24.11.16 • Em Mudanças, Vídeos

Como não ficar ansioso diante de algo novo? Como não desistir por medo do desconhecido? Como encarar com calma uma mudança importante na nossa vida? Como suportar o medo de fracassar?

Se você for como eu, sabe como isso é difícil. Mudanças enchem a nossa cabeça de pensamentos que dizem que não vamos conseguir, que talvez essa não seja a escolha certa, que vamos nos arrepender, que é melhor desistir e deixar tudo como está…

Recentemente, eu tomei uma decisão que me fez ter que encontrar uma maneira de lidar com tudo isso. Acabei descobrindo uma forma de lidar com o que eu estava vivendo naquele momento, e percebi que poderia usar essa atitude em muitas outras situações em que eu precisasse encarar algo novo. Compartilhei a minha experiência e o aprendizado que tirei dela em vídeo:



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Postado por Stephanie Gomes


O que vem à sua mente quando você pensa na palavra “violência”? Agressões físicas, brigas, crimes, guerras, armas de fogo…?

Existe uma forma de violência que geralmente não chamamos de “violência” e sobre a qual não ficamos tão chocados e preocupados, mas que é tão destrutiva quanto qualquer outra: a comunicação violenta. Agressão verbal é violência. Bullying é violência. Racismo é violência. Homofobia é violência. Preconceito é violência. Invalidar a liberdade de opinião de uma pessoa é violência. Incitação ao ódio é violência. Certos tipos de insinuações e piadas são violência.

Onde é que estamos vendo esse tipo de violência acontecer todos os dias, escancaradamente sob os nossos olhos?

Pois é, atire a primeira pedra quem nunca viu algum comentário racista, preconceituoso, abusivo, constrangedor ou de incitação ao ódio nas redes sociais.

Comunicação não-violenta e o ódio nas redes sociais

Estamos o tempo todo nos perguntando: como é possível que políticos com discursos de ódio estejam sendo exaltados e eleitos? Como pode uma mulher aceitar ser tratada de tal forma pelo marido? O que está acontecendo com o mundo? Como podem tantas barbaridades estarem acontecendo? As pessoas estão cegas? Ninguém vê o tamanho desses absurdos? Que tempos sombrios são esses?

Mas pouco estamos nos perguntando como o mundo pode ser diferente se achamos normal os discursos de ódio que vemos todos os dias nas redes sociais, se não estamos preocupados com a forma violenta como estamos nos comunicando ou vendo outras pessoas se comunicarem, se estamos falando com tanta agressividade no mundo virtual, se estamos rindo de piadas violentas e preconceituosas.

Precisamos falar sobre isso! O mundo virtual não é um universo à parte que não tem nada a ver com a vida real. As redes sociais são parte da vida da maioria das pessoas e não podemos negar isso ou fingir que não tem importância. Nós estamos fazendo muitas coisas importantes pelas redes sociais: nos informando sobre o que está acontecendo no mundo, nos comunicando com as pessoas, espalhando informações, influenciando outras pessoas, trabalhando, debatendo opiniões, dando início a movimentos e manifestações, expondo aquilo que estamos fazendo e muitas outras coisas que antes fazíamos sem as redes sociais, mas que hoje se concentram nelas.

Precisamos encarar e falar sobre isso porque, apesar de as redes sociais estarem sendo usadas para muitas coisas boas, os discursos de ódio nesse meio estão cada vez mais comuns e estamos falando muito pouco e fazendo muito pouco para mudar essa forma de violência que está se espalhando e sendo encarada como algo normal.

Comunicação não-violenta e o ódio nas redes sociais

O discurso de ódio serve apenas para disseminar e incitar violência. Ele não oferece soluções, não constrói nada, não melhora nada. Mas existem coisas que podemos fazer nas redes sociais que têm o poder de solucionar, de construir, de melhorar, de pacificar, de transformar, de mostrar novos caminhos.

O que nós, conscientes dessa questão e buscadores do bem e da luz, podemos fazer sobre isso? Como podemos ajudar a reverter esse movimento?

A força negativa está grande, é verdade. Mas nós não somos poucos! Temos força também e podemos trazer mais pessoas para o nosso lado. Eu pensei em algumas sugestões de ações que podemos colocar em prática para aumentar o saldo de energia positiva nas redes sociais, e gostaria de fazer uma coisa diferente nesse post: pedir a ajuda de vocês para fazermos uma grande lista de ações positivas para colocarmos em prática. Topam me ajudar? Eu começo:

Comunicação não-violenta: você pode opinar, argumentar e expor o que pensa sempre que quiser, mas para isso não precisa ironizar quem pensa diferente ou usar um discurso preconceituoso ou agressivo. Fale sem agredir.

