26.12.16 • Em Reflexão

Todo fim de ano é a mesma coisa: todo mundo dizendo que o ano que passou foi terrível, que querem que ele acabe logo, que esperam que o ano seguinte seja melhor porque este foi ruim demais…

Apesar de algumas coisas bem indesejadas terem acontecido na minha vida em 2016 e de eu estar ciente de que realmente foi um ano cheio de notícias ruins sobre o nosso país e o mundo, procuro não cair nessa armadilha de dizer que o ano foi horrível e que quero esquecê-lo.

Eu não quero esquecer nada. Não quero esquecer que fiz duas viagens incríveis e que realizei um grande sonho. Não quero esquecer que em 2016 tive a oportunidade de começar dois cursos maravilhosos que há tempos eu sonhava em fazer (Naturopatia e Yoga). Não quero esquecer os lugares legais que fui. Não quero esquecer as conquistas que obtive. Não quero esquecer os sorrisos e as risadas que dei. Não quero esquecer os livros ótimos que li, as coisas positivas que aprendi, as pessoas legais que conheci.

E também não quero esquecer os problemas financeiros que chegaram em 2016 aqui em casa. Não quero esquecer que nesses últimos meses do ano aconteceram vários problemas, um atrás do outro. Não quero esquecer as brigas que tive com pessoas que amo. Não quero esquecer as minhas crises de ansiedade. Não quero esquecer as metas que não cumpri. Não quero esquecer as dificuldades que enfrentei nem os motivos que me fizeram sofrer.

Essa é a minha vida! Não quero esquecer de nada, nem fingir que algo não aconteceu, nem ignorar os meus problemas, nem deixar que as coisas boas sejam encobertas pelas coisas ruins.

O que esperar de 2017?

Um ano tem 365 dias. São muitos dias! Não dá para esperar que todos os dias de um ano inteiro sejam perfeitos, afinal, nós não somos perfeitos. O que podemos fazer é nos dispor a dar o nosso melhor a cada dia e nos relacionarmos da melhor forma possível com o nosso momento presente.

Eu não entendo nada de previsões do futuro, mas tenho algumas certezas: em 2017 eu vou ter muito o que aprender, vou ter que trabalhar a minha aceitação e me esforçar para manter o pensamento positivo, vou encarar novas dificuldades e problemas, vou chorar, vou sentir emoções indesejadas. Assim como também tenho certeza de que vou ter muitos momentos de alegria, vou ser presentada com novas oportunidades, vou alcançar novos objetivos e vou sentir e viver coisas muito boas.

Porque todo ano é assim: imperfeito. Porque nós somos assim: imperfeitos. Essa é a vida: imperfeita! Mas bela, interessante, divertida e maravilhosa na sua imperfeição.

O que esperar de 2017?

Então, o que esperar de 2017?

Eu não sei o que vai acontecer na política.
Eu não sei o que vai acontecer na economia.
Eu não sei o que vai acontecer na minha cidade, no meu país.
Eu não sei o que vai acontecer na minha casa, nos meus relacionamentos, no meu trabalho.

Eu não tenho como saber o que esperar das coisas externas.

A única coisa que eu sei é o que eu espero de mim.

Eu espero me alinhar mais com os meus objetivos. Espero me dedicar àquilo que é importante para mim. Espero me abrir mais para as pessoas. Espero continuar dedicando um tempo só para mim todos os dias. Espero fornecer menos energia ao que não me faz bem e mais energia ao que me faz feliz. Espero me autoconhecer mais. Espero ter disposição para recomeçar quantas vezes for necessário. Espero permitir e libertar as minhas emoções. Espero ser e viver a minha verdade. Espero expandir minha consciência. Espero enxergar e diluir os meus bloqueios. Espero aprender com meus erros. Espero encarar os meus medos. Espero transcender meus limites.

O que eu espero de 2017 é o que eu espero de mim. O que vai acontecer no meu 2017 está nas minhas mãos. Eu aceito a responsabilidade de criar o meu ano. Eu sei que sou responsável pelo que vai acontecer na minha vida ano que vem. 2017 é o MEU ano! Assim como todos os anos que eu vivo são MEUS anos, porque sou eu quem os crio.

E você, o que você espera do seu 2017?

Ou melhor…o que você espera de você em 2017?



