11.04.16 • Em Reflexão, Sonhos

“Caminhante, não há caminho. O caminho se faz ao caminhar.” (Antonio Machado)

Sempre gostei muito dessa frase, mas acho que nunca antes ela fez tanto sentido para mim como tem feito agora. Eu tenho um sonho, e esse sonho é algo muito claro para mim. Eu quero isso e ponto final. Não quero outra coisa, quero isso. E eu trabalho por esse sonho todos os dias. Eu o protejo com unhas e dentes. Meu foco está totalmente nele.

Isso é bom (muito bom!), mas percebi uma coisa recentemente: todo esse foco, trabalho duro e proteção estavam estreitando meu caminho e me impedindo de torná-lo ainda melhor.

Expanda seu caminho

Eu já estou no caminho. Estou na estrada. Mas como sempre estive totalmente focada em uma única coisa, nesse objetivo desenhado à caneta e sem espaço no papel para mais nada, a minha estrada – que poderia ser mais larga e ter espaço para mais coisas incríveis – ficou estreita. Todo esse foco que venho empregando tem sido muito positivo, mas percebi que a forma como o empreguei estava me impedindo de experimentar alguns passos na pista ao lado. Era tanto foco que eu não me permitia nem olhar para as outras pistas!

Não sei se vocês repararam, mas nos últimos posts e vídeos eu tenho falado muito sobre abrir espaço para coisas novas entrarem nas nossas vidas. Ando falando muito sobre isso porque é o que tenho feito e isso está me trazendo muitas coisas boas. Eu abri espaço dentro e fora de mim para coisas novas entrarem, e nas últimas semanas isso finalmente atingiu esse meu protegido e intocável sonho.

Meu foco continua aqui comigo, mas decidi permitir a expansão do caminho que estou seguindo. Comecei a me permitir olhar para as outras pistas da minha estrada e até sair do foco de vez em quando para caminhar por elas. Abri os braços para me permitir abraçar outras ideias, experiências, tentativas, visões, perspectivas, assuntos… e olha só a surpresa: ao contrário do que eu imaginei que aconteceria se eu saísse do meu foco, nada disso está atrapalhando a minha caminhada em direção ao meu sonho! Pelo contrário: apenas vem somando, agregando, fortalecendo, engrandecendo e tornando esse sonho ainda mais incrível.

Fiz um desenho horroroso e torto para explicar melhor como era a minha estrada limitada ao foco e como ela está agora, ainda com muito foco, mas expandida:

Expanda seu caminho

A partir do momento em que me permiti aumentar a largura da minha estrada, eu continuo no mesmo caminho, com o mesmo sonho, mas dou espaço para coisas boas serem somadas. Me permito olhar para os lados e enxergar outras coisas que podem ser úteis para o meu sonho se realizar. Agrego mais, descubro mais, experimento mais e torno essa busca ainda mais interessante e empolgante.

Meu caminho tem se feito conforme eu caminho. E quanto mais eu me abro nessa caminhada, mais percebo o quanto é incrível estar nela.

O que venho aprendendo com isso e quero compartilhar com vocês é:

Se você não sabe o que fazer da sua vida, se seus sonhos estão estagnados ou você está desanimado, o melhor conselho que posso dar é: vai viver! Abra-se totalmente à vida. Pare de se preocupar em encontrar “O” sonho, “O” objetivo, “O” caminho, “O” propósito. Sua estrada não precisa ter apenas uma pista.

Se você tem um sonho mas (acha que) ele está demorando para se realizar, continue caminhando, continue trabalhando. Mas preocupe-se menos com o “foco total” e abra-se para conseguir enxergar outras ideias, opções, vertentes… Não estou dizendo para você não ser focado nem para mudar totalmente seu sonho, e sim para você se abrir à possibilidade de engrandecê-lo.

Expanda seu caminho. Abra-se, abra-se, abra-se. Verifique se o que você vem fazendo não está tornando a sua estrada estreita demais. Se sim, permita que ela se alargue para que você possa ver além do que já viu. Tem muitas coisas boas por aí que podem tornar a sua vida, a sua busca e o seu sonho ainda mais incríveis.



