É por isso que o Yoga é tão eficaz no tratamento da ansiedade (mente que vive do futuro) e da depressão (mente que insiste em ficar no passado). E é por isso também que o Yoga nos torna mais felizes: porque aprendemos a nos colocar no momento presente e a viver a alegria aqui e agora.

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10) O Yoga te abre

A prática de Yoga faz com que você consiga abrir mão do que é e do que faz hoje (das suas crenças limitantes, dos seus hábitos prejudiciais, das suas perspectivas negativas…) para se abrir ao conhecimento do novo e da verdade. Às vezes temos crenças, hábitos e percepções tão fortes que não nos permitimos descobrir algo diferente ou sequer ouvir alguém dizer algo diferente. Um dos efeitos mais perceptíveis do Yoga é o praticante se sentir mais solto, mais aberto, mais flexível e mais disposto a aprender e a mudar.

11) O Yoga te ensina a cuidar daquilo com que você se alimenta

Não só em relação à alimentação propriamente dita, mas também àquilo com que você alimenta sua mente, seus olhos, seus ouvidos, seus sentimentos. O Yoga faz com que você se preocupe mais com isso e dê mais atenção ao que “coloca para dentro”, pois você passa a entender cada vez mais os efeitos daquilo que coloca em seu espaço interno. Como o Yoga trabalha para que você adquira mais consciência sobre si mesmo, esse cuidado naturalmente se tornará parte da sua vida.

Postado por Stephanie Gomes

15.09.16 • Em Relacionamentos, Vídeos

Quer um bom conselho? Um conselho que vai te ajudar a focar mais em você e, consequentemente, te fazer evoluir e alcançar seus sonhos e objetivos com mais rapidez? Um conselho que vai te ajudar a acabar com vários motivos de stress do seu dia a dia? Um conselho simples mas com o poder de transformar várias áreas da sua vida?

Assista ao vídeo!

Postado por Stephanie Gomes

12.09.16 • Em Reflexão

Cada dia que passa eu me convenço mais de que separar as coisas em “bom” ou “ruim” não é a resposta para nada e que, na dúvida, o melhor caminho é sempre refletir, buscar autoconhecimento, ter consciência da nossa verdade e observar como cada atitude ou pensamento age dentro e fora de nós. A partir daí é que devemos tomar nossas decisões e fazer nossas escolhas, e não baseados em uma regra ou conceito pré-definido do que é certo ou errado, bom ou ruim.

Criar expectativa: bom ou ruim?

“Nunca crie expectativas!”

Quem nunca recebeu esse conselho de alguém?

“Acredite nos seus sonhos!”

Quem nunca ouviu esse também?

Vivo recebendo esses conselhos ou ouvindo pessoas dizendo a outras e sempre fico confusa. Como vou acreditar nos meus sonhos sem criar a expectativa de realizá-los?

Eu sinto que esse conselho, na maioria das vezes, funciona mais como um grande balde de água fria do que como algo que realmente faz sentido colocar em prática. Você tá lá feliz da vida curtindo seu novo relacionamento, seu novo emprego, um projeto que resolveu colocar em prática e do nada… PÁ! Alguém diz pra você ir mais devagar, não se entregar tanto, sonhar com menos intensidade, não alimentar tanto as esperanças…

Mas será que criar expectativas é tão ruim assim? Será que “não criar expectativas” deve ser uma regra?

Criar expectativa: bom ou ruim?

Criar expectativa pode ser ruim quando essa expectativa é em forma de ansiedade, de querer que as coisas aconteçam exatamente do jeito que você planejou e não aceitar de outra forma, de colocar pressão no outro para que ele seja como você espera, de querer a perfeição e nada menos do que isso. Os resultados de atitudes como essas costumam ser desastrosos.

Esperar que o relacionamento seja igual um conto de fadas, que cada passo de uma viagem aconteça exatamente como você imaginou, que você um dia seja perfeito e que tudo ocorra sempre como planejado é expectativa na forma de CONTROLE, e isso faz com que você se feche e não consiga desenvolver habilidades importantes como a aceitação, a empatia e o jogo de cintura diante de situações fora da sua zona de conforto.

