05.12.16 • Em Comportamento

Tenho visto muitos comentários sobre 2016 estar sendo um ano pesado, difícil e, em alguns momentos, trágico. E apesar de terem acontecido coisas muito boas na minha vida nos últimos meses, também estou sentindo essa vibração – tanto no individual como no coletivo – e percebendo que estamos passando por um processo de cura universal bastante doloroso – mas, sem dúvidas, necessário.

8 pensamentos e atitudes para cultivar em tempos difíceis

De vez em quando parece que um furacão resolveu passar pelas nossas vidas e jogar tudo pelos ares, né? Por mais que a gente tenha consciência de que essas fases são grandes oportunidades de aprendizado, às vezes é difícil manter a calma e a inteligência emocional para lidar com situações indesejadas.

Mas conforme o tempo passa e vivemos experiências diferentes, vamos aprendendo a lidar com os momentos difíceis de maneiras melhores, usando ferramentas que ajudam a simplificar e tornar as coisas menos difíceis.

Reuni nesse post alguns pensamentos e atitudes que tenho me lembrado de colocar em prática nesse fim de ano conturbado e que estão me ajudando a manter o equilíbrio:

Lembre-se dos seus valores

O que é verdadeiramente importante para você? Com quais atividades, atitudes, pensamentos, conhecimentos e princípios seus você pode contar para te ajudar a passar por esses momentos difíceis? Quais são suas prioridades? Lembre-se do que é importante, bom e verdadeiro na sua vida e volte-se para isso, principalmente quando se sentir perdido, sem saber para onde ir.

Recorra à respiração

Seu corpo possui um mecanismo para o reequilíbrio das emoções muito fácil de acessar: a sua respiração! Sempre que o nervosismo aparecer, respire! Inspire lentamente bem fundo e solte o ar devagar. Recentemente, o The New York Times publicou uma matéria com vários médicos falando sobre os efeitos da respiração consciente, e uma das especialistas entrevistadas afirma que a prática pode ter efeitos benéficos semelhantes ao uso de medicamentos antidepressivos.

8 pensamentos e atitudes para cultivar em tempos difíceis

Pense nos seus motivos para agradecer

Nós sempre temos algum bom motivo para agradecer, mesmo em meio a um grande problema ou dificuldade. Agradeça por estar vivo e ter a oportunidade de poder lidar com o que está passando. Agradeça por ter saúde suficiente para se levantar todos os dias e fazer suas atividades. Agradeça pelas pessoas que você tem ao seu lado. Agradeça por ter onde morar, por ter uma cama confortável para dormir, por poder se alimentar. Se acha que isso é pouco, tente imaginar não ter cada uma dessas coisas.

Tire o foco do problema

“Atenção é alimento.” – Osho

O que você quer alimentar? O problema ou a solução? Mude o foco da sua atenção e invista sua energia nas possibilidades, ao invés de dar tanta atenção às limitações. Quando perceber que está focado nas preocupações, no medo, nas previsões negativas do futuro, pergunte-se: quais são as possibilidades? Faça uma lista delas, deixe sua inspiração fluir e imaginar qualquer tipo de possibilidade. Alimentando a solução, você entrará em sintonia com aquilo que precisa para lidar ou solucionar o problema que estiver vivendo.

Confie

Muitas vezes – para não dizer sempre – um período turbulento é um sinal de que a vida está se movimentando para te proporcionar algo melhor e te colocar na direção daquilo que deve ser seu. De alguma forma, essa situação está te levando para algum lugar. Confie no processo, entregue a necessidade de controle e procure ter fé.

Crie seus “rituais” de bem estar

Uma coisa que tem me ajudado muito a lidar melhor com momentos difíceis é separar um tempo para mim todos os dias, e usar esse tempo para fazer coisas que me trazem bem estar. Eu comecei a tirar entre 30 minutos a 1 hora por dia para praticar yoga, entoar mantras, fazer autoaplicação de Reiki e meditar. Os benefícios estão sendo muito bons: ansiedade controlada, durmo melhor, fico menos suscetível aos gatilhos de stress do dia a dia… Recomendo muito criar um ritualzinho para você, com qualquer coisa que te traga bem estar, e comprometer-se a fazê-lo todos os dias.

