29.09.16 • Em Autoestima

Qual será o segredo das pessoas confiantes? Elas sabem algo que a maioria não sabe? Já nasceram assim?

Será que existe alguma maneira de eu também desenvolver essa confiança? A resposta é SIM! E no vídeo de hoje ensino como colocar isso em prática:

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Postado por Stephanie Gomes


O que é ser sensível?

Pessoas sensíveis geralmente apresentam algumas emoções e reações como:

  • se emocionar e chorar facilmente
  • perceber o que o outro está sentindo sem ele precisar dizer nada
  • sentir intensamente uma emoção diante de algo que outras pessoas não parecem dar tanta importância
  • absorver as energias alheias, sejam elas boas ou ruins
  • se sentir fortemente afetado por aquilo que vê, ouve ou assiste
  • se sentir profundamente afetado pelo humor das pessoas à sua volta
  • perceber facilmente coisas que pessoas mais distraídas não conseguem notar
  • sentir e ser afetado pela energia do ambiente em que está
  • ter reações sentimentais intensas em situações incômodas ou indesejadas (nem sempre demonstradas)
  • sentir desconfortos quase insuportáveis em certas situações

Você se considera uma pessoa muito sensível? Se identifica com alguns dos “sintomas” acima? Acha que a sensibilidade muitas vezes é um problema e gostaria de não ser assim? Então vamos falar sobre esse assunto.

Ser sensível ≠ ser fraco

Desde que li o livro O lado sombrio dos buscadores da luz eu aprendi a sempre procurar enxergar tudo de forma dual, ou seja, vendo tanto o lado bom como o lado ruim das coisas. E isso me lembrou que por muito tempo eu acreditei que ser uma pessoa muito sensível era totalmente ruim, e que o ideal era eu ser mais fria, menos “chorona”, mais “dura”. Muitas vezes ouvi dizer que pra gente “se dar bem na vida” tem que aprender a controlar a sensibilidade e procurar agir mais com a razão do que com a emoção.

Até tentei ser assim algumas vezes, mas isso não era eu, então não consegui sustentar por muito tempo. Comecei então a procurar o lado positivo de ser altamente sensível. E encontrei.

Eu detesto quando tenho vontade de falar algo que está entalado na minha garganta e as lágrimas saem mais rápido que a minha voz. Mas eu talvez não conseguiria dar voz a tudo o que escrevo e falo aqui no blog se não tivesse esse grau elevado de sensibilidade.

Sei que não é legal quando queremos fingir que estamos bem e o nosso corpo nos entrega, mas a sensibilidade que te causa isso é também o motivo de você ser capaz de ajudar um amigo a passar por um momento difícil.

Sei que muitas vezes é incômodo sentir uma saudade tão forte que chega a doer, mas você trocaria essa sua capacidade de amar e viver tão intensamente por um coração gelado que não se envolve com nada?

Para nós, é pelo menos vinte vezes mais difícil conviver com pessoas grosseiras, mal humoradas e negativas, mas nossa sensibilidade é o que nos permite perceber que não queremos ser assim, porque isso não é bom. Nosso lado sensível sofre, mas é a força da nossa sensibilidade nos impede de nos transformarmos em pessoas frias e egoístas, apesar de quase sempre sermos incentivados a isso.

Ser sensível ≠ ser fraco

Pare e pense: quantas coisas boas a sua sensibilidade já te levou a fazer? Como você pode continuar usando essa sua capacidade de sentir para fazer o bem, tanto para os outros como para si?

É bem provável que responder a essas perguntas não vá te impedir de viver os desprazeres da sensibilidade, mas você vai perceber que o lado positivo de ser sensível é muito maior do que podia imaginar. E que pode usar essa característica para coisas incríveis e muito positivas.

Use sua sensibilidade para defender aquilo que você acredita. Use-a para olhar para as suas emoções e compreendê-las. Desenvolva a habilidade de criar coisas boas com sentimento. Ajude quando sentir que deve ajudar. Preste atenção em seu coração quando ele falar mais alto que a razão. Olhe para os seus erros e aprenda com eles. Transforme aquilo que te incomoda em força para mudar.

Sensibilidade não é fraqueza. Ser sensível é ter nas mãos um superpoder!

Tenho certeza de que não teria escrito quase 300 textos com reflexões sobre autoconhecimento e desenvolvimento pessoal nos últimos três anos se eu não fosse a pessoa extremamente sensível que sou. E tenho certeza que muitas das coisas boas que você já fez também estão relacionadas à sua capacidade de sentir intensamente.