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Postado por Stephanie Gomes

04.04.16 • Em Atividades, Bem-estar, Natureza

Terapia, livros, cursos, aulas de yoga… todas essas coisas podem nos ajudar muito a encontrarmos a nossa paz, porém costumam custar dinheiro e nem sempre estão facilmente à mão. Sim, são coisas que muitas vezes valem a pena investir e que podem ajudar muito, mas caso você não possa ou não queira se locomover ou gastar dinheiro com isso no momento, existe à sua disposição uma opção para encontrar paz gratuitamente: conexão com a natureza.

10 maneiras de encontrar paz por meio da natureza

Não existe nada que se compare à beleza e a perfeição de como a natureza se movimenta, cresce, reage e se transforma. Tirar um tempo para fazer algo ligado à natureza ou apenas observá-la, sem dúvida traz paz para qualquer pessoa.

Fiz uma seleção de algumas coisas que eu gosto muito de fazer para me conectar de alguma forma com a natureza, e que sempre fazem com que eu me sinta bem, me volte para o momento presente e relaxe. Recomendo que você escolha as que mais se identifica e faça de tempos em tempos, num momento só seu de silêncio e atenção, ou na companhia de alguém que você gosta de ter ao seu lado.

1) Manipular a terra

Seja um jardim ou um vasinho de flores ou de ervas, mexer com a terra é uma forma de se energizar através do contato das mãos com a natureza. A terra possui energia de vida e de crescimento, é excelente manipular esse tipo de energia. Além disso, é uma atividade que pede concentração sem esforço, coisa rara hoje em dia em nossas rotinas de trabalho, computadores, celulares e problemas a resolver.

2) Respirar ar puro

A respiração consciente já é um exercício altamente benéfico: ajuda a acalmar a ansiedade e o stress, relaxa, nos traz de volta ao momento presente… Se você puder fazer isso de vez em quando em um parque ou um lugar mais arborizado, em um ar diferente e com menos impurezas, receberá não só bem-estar, mas muitos benefícios para a sua saúde.

3) Escutar a natureza

O barulho do vento ou da chuva, o canto dos pássaros, o barulho das ondas do mar, o movimento das folhas de uma árvore… alguma vez você já tentou parar o que está fazendo para prestar atenção nestes sons? Eles são muito relaxantes. Às vezes você consegue ouvi-los mesmo entre o barulho da cidade (buzinas, carros, pessoas falando…) e é um exercício de meditação conseguir focar sua atenção apenas nos sons da natureza mesmo em meio a barulhos do “caos” da cidade (eu fazia bastante esse exercício nas aulas de yoga, é muito bom).

4) Caminhar descalço na grama, na terra ou na areia

Sentir a temperatura, a textura, as formas que a grama, a terra ou a areia têm é muito diferente de pisar no concreto usando sapatos fechados. Não sei se todo mundo se sente assim, mas eu tenho sensação tão boa de liberdade quando ando descalça… Os pés são uma parte do corpo muito sensível, por isso o contato deles com a natureza traz facilmente a sensação de bem-estar.

10 maneiras de encontrar paz por meio da natureza

5) Apreciar a beleza do nascer ou do pôr do sol

Se existe algo mais espetacular e lindo do que as cores e o movimento do sol subindo ou descendo do céu, ainda não me apresentaram. Incrível pensar que nós pagamos caro para ir ao cinema, ao teatro e a shows, mas não damos tanto valor a esse espetáculo da natureza que está disponível gratuitamente para nós todos os dias. Experimente e você vai entender que não tem como não se sentir em paz com tanta beleza ao alcance da sua visão.

6) Dar um mergulho no mar

Nem todo mundo mora em cidades litorâneas ou pode ir à praia com frequência, mas se você puder, um banho de mar lava a alma de qualquer um. Se você está querendo limpar alguma energia negativa, não tem nada melhor do que um banho de mar pra sentir tudo de ruim indo embora. A água do mar tem substâncias que reenergizam, tiram dores, relaxam e curam – já reparou que quando você está com um machucado na pele e entra no mar o machucado diminui ou até some?

7) Sentir o calor do sol na pele

Aproveite dias de sol ameno para sentar-se ao ar livre por alguns minutos e sentir o sol aquecendo de leve a sua pele. A luz e o calor do sol (com cuidado e moderação), além de estimularem a produção de vitamina D, dão uma sensação prazerosa de leve aquecimento externo e interno que faz com que você relaxe.