Não invalide a opinião do outro. Você pode discordar de alguém e participar de uma discussão saudável sem precisar invalidar o direito do outro de ter sua opinião também.

Não responda agressão com agressão. Se alguém te ofereceu palavras agressivas, não responda na mesma moeda. Quebre o ciclo. Seja a mudança que você quer ver no mundo. Sempre que decidir entrar em um campo escuro, escolha ser luz.

Incite mais a reflexão do que a discussão. Não que discutir seja ruim, mas sabemos que certos assuntos deixam as pessoas mais agressivas e no formato de discussão as coisas podem sair do controle. Se colocar um assunto em pauta, pense em como pode fazê-lo de forma reflexiva, questionando os pontos de vista possíveis, apresentando soluções e mostrando seus lados positivos e negativos (incentivando que o outro faça isso também, e lhe dando espaço para isso).

Aproveite oportunidades de oferecer palavras positivas: elogie sua amiga quando ela publicar uma foto bonita, prestigie o trabalho de alguém que está começando a divulgar o que faz, dê incentivos, exalte notícias de ações positivas… fique atento e não deixe passar chances de espalhar coisas boas nas redes sociais.

Saiba a hora de parar. Cada um de nós possui sua história, suas experiências, suas crenças, seus problemas, suas dúvidas, suas dificuldades, suas tristezas… às vezes um comentário que, para você, parece uma brincadeira boba, afeta e magoa profundamente o outro. Cada pessoa tem suas dores e nós nunca sabemos exatamente o que o outro está sentindo ou enfrentando. Sei que na maioria das vezes nós não fazemos brincadeiras por mal, mas procure perceber como o outro reage ao que você diz. Se parecer que a pessoa está se sentindo desconfortável, pare.

Espalhe notícias boas. Assim como notícias ruins nos deixam com raiva, tristeza e desesperança, notícias boas nos fazem retomar a fé, sentir vontade de ajudar e adquirir uma postura positiva.

Empatia: coloque-se no lugar do outro e trate-o como você gostaria de ser tratado. SEMPRE.

Não tente forçar o outro a mudar. Uma coisa que aprendi recentemente observando a mim mesma é que forçar uma pessoa a mudar não funciona NUNCA. Você pode até influenciar uma mudança positiva em alguém, mas não é você quem decide isso. Mudanças só acontecem de dentro para fora, então o que você pode fazer é apresentar informações, contar experiências suas, explicar a sua perspectiva e os seus motivos e deixar que o outro decida o que fazer. Querer que alguém faça aquilo que você acredita que é melhor simplesmente dizendo “faça isso”, “esse é o certo”, “você tem que mudar” só vai desgastar a sua relação com essa pessoa e causar desentendimentos.

Fale (escreva) amorosamente. Vá na contramão do discurso de ódio e use palavras que incitam o amor, a paz, a reflexão, a honestidade, a gentileza, a fé e o que mais você puder colocar de positivo em seu discurso. Antes de escrever algo, olhe para dentro de si e encontre o que há de mais bonito em você que pode ser colocado para fora.

Espalhe essa mensagem! Se esse post fez você sentir vontade de entrar nesse movimento, compartilhe com mais pessoas para que elas possam ser tocadas e incentivadas também!

Vamos colocar essas ações em prática? Fique atento às oportunidades de agir quando estiver nas redes sociais.

O que mais podemos incluir nessa lista? Escreva nos comentários!



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Postado por Stephanie Gomes

16.11.16 • Em Autoconhecimento

Crenças limitantes são falsas certezas que nós temos sobre diversos assuntos que envolvem a nossa vida – certezas estas que quase sempre provêm de fontes incertas, já que são pouquíssimas as coisas das quais podemos ter certeza. Apesar de não ser possível determinar a maioria coisas com total convicção, nos agarramos às nossas crenças como se elas fossem a única verdade possível.

Nossas crenças formam o filtro pelo qual olhamos para o mundo, para as pessoas, para nós mesmos, para os nosso problemas, para as nossas bençãos, para a nossa situação emocional e financeira… para tudo! A partir das nossas crenças, acreditamos (consciente ou inconscientemente) que as coisas só podem ser de uma determinada maneira, então nos fechamos para diferentes possibilidades e todas as nossas ações são escolhidas com base em um limite.