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Postado por Stephanie Gomes

22.12.16 • Em Felicidade, Reflexão, Vídeos

Já ouviu alguém dizer que não devemos buscar a felicidade, e sim esperar que ela nos encontre? Eu discordo totalmente disso, porque acredito que a felicidade é um estado ativo, não passivo. Mas existem duas formas de entender essa questão.

Assista ao vídeo para conhecer duas perspectivas diferentes sobre a pergunta: devemos buscar felicidade? E depois me conta o que você pensa sobre esse assunto!



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Postado por Stephanie Gomes

20.12.16 • Em Terapias, Yoga

Semana passada eu terminei mais um módulo do curso de Naturopatia que estou fazendo no Sol Instituto: Mantras e Mudras. Nesse curso, nós temos alguns módulos em que trabalhamos a autocura e aprendemos técnicas para utilizarmos em nós mesmos para nos mantermos em equilíbrio físico, mental e emocional, porque isso é muito importante para quem atua como terapeuta holístico e trabalha com tratamentos energéticos. É o caso desse módulo sobre mantras.

Eu já conhecia alguns mantras, inclusive já fiz um post aqui no blog compartilhando a minha playlist de mantras, mas não sabia muito bem qual o significado e a história, nem exatamente como praticá-los seguindo a tradição.

Muita gente chama de mantra qualquer tipo de repetição de palavras ou frases (inclusive eu chamava assim), mas, na verdade, os mantras são os sons sagrados que têm origem nos Vedas, as escrituras sagradas do hinduísmo. São frases em sânscrito que são cantadas ou entoadas repetidamente, e que possuem significado e o objetivo de levar o praticante a um determinado estado mental, que pode ser de calma, alegria, cura, paz, purificação etc, através da vibração sonora. Existem também mantras para a paz universal, para agradecimento, para glorificar a Deus, pedir proteção, desbloquear os chakras e inúmeros outros significados e intenções.

O poder dos mantras

“A música hindu é uma arte subjetiva, espiritual, individualista, cujo fim não é o brilho sinfônico, mas a harmonia pessoal com a Alma Cósmica. Todos os cantos famosos da Índia foram compostos por devotos da Divindade.” – do livro Autobiografia de um Iogue (Paramahansa Yogananda)

Os mantras podem ser cantados, entoados ou apenas mentalizados. Seguindo a tradição, o mantra deve ser repetido 108 vezes (108 é considerado um número sagrado na Índia). Você pode simplesmente escolher um mantra e repeti-lo falando (não precisa necessariamente cantar) ou mentalizando (mentalizar mantras é também uma forma de meditação). O mantra pode ser uma única palavra (por exemplo: OM), uma pequena frase (Om Namah Shivaya, por exemplo) ou ter vários versos (como o Gayatri Mantra). O mantra é um tônico para a alma.


O uso do japamala

O japamala é um cordão com 108 contas usado para a prática dos mantras. Além de ser uma ferramenta para ajudar a contagem das repetições sem precisar ficar se preocupando em pensar em números, o toque das contas ativa o sentido do tato, o que resulta em mais presença do praticante durante a prática. A forma correta de segurar o japamala é apoiá-lo nos dedos médio, anelar e mínimo, sem tocar o indicador, e mover as contas com o polegar seguindo a contagem, até completar 108. Geralmente os japamalas têm a 109ª conta maior ou com textura diferente, para que você possa fazer as repetições com os olhos fechados e sinta pelo toque quando terminar a contagem.

Como segurar o japamala

Minha experiência com os mantras

Já tenho praticado a entoação de mantras na minha prática de Yoga há algum tempo, mas durante esse mês em que eu estudei o assunto mais a fundo no curso, tive a oportunidade de entender melhor e usar essa ferramenta com uma intenção específica. Algumas semanas atrás eu comecei a sentir alguns sintomas fortes de ansiedade (mãos dormentes, pernas bambas, vontade de chorar, perda de concentração, agonia constante etc) e resolvi experimentar a prática de mantras para ver o que acontecia. Escolhi, pela intuição, o mantra Om Namah Shivaya, e usei o japamala para, diariamente, entoá-lo 108 vezes antes da minha prática de meditação. E também, sempre que eu sentia os sintomas aparecendo no decorrer do dia, recorria à mentalização do mesmo mantra.