8) Cozinhar com alimentos naturais

Cozinhar já é uma atividade prazerosa (se você gosta). Se puder escolher, manipular, mexer e sentir o aroma e o sabor de frutas, verduras e legumes – ou seja, comida de verdade – com calma, atenção e dedicação, vai ter uma experiência única na cozinha, envolvendo todos os seus cinco sentidos.

10 maneiras de encontrar paz por meio da natureza

9) Sentir a brisa do vento no rosto

Sabe aquele ventinho que alivia o suor da pele em dias de muito calor? Abra a janela do carro ou de casa ou saia na rua ou na varanda para sentir! Feche os olhos e aproveite a sensação.

10) Observar o céu

Seja de dia ou de noite, para olhar as nuvens, as estrelas, o céu azul ou a escuridão, observar o céu traz uma sensação de paz sem igual. O céu nunca está igual, toda vez que você olha para ele é uma experiência diferente. Apenas uma coisa não muda: ele é lindo demais e a sua imensidão é um convite irrecusável à introspecção. De vez em quando – principalmente quando não estou muito bem – eu apenas abro a janela do meu quarto, deito na cama e fico olhando o céu em silêncio. Ou vou pra varanda e passo alguns minutos observando, muitas vezes sem pensar em nada.



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Postado por Stephanie Gomes

28.03.16 • Em Mudanças, Reflexão

“Insanidade é continuar fazendo sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes.” – Albert Einstein

Você nunca vai mudar sua vida enquanto continuar fazendo as mesmas coisas.

Certo. Mas que coisas são essas que eu estou fazendo?

Aí que está a questão. Sabemos que precisamos ter novas atitudes e pensamentos para que aconteçam mudanças em nossas vidas, mas quando tomamos a decisão de mudar, pulamos ansiosamente para a ação, sem antes fazermos uma boa reflexão sobre o que é que realmente precisa ser mudado. Nem sempre é tão óbvio, nem sempre a resposta está na superfície. Talvez você precise se aprofundar um pouco mais em si para descobrir o caminho da mudança.

Se você quer mudar algo em sua vida e ainda não deu início a esse processo, ou se já está tentando mudar e se sente desanimado porque não vê resultados, dê um passo atrás e faça essa reflexão.

Como eu vim parar aqui?

A ideia é pensar sobre o que fez você chegar onde está, lembrar-se de detalhes do caminho que percorreu, identificar padrões e entender suas motivações. Isso vai te ajudar de duas formas muito importantes:

1) Fará você entender que é responsável por tudo o que te acontece hoje e o que te acontecerá amanhã.

2) Fará você enxergar o que foi que te fez ir para um caminho que não é o que você gostaria de ter escolhido.

Esses entendimentos vão favorecer muito o seu processo de mudança.

Mas antes de começar a refletir sobre isso, saiba que se você vive se perguntando “onde foi que eu errei?”, precisa parar de se culpar e pensar em tudo o que fez como erros. Não existem erros, apenas resultados. O lugar ou a situação em que está hoje é resultado das escolhas que fez ontem. Escolhas, não erros. Da mesma forma, o lugar ou a situação em que pretende estar amanhã, depende das suas escolhas de hoje. Escolhas, não acertos. Você precisa identificar as ações e pensamentos que te trouxeram até aqui, mas não precisa julgá-los.

Como eu vim parar aqui?

Pronto para começar? Se quiser pegar um papel e caneta para escrever a reflexão, é uma ótima forma de visualizar melhor seus pensamentos, ideias e conclusões.

Escolha uma área da sua vida: profissional, relacionamentos, família, autoestima, estudos, finanças, saúde, amizades, medos, sonhos…

Pergunte-se: O que não está indo bem nessa área?