Antes de começar a estudar sobre comportamento e desenvolvimento pessoal, eu achava que crenças eram sinônimo de religião. Hoje sei que elas vão muito além disso e exercem um poder gigantesco sobre quem somos, o que fazemos, o que pensamos, o que escolhemos, o que acreditamos e o que entendemos sobre cada coisa que vemos, ouvimos e sentimos.

Ou seja: nossas crenças controlam nossa vida.

5 atitudes que vão transformar as suas crenças limitantes

As suas crenças, as minhas crenças e as crenças de todas as pessoas estão sendo formadas desde o nosso primeiro dia de vida. Pelas palavras e o tratamento que nossos pais nos ofereceram. Pelas escolhas que nós fizemos. Pela forma como lidamos com a nossa personalidade. Pelo que nos foi mostrado e dito. Pelos nossos desejos realizados ou não. Pelo que vimos outras pessoas fazendo. Pelo que aprendemos na escola, na faculdade e na vida. Pelos relacionamentos que vivemos. Pelas oportunidades que aceitamos e pelas que rejeitamos… Nós pegamos cada uma dessas coisas e determinamos uma certeza sobre a área em que aquilo se encaixa, como se essa fosse a única possibilidade que existe.

Tudo o que nós olhamos, ouvimos, sentimos, escolhemos, recebemos, aprendemos e vivenciamos durante toda a nossa vida formou as crenças que temos hoje. Mais do que isso: formou a vida que vivemos hoje. Não só porque as crenças formam pensamentos mas também porque é a partir delas que escolhemos as nossas ações.

Isso te assusta? O que essa informação faz você sentir?

Se a sensação não é tão boa, relaxe. Tudo isso te trouxe até aqui, e esse é o momento de você tomar consciência de que crenças podem mudar, assim como a vida. Novas crenças podem surgir e as antigas crenças podem se transformar totalmente. Assim como a vida.

Eu demorei para conseguir começar a perceber e acessar as minhas crenças, principalmente aquelas que mais me causavam problemas. Na verdade, acho que ainda estou no início do caminho, mas sei que já dei alguns passos. Não é um processo tão simples. O caminho, para mim, foi baseado em muitas leituras, reflexões, meditação, auto-observação e, principalmente, paciência. Paciência para aceitar que o processo não começa num dia e finaliza no outro. Para não desistir de me autoconhecer quando eu olhava para dentro de mim e não entendia nada. Para conseguir aos poucos admitir para mim mesma que um problema pelo qual eu culpava outra pessoa, na verdade tinha origem em mim.

5 atitudes que vão transformar as suas crenças limitantes

Existem várias técnicas que atuam na transformação de crenças e podem ser procuradas por quem busca uma mudança interna (e, consequentemente, externa): a PNL (Programação Neurolinguística), o Theta Healing, o EFT, o coaching, o Ho’oponopono e várias outras terapias. Recomendo muito que você procure uma técnica com a qual se identifique, se tiver essa possibilidade. Mas aqui resolvi falar sobre cinco atitudes que você pode começar agora mesmo a praticar sozinho. São ações que eu apliquei e aplico na minha vida e descobri que são muito eficientes para trabalhar crenças:

Consciência

Consciência é a palavra. Ter consciência de si mesmo, dos seus pensamentos, das suas emoções e das suas crenças é fundamental para qualquer processo de transformação. Mas calma, não é porque você não compreende algumas coisas que está tudo perdido. Entrando no processo de buscar essa consciência você já se torna consciente, pois não está mais simplesmente sendo levado. Você está consciente da vida, você observa a vida, sabe que a vida existe.

Ser consciente não significa fazer tudo certo ou compreender todas as coisas, mas sim enxergar aquilo que É. Você é o que é. Suas emoções são o que são. Seus pensamentos são o que são. O momento presente é o que é. Isso é consciência. Sem ela, dificilmente você conseguirá realizar uma grande mudança interna.