Ser sensível ≠ ser fraco

Se você também é uma pessoa sensível, nunca se esqueça:

1) Sensibilidade NÃO é fraqueza. Muito pelo contrário: é uma força. Toda essa intensidade que existe dentro de você é um terreno fértil para desenvolver coisas lindas como a criatividade, a empatia, a compaixão, a observação, a reflexão e a capacidade de gerar mudanças positivas.

2) Assim como qualquer outra característica que uma pessoa pode ter, a sensibilidade tem seus lados bons e ruins. Enxergue o lado positivo de ser sensível e use isso de alguma forma que seja boa para você. Não ignore o lado negativo, porém não o exalte tanto a ponto de se esquecer que você tem um superpoder nas mãos.

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Postado por Stephanie Gomes

21.09.16 • Em Yoga

Mês passado eu dei início à realização de mais um sonho: fazer um curso de formação em Yoga! Estou estudando na Humaniversidade, a escola onde a professora que me fez descobrir e amar o Yoga (a Jake, do blog Yoga na Prática) estudou. Tive apenas dois finais de semana de aula até agora (o curso acontece em um fim de semana por mês), mas já tô completamente apaixonada por tudo e me sentindo muito grata por ter oportunidade de realizar esse sonho.

Eu (de costas) na aula :)

Eu (de costas) na aula 🙂

Eu ia esperar passar mais um tempinho de curso para vir escrever sobre o que estou aprendendo, mas tive uma aula tão maravilhosa no último sábado que precisava compartilhar isso com vocês.

Essa aula foi muito especial pra mim e eu saí dela ainda mais apaixonada pelo Yoga, tendo certeza de que essa filosofia condiz muito com os meus valores e com aquilo que acredito, e de que estou no caminho certo. Tudo o que ouvi nesse dia abriu muito a minha mente e me mostrou a grandeza do que é realmente o Yoga e como ele pode transformar radicalmente (e positivamente) a vida de qualquer pessoa. Aprendi tanto, fiquei tão fascinada, despertei de tantas formas para entendimentos que eu não fazia ideia, que senti que não podia deixar de compartilhar com vocês um pouco das coisas incríveis que absorvi nesse dia.

1) O Yoga causa a dissociação da associação que você tem com a dor

E “dor” é tudo aquilo que você está vivendo mas que não condiz com quem você é. A prática do yoga (não só as posturas, mas todos os seus ensinamentos) têm como objetivo fazer com que o praticante se desassocie daquilo que ele não é, pois só assim ele poderá enxergar (e ser) aquilo que ele é.

2) O Yoga te ensina a ser o mestre dos seus pensamentos

Enquanto não somos mestres da nossa mente, somos escravos dela. O Yoga é, na verdade, muito mais um trabalho da mente do que do corpo mas, em resumo, o Yoga trabalha a nossa maestria em relação aos movimentos tanto do corpo como da mente, nos tornando cada vez mais conscientes e capazes de termos autonomia física e mental.

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3) O Yoga te torna objetivo

E a objetividade no Yoga é simplesmente a capacidade de ver as coisas como elas são, sem as interferências da mente (crenças, ansiedades, pessimismo…) e sob uma perspectiva cada vez mais iluminada com a luz da verdade.

4) O Yoga desperta o entendimento da união

“Nós somos todos formas diferentes da mesma substância”. Quando a professora falou essa frase eu fiquei arrepiada. Mexeu tanto comigo que tive que anotar para lembrar e pensar mais sobre isso depois. Yoga significa união, e união significa entendermos que não existe separação. Não existe separação entre nós e as outras pessoas, entre nós e os animais, entre nós e todas as coisas que existem no universo. Tudo o que existe é uma coisa só. Entender isso faz com que a gente desperte para a noção de que TUDO aquilo que fazemos, pensamos, dizemos, movemos, tocamos e mudamos afeta absolutamente tudo. Afeta todas as pessoas, afeta a natureza, afeta o equilíbrio do universo, afeta o nosso planeta. Portanto, se você prejudica uma pessoa, está prejudicando a si mesmo e também a todas as outras. Se você faz bem a alguém, está fazendo bem a si mesmo e a tudo o que existe.

4) O Yoga proporciona o conhecimento da liberdade

“A liberdade vem do conhecimento de que você já é livre. Somente somos livres para agir quando entendemos que não está em nosso controle o resultado das nossas ações” (palavras da minha professora). Somos livres quando nos tornamos capazes de aceitar que nada está sob nosso controle. O resultado das nossas ações pode ser igual àquilo que desejamos, mas também pode ser melhor, pior, maior, menor ou oposto ao que queríamos. Tudo o que podemos fazer é aceitar e aprender a lidar quando o resultado não é o desejado. Enquanto não pudermos aceitar isso, estaremos presos ao controle e não conseguiremos ser livres.