Defina com clareza com o que é que você está insatisfeito e comece a fazer perguntas que te ajudem a entender como você chegou ali. Por exemplo:

– Que escolhas (de atitudes, pensamentos, comportamentos…) fizeram com que o que não está indo bem acontecesse assim? Como eu vim parar aqui?
– Quando foi que comecei a ter certa mania ou hábito? O que me fez começar?
– Por que hoje tenho tanto medo de tal coisa? O que desencadeou isso? Um trauma, algo que fiz repetidas vezes, algo que alguém me disse, alguma coisa que aconteceu na minha infância?
– Como eu vim parar nesse emprego que não gosto? Que tipo de trabalho eu procurei? A que tipo de possibilidades eu me abri?
– O que fez eu me tornar uma pessoa tão sozinha? O que eu fiz para que isso acontecesse? Me afastei das pessoas, me fechei para novos relacionamentos?
– Por que só tenho relacionamentos destrutivos? O que há em comum nas escolhas que faço que só me trazem pessoas com determinada característica?
– Por que não consigo ter dinheiro para realizar meu sonho? Com o que me acostumei a gastar? Quais são as prioridades que eu escolhi ter?

Como eu vim parar aqui?

O que desencadeou o início dessa situação que você vive hoje? Um pensamento, uma crença, uma atitude, uma escolha, um vício, uma forma de enxergar, um trauma?

Será que você chegou aqui porque sempre aceita a primeira coisa que aparece? Ou porque é muito carente e dependente? Será que você está dando pouco valor a si mesmo? Ou se preocupa muito com a opinião dos outros?

Olhe para dentro de você e procure identificar padrões, crenças, ações repetitivas, de que formas você vê a si mesmo e o mundo e o que te faz agir de determinada forma. Comece a mudança por aí.

Se conseguir ser totalmente honesto com você mesmo, as respostas vão te mostrar o caminho para você conseguir sair de qualquer ciclo repetitivo, destrutivo e negativo em que esteja. Essa reflexão vai te dar a clareza que você precisa para identificar o que é que você pode e precisa mudar.

Quanto mais luz você colocar em cima da questão, mais fácil ficará enxergar o caminho para transformá-la. Talvez seja algo grande e você precise tomar uma atitude corajosa. Ou talvez seja mais simples do que você imagina, talvez seja só um detalhe.



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Postado por Stephanie Gomes

21.03.16 • Em Atividades, Experiências

Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? Quando foi a última vez que você se abriu para algo novo? Quando foi a última vez que passou por cima de um preconceito? Quando foi a última vez que encarou um medo?

5 maneiras desconfortáveis de sair da zona de conforto

Experimentar coisas e situações diferentes, expor-se a novos estímulos, desafiar a suas crenças e se permitir ser surpreendido pode te trazer uma série de benefícios: autoconhecimento, experiências enriquecedoras, diversão, expansão da sua visão e consciência, criatividade…

Mas sair da zona de conforto é sempre algo desconfortável – pelo menos no início – e por isso resistimos tanto a mergulharmos naquilo que desconhecemos. Essa resistência nos limita e nos faz ficar presos aos nossos preconceitos, medos e inseguranças, e assim vamos perdendo oportunidades de descobrirmos, de crescermos, de aprendermos e de evoluirmos.

Se você quer expandir o seu mundo, aventurar-se mais, conhecer novas possibilidades e, principalmente, se abrir para a vida, é indispensável que encare o desconforto, o novo, o diferente e o desconhecido de vez em quando.

Toda vez que você sentir um certo desconforto diante de uma situação, saiba que isso é um ótimo sinal. Você está fora da sua zona de conforto! Está diante de uma grande oportunidade de descobrir coisas incríveis, fazer algo que nunca imaginou, se transformar e ter contato com um lado seu que não conseguiria conhecer se não saísse da zona confortável.

Se estas possibilidades te empolgam, aí vão algumas ideias de coisas que você pode fazer para sair da sua zona de conforto:

1) Assista um filme ou leia um livro para o qual você torce o nariz

Eu adoro dramas, romances e filmes musicais. Gosto de livros sobre viagens, chick-lits e autoajuda. Mas sei que, se eu ficar apenas naquilo que eu já conheço e já sei que gosto, deixarei passar a oportunidade de conhecer outras obras, outras visões e outros formatos que também posso gostar. Se você não se abre para coisas diferentes e desconhecidas e considera tudo ruim e esquisito sem ao menos dar uma chance, perde muitas oportunidades de expandir o seu mundo.

Não há nada de errado em dar preferência àquilo que você conhece e gosta, mas vez ou outra, dê-se a chance de fazer uma escolha desconfortável, que você não faria naturalmente. Experiências novas são sempre úteis para o nosso autoconhecimento e crescimento pessoal, e livros e filmes são ótimos artifícios que estão sempre à mão.