Substituir limites por possibilidades

Pode ser um pouco difícil no início para uma mente cheia de limites, mas insista. Procure possibilidades, vasculhe sua mente à procura de ideias, desperte sua fé, abra seu coração, quebre seus preconceitos e encontre meios que te ajudem a ampliar os seus horizontes, como um livro, um curso, uma música, uma terapia, um exercício, um hobby, uma pessoa inspiradora com quem você pode conversar… saia desse lugar cercado de limitações chamado “zona de conforto” e permita-se ver que a vida vai muito além do que você pode ver de dentro da sua caixinha.

Toda vez que ouvir uma voz interna te dizendo que há um limite, contraponha-a com uma possibilidade. Não precisa nem ser uma possibilidade concreta, muitas vezes apenas se permitir acreditar que você pode encontrar uma alternativa já vai fazer com a sua crença limitante comece a se diluir.

Viver novidades

Novas experiências, novas sensações, novos lugares, novos ídolos, novos interesses, novas pessoas, novas informações, novos desafios… o novo tem o poder de ampliar nossos horizontes e agitar o nosso interior de uma forma que a nossa rotina e aquelas coisas que já conhecemos não conseguem. E esse movimento interno pode nos levar a novas reflexões, novas perspectivas, novos pensamentos, novas ações… Se você se sente preso às suas crenças e acha extremamente difícil mudar o que acontece dentro de você apenas trabalhando com a mente, mude de estratégia: pare de brigar com seus pensamentos e experimente investir em novas experiências.

Mudar as fontes de informação

Você sente que sua vida anda estagnada, com escassez, problemas que se repetem e poucos resultados positivos? Sabemos que a fonte de tudo isso está dentro de você, mas é possível que o externo esteja influenciando o que acontece no interno, então você pode começar por aí. Uma das coisas que nos afeta profundamente são as informações que recebemos diariamente. Observe se o que você anda lendo, assistindo e ouvindo não vibra um tipo de negatividade que tem relação com o que vem acontecendo na sua vida. Que tal fazer uma limpeza nessas fontes?

Não se prender a verdades únicas

“Não duvide de nada, mas não acredite em tudo”. Esteja aberto a ouvir, a aceitar, a compreender, a se informar, a conhecer. Mas não acredite em tudo o que as pessoas, a televisão, a sua mente e outras fontes te disserem que é a única verdade possível. Questione, reflita, amplie a questão. Se não conseguir encontrar uma resposta, não tem problema, deixe em aberto. Apenas não se limite e não se agarre com tanta força a uma certeza.



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Postado por Stephanie Gomes

24.10.16 • Em Autoconhecimento, Reflexão

Não, esse não é um texto sobre como cuidar da saúde do seu sistema digestório. É uma reflexão sobre como você vem digerindo tudo o que acontece na sua vida. As alegrias e os problemas. As pessoas que te agradam e as que te desagradam. As notícias boas e as ruins. As surpresas e os desafios. As ofensas e os elogios. Os alimentos que consome. As leituras que faz. A sensação de fazer algo que você gosta. A sensação de fazer algo que não gosta.

Além de observar a interpretação que você faz e a perspectiva com que olha para tudo isso, é importante se perguntar: como estou digerindo cada uma destas coisas?

Como anda a sua digestão?

Cheguei nessa reflexão depois de assistir a um vídeo da Laura Pires em que ela explica que o Ayurveda (a medicina milenar da Índia) entende que mais importante do que o que você ingere (alimentos, informações, situações, palavras, experiências…) é a forma como você digere tudo isso. Mesmo o alimento mais nutritivo, se não for bem digerido pelo seu corpo, não te fará bem. A informação mais positiva, se não for bem recebida, não será boa para você. Assim como uma situação pode parecer valiosa em um contexto geral, mas individualmente depende da forma como cada um de nós a recebe internamente.

Dentro de você, como cada coisa que acontece na sua vida é digerida? Quando recebe um elogio, como é que o seu corpo, a sua mente e as suas emoções reagem? E quando recebe uma ofensa?

Como você digere a sensação de praticar um de seus hobbies? Dentro de você, essa sensação pode ser digerida de forma leve, com prazer, alegria, presença, paz, fluidez. Mas também pode ser que você esteja digerindo esse momento de forma pesada, com culpa (porque deveria estar fazendo outra coisa), com pressa, com ausência.

Como você digere um desafio inesperado que precisa enfrentar? Com ansiedade, desespero, pessimismo e respiração acelerada? Ou você respira fundo algumas vezes, compreende que existe um motivo para aquilo estar acontecendo e adota uma atitude equilibrada para que possa fazer o que está ao seu alcance?