5) O Yoga te prepara para a vida

“O Yoga prepara a pessoa para viver com ela mesma para que ela saiba viver com os outros”. Acredito que essa é a essência de qualquer busca por evolução e desenvolvimento pessoal. Cuidar de si mesmo te torna capaz de cuidar dos outros. Amar a si mesmo te torna capaz de amar os outros. Conhecer a si mesmo te torna capaz de conhecer os outros. Respeitar a si mesmo te torna capaz de respeitar os outros. Viver bem com você mesmo te torna capaz de viver bem com os outros. O Yoga é o caminho da preparação de si mesmo para a vida em união.

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6) O Yoga te ajuda a ter discernimento para fazer suas escolhas

Só com clareza é possível ter discernimento para fazer escolhas e tomar decisões baseadas na verdade, e um dos principais benefícios do Yoga é proporcionar ao praticante o caminho para que ele encontre a luz da clareza.

7) O Yoga te estimula a fazer o que deve ser feito

Yoga é saber o que deve ser feito e FAZER! Porque tudo aquilo que você sabe que deve fazer mas não faz – seja no Yoga ou em qualquer outra área da vida – é NADA. Não existe, não tem peso, não faz diferença. O conhecimento é muito importante, muito mesmo. Sem ele, não somos capazes de evoluir. Mas nada acontece se você não transforma o conhecimento que adquiriu em ação.

8) O Yoga te ajuda a compreender suas emoções

A clareza que o Yoga traz para a vida faz com que o praticante consiga entender o que é a sua raiva, o que é a sua ansiedade, o que são os seus medos, o que é a sua insatisfação, o que é a sua felicidade… e essa compreensão é necessária para que você consiga lidar com tudo isso sem transformar em doenças, em vícios, em limitações, em excessos…

9) O Yoga faz com que sua mente tenha preparo

Uma mente preparada é aquela que está onde você quer que ela esteja. Se você quiser que ela esteja no presente, ela estará. Se quiser que ela vá para o futuro, ela irá. Se quiser que a mente vá para o passado, é para lá que ela vai. É por isso que o Yoga é tão eficaz no tratamento da ansiedade (mente que vive do futuro) e da depressão (mente que insiste em ficar no passado). E é por isso também que o Yoga nos torna mais felizes: porque aprendemos a nos colocar no momento presente e a viver a alegria aqui e agora.

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10) O Yoga te abre

A prática de Yoga faz com que você consiga abrir mão do que é e do que faz hoje (das suas crenças limitantes, dos seus hábitos prejudiciais, das suas perspectivas negativas…) para se abrir ao conhecimento do novo e da verdade. Às vezes temos crenças, hábitos e percepções tão fortes que não nos permitimos descobrir algo diferente ou sequer ouvir alguém dizer algo diferente. Um dos efeitos mais perceptíveis do Yoga é o praticante se sentir mais solto, mais aberto, mais flexível e mais disposto a aprender e a mudar.

11) O Yoga te ensina a cuidar daquilo com que você se alimenta

Não só em relação à alimentação propriamente dita, mas também àquilo com que você alimenta sua mente, seus olhos, seus ouvidos, seus sentimentos. O Yoga faz com que você se preocupe mais com isso e dê mais atenção ao que “coloca para dentro”, pois você passa a entender cada vez mais os efeitos daquilo que coloca em seu espaço interno. Como o Yoga trabalha para que você adquira mais consciência sobre si mesmo, esse cuidado naturalmente se tornará parte da sua vida.

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Postado por Stephanie Gomes

15.09.16 • Em Relacionamentos, Vídeos

Quer um bom conselho? Um conselho que vai te ajudar a focar mais em você e, consequentemente, te fazer evoluir e alcançar seus sonhos e objetivos com mais rapidez? Um conselho que vai te ajudar a acabar com vários motivos de stress do seu dia a dia? Um conselho simples mas com o poder de transformar várias áreas da sua vida?

Assista ao vídeo!

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Postado por Stephanie Gomes

12.09.16 • Em Reflexão

Cada dia que passa eu me convenço mais de que separar as coisas em “bom” ou “ruim” não é a resposta para nada e que, na dúvida, o melhor caminho é sempre refletir, buscar autoconhecimento, ter consciência da nossa verdade e observar como cada atitude ou pensamento age dentro e fora de nós. A partir daí é que devemos tomar nossas decisões e fazer nossas escolhas, e não baseados em uma regra ou conceito pré-definido do que é certo ou errado, bom ou ruim.