Tive uma melhora muito rápida depois que comecei com essa prática diária, e os sintomas foram diminuindo até desaparecerem totalmente em dois ou três dias. Até agora, não tive mais nenhum sintoma (isso já faz umas três semanas). Continuo praticando as 108 repetições todas as vezes em que vou fazer uma prática de yoga ou de meditação e sinto que tem sido muito benéfico para mim, inclusive em relação à prática de meditação. Entoar um mantra antes de meditar me faz começar a meditação já com a mente mais tranquila e focada.

Desbloqueio dos chakras com mantras

Uma das coisas que gostei muito de aprender no curso foi a possibilidade de desbloquear os chakras através dos mantras. Cada um dos nossos chakras (centros de energia que captam e distribuem a energia para determinadas partes físicas, mentais, emocionais e espirituais do nosso corpo – explico um pouco sobre chakras neste post) possui um som relacionado. Lam é o som do chakra básico (1º chakra). Vam, do chakra sacral (2º chakra). Ram, do plexo solar (3º chakra). Yam, do chakra cardíaco (4º chakra). Ham, do chakra laríngeo (5º chakra). Om, do chakra frontal (6º chakra). E o silêncio, ou novamente o Om, é o som do chakra coronário (7º chakra).

Se você tiver algum conhecimento sobre os chakras, ou fizer uma avaliação com um terapeuta para saber quais dos seus chakras estão bloqueados, pode utilizar a entoação ou mentalização do respectivo mantra para desbloqueá-lo.

Mantras dos chakras

Alguns dos mantras mais conhecidos e seus significados:

Om Namah Shivaya – “Eu inclino-me perante o meu divino Ser interior”
Om Mani Padme Hum – “Da lama nasce a flor de lótus”
Om Namo Narayanaya – “Prosterno-me e entrego-me a Narayanaya” (Narayanaya é um dos nomes de Deus)
Om Gam Ganapataye Namaha – “Saudações àquele que remove obstáculos” (Ganesha é o Deus hindu removedor de obstáculos)
So Ham – “Eu sou”

Para saber a pronúncia correta de cada mantra, minha professora recomendou que eu procurasse sempre pelos vídeos e áudios da Deva Premal, então deixo essa dica também para vocês.

Quis compartilhar isso com vocês porque é mais uma das ferramentas que podemos usar para o nosso bem-estar, para lidar com os nossos desequilíbrios e também para a manutenção do nosso bem-estar. É uma forma simples de cuidar de si, acessível a qualquer pessoa. Se achou interessante e gosta desse tipo de prática, experimente e veja como funciona para você!

“Sendo o próprio homem uma expressão do Verbo Criador (“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”), o som exerce sobre ele efeito potente e imediato. A grande música religiosa do Oriente e do Ocidente confere alegria ao homem porque causa um temporário despertar vibratório de seus centros ocultos na espinha (os chakras). Nestes beatíficos momentos, reacende-se uma apagada memória de sua origem divina.” – do livro Autobiografia de um Iogue (Paramahansa Yogananda)

Minha playlist de mantras no Youtube

Fotos: 12



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Postado por Stephanie Gomes


Em meio às várias reflexões que estou fazendo nesse fim de ano, uma das coisas que percebi é que andei desconectada de algo que era muito importante para mim e que tempos atrás me ajudou a realizar vários sonhos e objetivos: a Lei da Atração.

Deixei de lado os pensamentos positivos, o foco e o exercício de vibrar na frequência dos meus objetivos e agora percebi que me distanciei um pouco de um grande sonho meu.

Como nunca é tarde para recomeçar, resolvi me conectar de novo com a consciência da Lei e acabei inventando um “truque” muito simples para me lembrar de procurar me manter em sintonia com o meu objetivo. Contei no vídeo:

Clique aqui para ver o arquivo com as frases que falei no vídeo



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Postado por Stephanie Gomes

12.12.16 • Em Autoconhecimento, Reflexão

Final de ano é aquela época em que a gente pega um papel e uma caneta e anota tudo o que quer fazer no ano seguinte, não é? Eu acho isso ótimo – inclusive minha lista de objetivos para 2017 está em produção – mas outro dia pensei: e as coisas incríveis que eu já fiz? E os objetivos que já realizei? Não merecem um destaque também? É sempre bom lembrar com alegria e gratidão das coisas boas que já fizemos, afinal, foram elas que nos trouxeram até aqui.