8 pensamentos e atitudes para cultivar em tempos difíceis

Seja amigo de si mesmo

É bem provável que suas emoções e reações passem por altos e baixos, que você exagere, cometa erros… é natural que em tempos difíceis você fique confuso e não saiba muito bem como agir. E tudo bem. Seja paciente com você, do mesmo jeito que você seria com um amigo que está passando por uma fase complicada. Compreenda-se, perdoe-se, console-se e não se maltrate.

Evite fugir da verdade

Muitas vezes a reação natural a uma situação difícil é fazermos o possível para nos anestesiarmos, não sentirmos, não sofrermos. Mas nenhuma anestesia dura para sempre. A hora que você acordar, a verdade estará ali, esperando para ser encarada. Não estou dizendo que você tem que ser forte o tempo todo, mas que procure não mentir para si mesmo. A verdade é sempre a melhor opção.

Postado por Stephanie Gomes

28.11.16 • Em Reflexão

Atire a primeira pedra quem não carrega dentro de si pelo menos um arrependimento sobre um erro do passado.

Há arrependimentos que nós lembramos de vez em quando e ficamos atormentados por eles durante algum tempo, e há também aqueles que nós carregamos junto conosco o tempo todo por muitos e muitos anos (em alguns casos, por toda a vida).

Algumas pessoas vivem realmente perturbadas por causa de seus passados e têm suas vidas seriamente prejudicadas por isso. Se culpam o tempo inteiro, não conseguem confiar em mais ninguém, têm medos e crenças extremamente limitantes, perdem completamente a autoestima, sofrem muito ou carregam algum outro sentimento de impotência que bloqueia o fluir de suas vidas.

Como perdoar a si mesmo pelos erros do passado

Eu também já fui muito atormentada pelo meu passado, mas hoje consigo lidar melhor com ele porque adquiri a seguinte compreensão: Eu não sou meu passado. O erro foi cometido pela pessoa que eu fui e não sou mais. Inclusive, foi graças a esse erro que eu tive oportunidade de aprender e mudar para melhor. O que importa é quem eu sou hoje e o que estou fazendo agora.

Quando o passado vem tentar encher meus pensamentos de culpa, medo e tristeza, eu sempre procuro me perguntar: o que eu estou fazendo hoje? Estou aproveitando essa segunda chance de ser alguém melhor? Assim consigo tirar o foco do passado e me preocupar com o que realmente importa: o que estou fazendo no presente.

Se você não foi justo com alguém no passado, mas decidiu ser justo agora, isso é o que importa. Se você disse palavras duras a alguém um dia, mas hoje tem coisas boas para dizer, isso é o que importa. Se você está sendo uma pessoa melhor hoje, isso é o que importa. Perdoe-se e se disponha a ser alguém melhor hoje. Isso é tudo o que importa.

O passado não vai ser apagado, é verdade. Mas ele não é o seu presente. Ele foi uma ponte para que você chegasse ao lugar onde está hoje. Se você se mantém apegado ao arrependimento do passado, pode estar perdendo a chance de ser a pessoa incrível que os seus erros te prepararam para ser hoje!

A única função positiva que você pode dar para o passado é usá-lo como referência. Já o presente é um campo de infinitas possibilidades. Dê para cada tempo a função que lhe cabe.

Como perdoar a si mesmo pelos erros do passado

Se ontem você não fez a coisa certa, perdoe-se e vá se preocupar com o que está fazendo HOJE. Se houver uma forma de consertar o erro, aproveite o momento presente para fazê-lo. Isso é crescer, é evoluir, é aprender. É para isso que estamos vivendo, não?

“Mas e se o meu erro prejudicou outra pessoa e eu também quiser o perdão dela?”