Criar expectativa: bom ou ruim?

“Nunca crie expectativas!”

Quem nunca recebeu esse conselho de alguém?

“Acredite nos seus sonhos!”

Quem nunca ouviu esse também?

Vivo recebendo esses conselhos ou ouvindo pessoas dizendo a outras e sempre fico confusa. Como vou acreditar nos meus sonhos sem criar a expectativa de realizá-los?

Eu sinto que esse conselho, na maioria das vezes, funciona mais como um grande balde de água fria do que como algo que realmente faz sentido colocar em prática. Você tá lá feliz da vida curtindo seu novo relacionamento, seu novo emprego, um projeto que resolveu colocar em prática e do nada… PÁ! Alguém diz pra você ir mais devagar, não se entregar tanto, sonhar com menos intensidade, não alimentar tanto as esperanças…

Mas será que criar expectativas é tão ruim assim? Será que “não criar expectativas” deve ser uma regra?

Criar expectativa: bom ou ruim?

Criar expectativa pode ser ruim quando essa expectativa é em forma de ansiedade, de querer que as coisas aconteçam exatamente do jeito que você planejou e não aceitar de outra forma, de colocar pressão no outro para que ele seja como você espera, de querer a perfeição e nada menos do que isso. Os resultados de atitudes como essas costumam ser desastrosos.

Esperar que o relacionamento seja igual um conto de fadas, que cada passo de uma viagem aconteça exatamente como você imaginou, que você um dia seja perfeito e que tudo ocorra sempre como planejado é expectativa na forma de CONTROLE, e isso faz com que você se feche e não consiga desenvolver habilidades importantes como a aceitação, a empatia e o jogo de cintura diante de situações fora da sua zona de conforto.

Mas criar expectativa é muito bom quando a expectativa tem formato de fé, de acreditar em si mesmo, de esperança, de correr atrás do que deseja com amor e paciência, de entrar em sintonia com a vibração daquilo que você quer. É bom quando você está em um relacionamento e deseja que ele seja bom para ambas as partes, então vive com intensidade, aproveita e se entrega verdadeiramente à relação, sem medo da possibilidade de acabar frustrado. É ótimo quando você consegue ver como quer estar daqui a cinco anos e usa essa expectativa com entusiasmo para se planejar e correr atrás do seu objetivo.

Sim, existem os dois lados. O problema é que quando definimos como regra o “nunca crie expectativas”, colocamos tudo no mesmo saco (como se criar expectativa fosse de qualquer forma algo MUITO RUIM) e limitamos o quanto vamos aproveitar o momento presente, nos privamos da sensação deliciosa de fazer planos e nos afastamos da possibilidade de viver uma experiência que poderia ser muito mais incrível se nos entregássemos de corpo e alma.

Criar expectativa: bom ou ruim?

Aí você me pergunta: e se algum dia meu relacionamento acabar, eu começar a perceber que o emprego não era tão legal assim, enjoar daquela ideia que estava tão empolgado para colocar em prática…? Ué, essa é a vida, não? Não temos como controlar todas as suas indas e vindas, o fluir das mudanças e as transformações que ocorrem dentro e fora de nós. Você vai deixar de sonhar, de planejar e de curtir aquela coisa boa que está acontecendo no momento presente por medo de um dia talvez aquilo acabar, perder a graça ou ficar ruim?

Pode não ser tão legal como você imaginava? Pode! Pode acabar a graça? Pode! Mas e se tiver tudo para dar certo e, por você se privar de se entregar verdadeiramente ao que está vivendo, acabar transformando o que poderia ser incrível em uma coisa “mais ou menos”? Pra que encher o momento presente de limites, medos e preocupações, se ele está se mostrando tão bom?

Eu prefiro acreditar, ter fé, sonhar, imaginar e correr atrás daquilo que eu quero com a expectativa de que vou realizar do que viver me protegendo da possibilidade de ficar frustrado e nunca buscar nada, nem sonhar. Eu prefiro me jogar no presente e ao mesmo tempo me permitir o prazer de sonhar e acreditar no amanhã do que reprimir os meus desejos e vontades por medo de uma possível decepção. De uma forma ou de outra estamos imaginando o futuro, sem a menor certeza do que virá. Já que é pra imaginar o futuro, que seja de forma gostosa, positiva e do jeito que a gente quer!

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Postado por Stephanie Gomes