Mas criar expectativa é muito bom quando a expectativa tem formato de fé, de acreditar em si mesmo, de esperança, de correr atrás do que deseja com amor e paciência, de entrar em sintonia com a vibração daquilo que você quer. É bom quando você está em um relacionamento e deseja que ele seja bom para ambas as partes, então vive com intensidade, aproveita e se entrega verdadeiramente à relação, sem medo da possibilidade de acabar frustrado. É ótimo quando você consegue ver como quer estar daqui a cinco anos e usa essa expectativa com entusiasmo para se planejar e correr atrás do seu objetivo.

Sim, existem os dois lados. O problema é que quando definimos como regra o “nunca crie expectativas”, colocamos tudo no mesmo saco (como se criar expectativa fosse de qualquer forma algo MUITO RUIM) e limitamos o quanto vamos aproveitar o momento presente, nos privamos da sensação deliciosa de fazer planos e nos afastamos da possibilidade de viver uma experiência que poderia ser muito mais incrível se nos entregássemos de corpo e alma.

Criar expectativa: bom ou ruim?

Aí você me pergunta: e se algum dia meu relacionamento acabar, eu começar a perceber que o emprego não era tão legal assim, enjoar daquela ideia que estava tão empolgado para colocar em prática…? Ué, essa é a vida, não? Não temos como controlar todas as suas indas e vindas, o fluir das mudanças e as transformações que ocorrem dentro e fora de nós. Você vai deixar de sonhar, de planejar e de curtir aquela coisa boa que está acontecendo no momento presente por medo de um dia talvez aquilo acabar, perder a graça ou ficar ruim?

Pode não ser tão legal como você imaginava? Pode! Pode acabar a graça? Pode! Mas e se tiver tudo para dar certo e, por você se privar de se entregar verdadeiramente ao que está vivendo, acabar transformando o que poderia ser incrível em uma coisa “mais ou menos”? Pra que encher o momento presente de limites, medos e preocupações, se ele está se mostrando tão bom?

Eu prefiro acreditar, ter fé, sonhar, imaginar e correr atrás daquilo que eu quero com a expectativa de que vou realizar do que viver me protegendo da possibilidade de ficar frustrado e nunca buscar nada, nem sonhar. Eu prefiro me jogar no presente e ao mesmo tempo me permitir o prazer de sonhar e acreditar no amanhã do que reprimir os meus desejos e vontades por medo de uma possível decepção. De uma forma ou de outra estamos imaginando o futuro, sem a menor certeza do que virá. Já que é pra imaginar o futuro, que seja de forma gostosa, positiva e do jeito que a gente quer!

Postado por Stephanie Gomes

09.09.16 • Em Terapias

Como prometido, gravei um vídeo falando sobre o último assunto que estudei no meu curso de Naturopatia: cristais!

Se você nunca ouviu falar em terapia com cristais – ou já ouviu mas não tem ideia de como funciona – eu expliquei de forma bem básica nesse vídeo.

O vídeo ficou um pouco longo (culpa da água marinha hehehe – quem assistir vai entender), mas o assunto é extenso mesmo, cheio de detalhes e coisas que quem realmente quer realizar um trabalho terapêutico com cristais precisa saber. Se você tem curiosidade em conhecer a cristaloterapia, assista:

Se quiser conhecer a escola onde eu estudo Naturopatia, acesse o site do Sol Instituto.

Postado por Stephanie Gomes

05.09.16 • Em Autoconhecimento

Estamos sempre falando sobre autoconhecimento como uma forma de olhar para o nosso interior – as nossas emoções, pensamentos, reações, sentimentos… mas até agora não tínhamos falado sobre algo que também é muito importante conhecermos: o nosso corpo.

Conhecer o próprio corpo é uma forma de autoconhecimento fundamental para o desenvolvimento da nossa autoestima, o cuidado com a nossa saúde, a capacidade de conexão com quem somos e a clareza na hora de fazer escolhas, entre outras coisas.