A partir do momento em que você conseguir se perdoar e obtiver a consciência de que o que importa é quem você é e o que faz hoje, será muito mais fácil encontrar confiança e força para conversar com a pessoa que você prejudicou e pedir o perdão dela. Preocupe-se primeiro em perdoar a si mesmo. O autoperdão vai tornar as coisas mais claras e você conseguirá encontrar as palavras certas e a melhor atitude para lidar com o outro com amor e sinceridade.

Postado por Stephanie Gomes

24.11.16 • Em Mudanças, Vídeos

Como não ficar ansioso diante de algo novo? Como não desistir por medo do desconhecido? Como encarar com calma uma mudança importante na nossa vida? Como suportar o medo de fracassar?

Se você for como eu, sabe como isso é difícil. Mudanças enchem a nossa cabeça de pensamentos que dizem que não vamos conseguir, que talvez essa não seja a escolha certa, que vamos nos arrepender, que é melhor desistir e deixar tudo como está…

Recentemente, eu tomei uma decisão que me fez ter que encontrar uma maneira de lidar com tudo isso. Acabei descobrindo uma forma de lidar com o que eu estava vivendo naquele momento, e percebi que poderia usar essa atitude em muitas outras situações em que eu precisasse encarar algo novo. Compartilhei a minha experiência e o aprendizado que tirei dela em vídeo:

Postado por Stephanie Gomes


O que vem à sua mente quando você pensa na palavra “violência”? Agressões físicas, brigas, crimes, guerras, armas de fogo…?

Existe uma forma de violência que geralmente não chamamos de “violência” e sobre a qual não ficamos tão chocados e preocupados, mas que é tão destrutiva quanto qualquer outra: a comunicação violenta. Agressão verbal é violência. Bullying é violência. Racismo é violência. Homofobia é violência. Preconceito é violência. Invalidar a liberdade de opinião de uma pessoa é violência. Incitação ao ódio é violência. Certos tipos de insinuações e piadas são violência.

Onde é que estamos vendo esse tipo de violência acontecer todos os dias, escancaradamente sob os nossos olhos?

Pois é, atire a primeira pedra quem nunca viu algum comentário racista, preconceituoso, abusivo, constrangedor ou de incitação ao ódio nas redes sociais.

Comunicação não-violenta e o ódio nas redes sociais

Estamos o tempo todo nos perguntando: como é possível que políticos com discursos de ódio estejam sendo exaltados e eleitos? Como pode uma mulher aceitar ser tratada de tal forma pelo marido? O que está acontecendo com o mundo? Como podem tantas barbaridades estarem acontecendo? As pessoas estão cegas? Ninguém vê o tamanho desses absurdos? Que tempos sombrios são esses?

Mas pouco estamos nos perguntando como o mundo pode ser diferente se achamos normal os discursos de ódio que vemos todos os dias nas redes sociais, se não estamos preocupados com a forma violenta como estamos nos comunicando ou vendo outras pessoas se comunicarem, se estamos falando com tanta agressividade no mundo virtual, se estamos rindo de piadas violentas e preconceituosas.

Precisamos falar sobre isso! O mundo virtual não é um universo à parte que não tem nada a ver com a vida real. As redes sociais são parte da vida da maioria das pessoas e não podemos negar isso ou fingir que não tem importância. Nós estamos fazendo muitas coisas importantes pelas redes sociais: nos informando sobre o que está acontecendo no mundo, nos comunicando com as pessoas, espalhando informações, influenciando outras pessoas, trabalhando, debatendo opiniões, dando início a movimentos e manifestações, expondo aquilo que estamos fazendo e muitas outras coisas que antes fazíamos sem as redes sociais, mas que hoje se concentram nelas.

Precisamos encarar e falar sobre isso porque, apesar de as redes sociais estarem sendo usadas para muitas coisas boas, os discursos de ódio nesse meio estão cada vez mais comuns e estamos falando muito pouco e fazendo muito pouco para mudar essa forma de violência que está se espalhando e sendo encarada como algo normal.