2) Faça coisas que você disse que nunca faria

Falar em público, pular de paraquedas, andar de montanha-russa, acampar, puxar assunto com aquela pessoa interessante, viajar ou ir a uma festa sozinho… Sabe aquela sua lista de coisas que um dia você disse que nunca faria? Escolha um item para tirar dessa lista. Quebre sua própria regra, passe por cima dessa certeza e se arrisque! Aposto que boa parte das coisas que você disse que nunca faria são coisas que, na verdade, faria se tivesse coragem.

Faça coisas que você disse que nunca faria

3) Desafie suas limitações

Sabe aquele seu defeito que te atrapalha em várias situações? E aquela sua “falta de habilidade” para algo? Aquilo que você nem tenta fazer porque sabe que não vai conseguir? Todas essas coisas podem te dar inúmeras ideias de desafios que vão te colocar fora da sua zona de conforto.

Se você é tímido, desafie-se a puxar papo com uma pessoa desconhecida por dia. Se tem certeza de que não consegue fazer alguma coisa, coloque-se o desafio de tentar fazê-la todos os dias durante um mês. Se não sabe nadar, encare o desafio de fazer algumas aulas de natação. Pense em algo que você “tem certeza” que não consegue fazer, mas gostaria. Agora faça disso um desafio, um jogo seu com você mesmo. O que pode acontecer de mais grave? Possivelmente, descobrir que aquela limitação não passava de uma mentira confortável que você contava para si mesmo…

4) Faça algo que “não combina” com você

Se você é agitado e acha que meditar não é para você, medite. Se você é introspectivo e acha que não há nada de legal em uma festa, vá a uma festa. O objetivo não é você mudar quem você é, mas perceber que pode ser interessante se livrar das amarras da sua personalidade e experimentar algo que você nem sabe como é porque resolveu acreditar que certas coisas são restritas a só um determinado tipo de pessoa.

Características de personalidade são muito mais flexíveis do que você imagina. Existem pessoas que são quase sempre quietas mas adoram festas. Existem extrovertidos que amam passar o fim de semana lendo e assistindo filmes. Pare de achar que só porque você tem certa característica determinada atividade não é para você. Pare de estereotipar-se!

5) Leia Osho

Ler Osho não é fazer uma leitura como qualquer outra. É uma experiência, cheia de sensações, emoções e dúvidas. Hora você concorda com ele, hora discorda. Hora a leitura faz com que você olhe para dentro de si, hora para fora. É também um desafio que sem dúvida vai te obrigar a pensar fora da sua caixa.

Meus livros do Osho

Os livros do guru indiano Osho são muito interessantes e de leitura fácil, mas costumam ser também bastante polêmicos. As visões dele fogem do senso-comum e do moralismo, por isso suas ideias podem ser um pouco incômodas. É justamente por isso que recomendo a leitura dos seus livros. Para que você conheça e teste sua capacidade de aceitar visões diferentes da sua e também para estimular uma reflexão sobre suas crenças e certezas.

Os livros do Osho falam sobre espiritualidade, autoconhecimento, educação, relacionamentos etc, sempre de forma muito profunda e interessante, mas é preciso lê-lo de coração aberto, porque é bem provável que se contraponha a muitas de suas crenças. Isso não significa que ele está certo e você deve mudar sua opinião, mas acredito que vale a pena o desconforto que a leitura às vezes causa, pois nos obrigada a sermos flexíveis e abertos se quisermos continuar lendo.

Livros da foto:

A jornada de ser humano
Liberdade
Meditações para a noite
Vivendo perigosamente



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Postado por Stephanie Gomes

14.03.16 • Em Livros

Livro Grande MagiaQuase abandonei esse livro antes de completar a leitura das primeiras 20 páginas. Achei as ideias esquisitas, e a primeira história que a autora conta me pareceu totalmente viajada e falsa. Só continuei lendo porque estava esperando chegar um livro que comprei e a entrega atrasou.

Como não acreditar que há uma força maior no universo que faz com que as coisas aconteçam como devem acontecer e a gente receba as mensagens que mais precisamos em cada momento?

Esse livro era tudo o que eu precisava ler.