Autoconhecimento: conheça seu corpo

Junto ao trabalho de autoconhecimento mental, emocional e psicológico, vamos começar a trabalhar também o conhecimento sobre o nosso corpo físico? Se não sabe por onde começar, experimente as seguintes sugestões:

Sinta seu corpo

Antes de mais nada, tire alguns minutos para sentir seu corpo. Sinta-o respirar, sinta a inspiração e a expiração através das suas narinas e como o restante do corpo reage a isso. Perceba as batidas do seu coração e a pulsação em outras partes do seu corpo. Perceba a umidade da sua boca, o alimento no seu estômago, a sensação da roupa que está vestindo sobre a sua pele, o formato das suas mãos em repouso. Note o espaço que seu corpo ocupa: sua altura, sua largura, seu peso. Ao final, pergunte ao seu corpo: como está se sentindo agora?

Toque seu corpo

Deixe as vergonhas e tabus de lado e toque seu próprio corpo. Descubra onde ele é macio, onde é áspero, onde é mais e menos sensível. Conheça suas formas através do toque. Pressione as suas unhas: elas são fortes ou fracas? Onde seu corpo possui linhas e marcas que você pode sentir? Onde seus ossos são mais protuberantes? Quão fortes são seus músculos? Use o poder do tato para explorar e conhecer seu corpo.

Pratique atividades que desenvolvem a consciência corporal

Dança, esportes, yoga, alongamentos, corrida, musculação… Ter consciência sobre como você pode se mover transforma a sua percepção sobre você mesmo e te permite usar seu corpo de novas formas. Desafie-se a se movimentar de formas diferentes. Pode ser difícil no início, mas aos poucos você perceberá como seu corpo é incrivelmente capaz de desenvolver a flexibilidade, a força, a leveza e movimentos que você achava que não era capaz de realizar.

Autoconhecimento: conheça seu corpo

Olhe para o seu corpo

Vá para a frente do espelho e olhe para si mesmo com carinho, sem agressividade e julgamentos. Veja a cor da sua pele, dos seus olhos, dos seus cabelos. Note o brilho que existe nos seus olhos. Perceba o que seu corpo mostra sobre quem você é e como viveu até agora. Há algo que você quer mudar? Se sim, tudo bem. Olhe para isso com amor, aceite como é agora e disponha-se a fazer o que é preciso para mudar com carinho e paciência, sem se maltratar por isso.

Observe como seu corpo reage

Seu corpo está sempre reagindo. Ele reage a emoções, a pensamentos, a movimentos… você tem o costume de observar isso? Essas reações dizem muito sobre você. Como seu corpo reage quando está próximo de determinada pessoa? Como ele reage quando você tem determinado pensamento? Como ele reage quando você faz um certo esforço ou quando passa muito tempo sem se movimentar? Como ele responde ao consumo de determinado alimento? Como ele fica em cada tipo de ambiente? Comece a observar em situações variadas e diante de diferentes estímulos como fica a sua postura, a sensação no seu estômago, seus batimentos cardíacos, a temperatura da sua pele, os movimentos dos seus braços e pernas, possíveis dores, desconfortos, sons…

Trate seu corpo com carinho e veja como ele retribui

Faça agrados ao seu corpo: passe um hidratante cheiroso, faça uma automassagem nos pés ou vá a um massagista profissional, durma em um local agradável, use roupas confortáveis, pratique um exercício que você goste… Sem dúvida, seu corpo retribuirá com muitos benefícios e você vai perceber como vale a pena conhecer, entender e cuidar bem também da sua parte física.

Autoconhecimento: conheça seu corpo

Conecte mente e corpo

A meditação é um caminho, mas você pode obter essa conexão em qualquer atividade do seu cotidiano. Sabe aquelas coisas que você faz no piloto automático enquanto sua mente fica perdida em pensamentos (tipo lavar louça, varrer a casa, escovar os dentes, caminhar, dirigir, andar de ônibus…)? Nesses momentos, volte a atenção para o seu corpo. Perceba os movimentos que ele faz (interna e externamente), sinta o toque dos objetos, do vento, da luz do sol. Observe como seu corpo te abriga e te encaixa no lugar onde você está. Além de autoconhecimento, esse exercício também ajuda a te colocar no momento presente e se livrar de preocupações, arrependimentos e ansiedades.

Postado por Stephanie Gomes