Comunicação não-violenta e o ódio nas redes sociais

O discurso de ódio serve apenas para disseminar e incitar violência. Ele não oferece soluções, não constrói nada, não melhora nada. Mas existem coisas que podemos fazer nas redes sociais que têm o poder de solucionar, de construir, de melhorar, de pacificar, de transformar, de mostrar novos caminhos.

O que nós, conscientes dessa questão e buscadores do bem e da luz, podemos fazer sobre isso? Como podemos ajudar a reverter esse movimento?

A força negativa está grande, é verdade. Mas nós não somos poucos! Temos força também e podemos trazer mais pessoas para o nosso lado. Eu pensei em algumas sugestões de ações que podemos colocar em prática para aumentar o saldo de energia positiva nas redes sociais, e gostaria de fazer uma coisa diferente nesse post: pedir a ajuda de vocês para fazermos uma grande lista de ações positivas para colocarmos em prática. Topam me ajudar? Eu começo:

Comunicação não-violenta: você pode opinar, argumentar e expor o que pensa sempre que quiser, mas para isso não precisa ironizar quem pensa diferente ou usar um discurso preconceituoso ou agressivo. Fale sem agredir.

Não invalide a opinião do outro. Você pode discordar de alguém e participar de uma discussão saudável sem precisar invalidar o direito do outro de ter sua opinião também.

Não responda agressão com agressão. Se alguém te ofereceu palavras agressivas, não responda na mesma moeda. Quebre o ciclo. Seja a mudança que você quer ver no mundo. Sempre que decidir entrar em um campo escuro, escolha ser luz.

Incite mais a reflexão do que a discussão. Não que discutir seja ruim, mas sabemos que certos assuntos deixam as pessoas mais agressivas e no formato de discussão as coisas podem sair do controle. Se colocar um assunto em pauta, pense em como pode fazê-lo de forma reflexiva, questionando os pontos de vista possíveis, apresentando soluções e mostrando seus lados positivos e negativos (incentivando que o outro faça isso também, e lhe dando espaço para isso).

Aproveite oportunidades de oferecer palavras positivas: elogie sua amiga quando ela publicar uma foto bonita, prestigie o trabalho de alguém que está começando a divulgar o que faz, dê incentivos, exalte notícias de ações positivas… fique atento e não deixe passar chances de espalhar coisas boas nas redes sociais.

Saiba a hora de parar. Cada um de nós possui sua história, suas experiências, suas crenças, seus problemas, suas dúvidas, suas dificuldades, suas tristezas… às vezes um comentário que, para você, parece uma brincadeira boba, afeta e magoa profundamente o outro. Cada pessoa tem suas dores e nós nunca sabemos exatamente o que o outro está sentindo ou enfrentando. Sei que na maioria das vezes nós não fazemos brincadeiras por mal, mas procure perceber como o outro reage ao que você diz. Se parecer que a pessoa está se sentindo desconfortável, pare.

Espalhe notícias boas. Assim como notícias ruins nos deixam com raiva, tristeza e desesperança, notícias boas nos fazem retomar a fé, sentir vontade de ajudar e adquirir uma postura positiva.

Empatia: coloque-se no lugar do outro e trate-o como você gostaria de ser tratado. SEMPRE.

Não tente forçar o outro a mudar. Uma coisa que aprendi recentemente observando a mim mesma é que forçar uma pessoa a mudar não funciona NUNCA. Você pode até influenciar uma mudança positiva em alguém, mas não é você quem decide isso. Mudanças só acontecem de dentro para fora, então o que você pode fazer é apresentar informações, contar experiências suas, explicar a sua perspectiva e os seus motivos e deixar que o outro decida o que fazer. Querer que alguém faça aquilo que você acredita que é melhor simplesmente dizendo “faça isso”, “esse é o certo”, “você tem que mudar” só vai desgastar a sua relação com essa pessoa e causar desentendimentos.