Nas últimas semanas eu comecei a sentir medo. Medo de receber críticas, medo de escrever ou falar alguma besteira aqui no blog e no canal, medo de estar fazendo tudo errado. Vou explicar melhor no próximo vídeo que vai entrar no canal, mas resumindo, eu andava lendo muitas críticas sobre o trabalho de outras pessoas que fazem coisas parecidas com o que eu faço e comecei a ter medo de que aquilo acontecesse comigo e eu não soubesse lidar.

O leitura de Grande Magia serviu para me lembrar de algo que eu já sabia: eu sou livre. Posso acertar e posso errar. Não preciso ser perfeita. Existe tanta coisa para ser aprendida nessa vida que todos nós nunca vamos passar de meros iniciantes. E isso é maravilhoso. Como iniciante, posso me permitir arriscar, ousar, tentar, mudar de ideia, recomeçar quantas vezes for preciso. Sempre terei algo a aprender. Não preciso ter medo.

Eu não diria que Grande Magia é um livro sobre criatividade, apesar de isso estar escrito na capa. É um livro sobre CRIAR. Ele fala sim sobre desenvolver projetos, negócios, livros e ideias de forma criativa. Mas é principalmente sobre liberdade para criar a sua vida.

Se você sente medo, receio, vergonha ou insegurança em relação a se arriscar, a expor algo para o mundo ou a ser quem você é, não tenho dúvida de que esse livro vai ser libertador para você, como foi para mim. Essa leitura vai quebrar todas essas crenças, ansiedades e bobagens que vivem passando pela sua cabeça.

Não vou colocar nessa resenha muitas coisas sobre o conteúdo do livro porque quero que ele te surpreenda, mas vou citar algumas coisas importantes que aprendi com a leitura:

• Não se preocupe se está bom, ruim, certo, errado, perfeito, profundo, superficial, polêmico… apenas dê o seu melhor e divirta-se com todo processo de criação pelo qual passar. Isso é o que importa.

• Não fique obcecado pelos seus fracassos.

“Tente não ficar pensando muito em seus fracassos. Você não precisa realizar autópsias em seus desastres. Não precisa saber o que tudo aquilo significa. Pode ser que um dia tudo passe a fazer sentido – porque você passou por toda essa bagunça para chegar a um lugar melhor – ou talvez nunca venha a fazer sentido. Que seja. Siga em frente assim mesmo”.

• Colocar um projeto em prática (seja uma ideia, um aprendizado ou uma mudança de vida) não precisa ser um trabalho árduo, doloroso e cansativo. Não se pressione tanto. Faça o que tem que fazer com leveza e alegria, sem pressa.

• Você foi, é e sempre será livre. Não faça da cabeça dos outros a sua prisão.

• Não tenha medo nem vergonha de mostrar o que você faz e quem você é. A verdade é que os outros não estão preocupados com o que você faz porque estão tão preocupados quanto você sobre o que os outros pensam deles. Ou talvez nem estejam pensando em você e isso seja coisa da sua cabeça.

• Seus motivos bastam. Se você tem um motivo para fazer, expor ou mudar algo, não precisa que ninguém valide a sua motivação.

• Confie naquilo que faz sentido para você, mesmo que não faça sentido para mais ninguém.

• Livre-se de todo tipo de pensamento que tira a sua leveza.

• Não fique tentando descobrir o que os outros pensam e dizem sobre você. Os julgamentos que as pessoas fazem de você não são da sua conta e, na verdade, eles dizem muito mais sobre elas do que sobre você.

• Se você não sabe o que fazer ou qual é a sua paixão, consulte sua curiosidade. Tem algum assunto sobre o qual você está interessado nesse momento? Qualquer coisa, mesmo que seja só um pouquinho? Essa curiosidade é uma pista do que você deve buscar ou fazer. Siga-a.

• Buscar perfeição é uma grande perda de tempo. Há gente por aí que diz que as sinfonias de Beethoven são “barulhentas”. Ou seja…

“O perfeccionismo é apenas uma versão de luxo do medo. Não passa de medo usando sapatos chiques e um casaco de vison, fingindo ser elegante quando, na verdade, está simplesmente apavorado. Pois debaixo daquela fachada brilhante, o perfeccionismo nada mais é do que um profundo mal-estar existencial que afirma repetidamente: ‘Não sou bom o suficiente nem nunca serei'”.



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Postado por Stephanie Gomes