Como você digere as coisas desagradáveis que aquela pessoa do seu convívio diz? Pega o que ela disse e fica remoendo dentro de si por horas (ou dias, semanas…), fica com raiva e vontade de se vingar, sente seu estômago embrulhar? Ou se conecta com a sua verdade, lembra-se de quem você é e consegue não se identificar com as coisas negativas que ela diz?

E como você digere as coisas agradáveis que as pessoas te dizem? Se sente feliz e grato quando recebe um elogio? Abre seu coração e sua mente para palavras positivas? Ou ignora, esquece rápido e não vê valor nisso?

Como anda a sua digestão?

Entender como estamos digerindo aquilo que se passa em nossas vidas é um importante exercício de autoconhecimento porque com essa compreensão conseguimos perceber o que é que precisamos trabalhar em nós, seja para mudar totalmente ou para encontrarmos uma forma de aceitar as coisas e as pessoas como elas são.

Quando você entende que a forma como você digere é mais importante do que o que você ingere, fica mais fácil chegar à aceitação e ao melhor comportamento que você pode ter diante daquilo que te incomoda. Ao mesmo tempo, a sua capacidade de aproveitar e viver as coisas boas também passa a fluir. Quando você consegue ver com clareza o que acontece dentro de você, finalmente para de negar o presente e passa a entender melhor o por quê de cada coisa que acontece externamente. E essa clareza te aproxima da possibilidade de lidar da melhor maneira com cada situação.

Comece então a perceber como é que você está digerindo situações, conversas, experiências, novidades, atividades, informações… tanto as boas como as ruins. Para ficar mais fácil e para que consiga fazer esse exercício com mais frequência, ao invés de começar fazendo uma reflexão longa e complexa, você pode pensar em palavras-chave que definam como está digerindo cada coisa. Por exemplo, quando receber um conselho de alguém, escolha algumas palavras que te mostrem como está digerindo esse conselho: incômodo, desconfortável, ofensivo, leve, pesado, possível, impossível, negação, abertura, válido, inválido, fácil, difícil… Depois pergunte-se: é assim que quero digerir isso? Eu poderia digerir de outra forma? Por que estou digerindo isto assim? E outras perguntas que achar válidas para te ajudar a entender como você lida e de que outras formas poderia lidar com aquela situação.

Que tal começar agora mesmo a praticar esse exercício de autoconhecimento? Observe como você se sente em relação a esse texto. Como você está digerindo essas informações que acabou de ler? Elas fizeram sentido para você? Como está se sentindo agora? Essa leitura te incomodou, fez você despertar para algo ou não te causou efeito nenhum?



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Postado por Stephanie Gomes


Quem nunca pensou duas vezes antes de fazer algo bom para si porque achou que isso poderia ser uma atitude egoísta? Quem nunca colocou as questões de outra pessoa acima das próprias questões e, quando percebeu, havia se abandonado completamente? Quem nunca se perguntou se é certo fazer uma coisa que será boa “apenas” para si mesmo?

Não é egoísmo cuidar de si. Não é errado se colocar em primeiro lugar. Não há problema nenhum em esquecer o mundo de vez em quando para se dedicar a algo que só interessa a você.

Sabe por que?

Primeiro porque não há problema nenhum mesmo em cuidar unicamente de si e fazer aquilo que te agrada, mesmo que ninguém aprove ou incentive isso.

E segundo porque cuidar de você é a melhor coisa que você pode fazer pelos outros e pelo mundo.

cuidar de você é a melhor coisa que você pode fazer pelos outros e pelo mundo

É bom para os outros que você faça o que você ama, seja lá o que for. O mundo só tem a ganhar quando mais pessoas fazem seus trabalhos e atividades com amor.
É bom para os outros que você se sinta bem, feliz, entusiasmado, inspirado. Gente feliz constrói, compartilha, distribui boas energias, melhora ambientes e puxa outras pessoas para a sua boa vibração.
É bom para os outros que você aprenda, cresça, evolua, experimente, mostre, se expresse. As pessoas ganham oportunidades preciosas de aprender com o seu exemplo.
É bom para os outros que você esteja em paz. O mundo precisa de paz e essa paz que vem de dentro de nós é uma força positiva muito poderosa.
É bom para os outros que você se ame e saiba viver bem com você mesmo, pois só assim se aprende a viver bem com as outras pessoas.