Fale (escreva) amorosamente. Vá na contramão do discurso de ódio e use palavras que incitam o amor, a paz, a reflexão, a honestidade, a gentileza, a fé e o que mais você puder colocar de positivo em seu discurso. Antes de escrever algo, olhe para dentro de si e encontre o que há de mais bonito em você que pode ser colocado para fora.

Espalhe essa mensagem! Se esse post fez você sentir vontade de entrar nesse movimento, compartilhe com mais pessoas para que elas possam ser tocadas e incentivadas também!

Vamos colocar essas ações em prática? Fique atento às oportunidades de agir quando estiver nas redes sociais.

O que mais podemos incluir nessa lista? Escreva nos comentários!

Postado por Stephanie Gomes

16.11.16 • Em Autoconhecimento

Crenças limitantes são falsas certezas que nós temos sobre diversos assuntos que envolvem a nossa vida – certezas estas que quase sempre provêm de fontes incertas, já que são pouquíssimas as coisas das quais podemos ter certeza. Apesar de não ser possível determinar a maioria coisas com total convicção, nos agarramos às nossas crenças como se elas fossem a única verdade possível.

Nossas crenças formam o filtro pelo qual olhamos para o mundo, para as pessoas, para nós mesmos, para os nosso problemas, para as nossas bençãos, para a nossa situação emocional e financeira… para tudo! A partir das nossas crenças, acreditamos (consciente ou inconscientemente) que as coisas só podem ser de uma determinada maneira, então nos fechamos para diferentes possibilidades e todas as nossas ações são escolhidas com base em um limite.

Antes de começar a estudar sobre comportamento e desenvolvimento pessoal, eu achava que crenças eram sinônimo de religião. Hoje sei que elas vão muito além disso e exercem um poder gigantesco sobre quem somos, o que fazemos, o que pensamos, o que escolhemos, o que acreditamos e o que entendemos sobre cada coisa que vemos, ouvimos e sentimos.

Ou seja: nossas crenças controlam nossa vida.

5 atitudes que vão transformar as suas crenças limitantes

As suas crenças, as minhas crenças e as crenças de todas as pessoas estão sendo formadas desde o nosso primeiro dia de vida. Pelas palavras e o tratamento que nossos pais nos ofereceram. Pelas escolhas que nós fizemos. Pela forma como lidamos com a nossa personalidade. Pelo que nos foi mostrado e dito. Pelos nossos desejos realizados ou não. Pelo que vimos outras pessoas fazendo. Pelo que aprendemos na escola, na faculdade e na vida. Pelos relacionamentos que vivemos. Pelas oportunidades que aceitamos e pelas que rejeitamos… Nós pegamos cada uma dessas coisas e determinamos uma certeza sobre a área em que aquilo se encaixa, como se essa fosse a única possibilidade que existe.

Tudo o que nós olhamos, ouvimos, sentimos, escolhemos, recebemos, aprendemos e vivenciamos durante toda a nossa vida formou as crenças que temos hoje. Mais do que isso: formou a vida que vivemos hoje. Não só porque as crenças formam pensamentos mas também porque é a partir delas que escolhemos as nossas ações.

Isso te assusta? O que essa informação faz você sentir?

Se a sensação não é tão boa, relaxe. Tudo isso te trouxe até aqui, e esse é o momento de você tomar consciência de que crenças podem mudar, assim como a vida. Novas crenças podem surgir e as antigas crenças podem se transformar totalmente. Assim como a vida.

Eu demorei para conseguir começar a perceber e acessar as minhas crenças, principalmente aquelas que mais me causavam problemas. Na verdade, acho que ainda estou no início do caminho, mas sei que já dei alguns passos. Não é um processo tão simples. O caminho, para mim, foi baseado em muitas leituras, reflexões, meditação, auto-observação e, principalmente, paciência. Paciência para aceitar que o processo não começa num dia e finaliza no outro. Para não desistir de me autoconhecer quando eu olhava para dentro de mim e não entendia nada. Para conseguir aos poucos admitir para mim mesma que um problema pelo qual eu culpava outra pessoa, na verdade tinha origem em mim.

5 atitudes que vão transformar as suas crenças limitantes

Existem várias técnicas que atuam na transformação de crenças e podem ser procuradas por quem busca uma mudança interna (e, consequentemente, externa): a PNL (Programação Neurolinguística), o Theta Healing, o EFT, o coaching, o Ho’oponopono e várias outras terapias. Recomendo muito que você procure uma técnica com a qual se identifique, se tiver essa possibilidade. Mas aqui resolvi falar sobre cinco atitudes que você pode começar agora mesmo a praticar sozinho. São ações que eu apliquei e aplico na minha vida e descobri que são muito eficientes para trabalhar crenças:

Consciência

Consciência é a palavra. Ter consciência de si mesmo, dos seus pensamentos, das suas emoções e das suas crenças é fundamental para qualquer processo de transformação. Mas calma, não é porque você não compreende algumas coisas que está tudo perdido. Entrando no processo de buscar essa consciência você já se torna consciente, pois não está mais simplesmente sendo levado. Você está consciente da vida, você observa a vida, sabe que a vida existe.

Ser consciente não significa fazer tudo certo ou compreender todas as coisas, mas sim enxergar aquilo que É. Você é o que é. Suas emoções são o que são. Seus pensamentos são o que são. O momento presente é o que é. Isso é consciência. Sem ela, dificilmente você conseguirá realizar uma grande mudança interna.

Substituir limites por possibilidades

Pode ser um pouco difícil no início para uma mente cheia de limites, mas insista. Procure possibilidades, vasculhe sua mente à procura de ideias, desperte sua fé, abra seu coração, quebre seus preconceitos e encontre meios que te ajudem a ampliar os seus horizontes, como um livro, um curso, uma música, uma terapia, um exercício, um hobby, uma pessoa inspiradora com quem você pode conversar… saia desse lugar cercado de limitações chamado “zona de conforto” e permita-se ver que a vida vai muito além do que você pode ver de dentro da sua caixinha.

Toda vez que ouvir uma voz interna te dizendo que há um limite, contraponha-a com uma possibilidade. Não precisa nem ser uma possibilidade concreta, muitas vezes apenas se permitir acreditar que você pode encontrar uma alternativa já vai fazer com a sua crença limitante comece a se diluir.

Viver novidades

Novas experiências, novas sensações, novos lugares, novos ídolos, novos interesses, novas pessoas, novas informações, novos desafios… o novo tem o poder de ampliar nossos horizontes e agitar o nosso interior de uma forma que a nossa rotina e aquelas coisas que já conhecemos não conseguem. E esse movimento interno pode nos levar a novas reflexões, novas perspectivas, novos pensamentos, novas ações… Se você se sente preso às suas crenças e acha extremamente difícil mudar o que acontece dentro de você apenas trabalhando com a mente, mude de estratégia: pare de brigar com seus pensamentos e experimente investir em novas experiências.

Mudar as fontes de informação

Você sente que sua vida anda estagnada, com escassez, problemas que se repetem e poucos resultados positivos? Sabemos que a fonte de tudo isso está dentro de você, mas é possível que o externo esteja influenciando o que acontece no interno, então você pode começar por aí. Uma das coisas que nos afeta profundamente são as informações que recebemos diariamente. Observe se o que você anda lendo, assistindo e ouvindo não vibra um tipo de negatividade que tem relação com o que vem acontecendo na sua vida. Que tal fazer uma limpeza nessas fontes?

Não se prender a verdades únicas

“Não duvide de nada, mas não acredite em tudo”. Esteja aberto a ouvir, a aceitar, a compreender, a se informar, a conhecer. Mas não acredite em tudo o que as pessoas, a televisão, a sua mente e outras fontes te disserem que é a única verdade possível. Questione, reflita, amplie a questão. Se não conseguir encontrar uma resposta, não tem problema, deixe em aberto. Apenas não se limite e não se agarre com tanta força a uma certeza.

Postado por Stephanie Gomes