Imagina só como o mundo seria diferente se todas as pessoas tivessem oportunidade de se conhecerem e descobrirem o que podem fazer de melhor? Se todos buscassem primeiro a paz interior, o amor e a alegria, para depois se dedicarem aos outros? Se fôssemos todos mais carinhosos, atenciosos e respeitosos com nós mesmos? Se dedicássemos mais tempo às atividades que nos dão prazer e nos deixam felizes?

Quando fazemos o bem pra nós mesmos, geramos um movimento de bem que atinge os outros, seja porque nos tornamos uma inspiração ou porque consequentemente passamos a tratar melhor as pessoas.

Você já percebeu que quando está se sentindo bem, você trata as pessoas com mais gentileza e paciência? E que, quando está em guerra consigo, quase sempre acaba de alguma forma descontando o seu descontentamento em alguém?

Nós só conseguimos oferecer aos outros aquilo que temos dentro de nós. Logo, se estivermos preenchidos de amor, alegria, paz, contentamento e positividade, é isso que vamos dar para as pessoas. Já se o nosso bem-estar e a nossa autoestima estiverem em baixa, isso infelizmente acabará refletindo negativamente em nossas relações.

Entende por que a melhor coisa que você pode fazer pelos outros é fazer bem a si mesmo?

O ciclo do bem - por que a melhor coisa que você pode fazer pelos outros é cuidar de você

O Desassossegada é a minha experiência que comprova isso. Eu criei o blog para me ajudar a passar por um momento muito chato que eu estava vivendo. Na época, eu estava muito infeliz em um emprego e hoje olho para trás e percebo o quanto isso afetou minha relação com as pessoas e com o mundo. Eu não tinha vontade de fazer nada de bom. Não tinha a menor vontade de me divertir, de usar meu tempo livre fazendo algo legal ou criativo ou de me cuidar. Eu vivia em pé de guerra com as pessoas próximas a mim e estava sempre emburrada, cansada e triste.

Até que um dia eu percebi que não podia continuar assim. Essa não era eu e não era quem eu queria ser. Tirei forças de algum lugar dentro de mim e criei um blog para escrever minha reflexões e coisas que eu descobria que poderia fazer para me sentir melhor. Fui ler sobre comportamento, autoestima, mudanças, Lei da Atração, autoconhecimento e motivação. Comecei a aplicar o que eu aprendia na minha vida ao mesmo tempo em que compartilhava meus aprendizados aqui. E aos poucos as pessoas foram aparecendo, compartilhando também suas experiências, e juntos criamos esse canal de troca sobre desenvolvimento pessoal e positividade, que cresce a cada dia e faz bem tanto a mim como a várias outras pessoas.

Tudo o que escrevo aqui, eu escrevo para mim mesma. Eu criei o blog para mim. Quando ainda não tinha ninguém lendo o que eu escrevia, isso já me fazia bem. E esse bem que eu estava fazendo a mim mesma atraiu pessoas que também precisavam disso. O bem que, de início, era apenas para mim mesma, agora é uma fonte de coisas boas para muitas outras pessoas. O Desassossegada só existe porque um dia eu precisei cuidar de mim. Porque um dia eu resolvi ser “egoísta”, me colocar em primeiro lugar e fazer algo exclusivamente para o meu bem.

O ciclo do bem - por que a melhor coisa que você pode fazer pelos outros é cuidar de você

Uma coisa engraçada que eu percebo em mim é que quanto mais faço bem pra mim mesma, mais quero fazer bem para os outros. Acho engraçado porque por muito tempo eu fui aquela pessoa que dizia: “eu não gosto de pessoas”. Sempre me imaginava trabalhando fechada em um escritório porque não queria ter que lidar com “gente”. E hoje acredito que uma das coisas mais gratificantes da vida é poder ajudar outras pessoas a encontrarem o bem-estar, a saúde, o autoconhecimento, a autoestima e a felicidade.

É assim que o ciclo do bem funciona: você faz o bem para si e de alguma forma consequentemente acaba fazendo bem para os outros. Ao mesmo tempo, você percebe como é bom ver as outras pessoas bem, então procura encontrar formas de proporcionar ao outro aquele bem que você está vivendo. Fazendo bem para os outros, você acaba fazendo bem para si, e se reinicia o ciclo. Um ciclo lindo, prazeroso, gratificante e no qual qualquer pessoa pode entrar a qualquer momento. Basta começar a fazer o bem a si mesmo.



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Postado por Stephanie Gomes