Eu gosto muito de fazer coisas que mudem a perspectiva comum de vez em quando, porque isso me ajuda a ampliar minha percepção sobre mim mesma e sobre a minha vida. Não é bom viver com a cabeça no passado e esquecer de viver o presente, mas, em alguns momentos, olhar para o que passou com gratidão é uma ótima forma de nos lembrarmos que somos incrivelmente capazes.

A admirável lista das coisas que você já fez

Então eu fiz o exercício de pensar nas coisas boas que já fiz e conquistei, e os efeitos foram ótimos: a autoestima (que andava meio abandonada) “acordou”, a motivação acendeu e o sentimento de gratidão naturalmente surgiu. Me lembrei do quanto sou capaz e também de quantas vezes eu já pensei que não poderia fazer algo e depois fiz.

Então resolvi compartilhar essa ideia com vocês. Vamos criar uma lista de coisas que já fizemos? Se você estiver desanimado ou com a autoestima um pouco caída, esse exercício vai te ajudar a lembrar que você é capaz de fazer muitas coisas, assim como um dia já fez.

Antes de começar, saiba que você não precisa ter dado a volta ao mundo ou descoberto a cura para uma doença. Não pense que uma coisa é pequena demais para estar nessa lista, se você fez algo bom, você fez algo incrível! Se você fez algo que um dia achou que nunca conseguiria, coloque na lista! E não compare seus feitos com os de outra pessoa (eu quase caí nessa armadilha)! Esse é um exercício de autoconhecimento não de “vida-alheia-conhecimento”.

Vasculhe suas lembranças e vá anotando todas as coisas boas que conseguir se lembrar que você fez. Não se preocupe se não conseguir pensar em muitas na primeira vez que tentar, essa é uma reflexão para ser feita continuamente (eu demorei semanas para fazer a minha lista, e ela continua em produção).

A admirável lista das coisas que você já fez

Aí vão algumas das coisas boas que eu já fiz:

  • Conquistei mais de 16.000 pessoas (é o número de pessoas que acompanham o blog pelo Facebook) com meus textos e as cativei a acompanharem o que eu escrevo.
  • Treinei meu corpo para fazer posturas de yoga que um dia eu achei que nunca conseguiria.
  • Realizei meu maior sonho de infância (que um dia pareceu tão distante de se realizar…).
  • Consegui tirar a carne da minha alimentação – tantas vezes pensei que isso era impossível para uma pessoa como eu, que não comia verduras e legumes e vivia à base de nuggets e macarrão com salsicha (eu comi brócolis pela primeira vez na vida com 24 anos!!!!).
  • Superei uma doença grave, rara e que exigiu muita força física e emocional para ser curada (tive Púrpura Trombocitopênica Trombótica em 2011).
  • Superei a Síndrome do Pânico, que um ano e meio atrás me impedia de conseguir sair de casa (ainda vou falar sobre isso em vídeo).
  • Peguei minha timidez por uma mão, minha coragem pela outra e comecei a gravar vídeos e publicá-los na internet.
  • Aprendi a aceitar – e a amar – características minhas que um dia eu odiei.
  • Aprendi a não me identificar com a energia negativa alheia e a não permitir que os outros afetem a minha paz interior com aquilo pertence a eles, não a mim (sou sensível e por muito tempo sofri demais absorvendo a negatividade alheia, pensando que nunca conseguiria me libertar dessa prisão).

Olho para essa lista e depois olho para um pouco antes de cada uma dessas realizações e vejo que um dia elas pareceram tão distantes, tão difíceis, tão impossíveis para “alguém como eu”. E hoje elas fazem parte da minha vida como lembranças e realizações reais. Como não ser grata? Como não acreditar que tudo é possível? Como não amar ser quem eu sou quando olho para tudo isso?

Você também já fez muitas coisas boas. Você também é um realizador. Você também tem motivos para se admirar e se orgulhar de ser quem você é. Você também é capaz de acessar as infinitas possibilidades da vida. Se não tem conseguido perceber isso, encontre uma forma de se lembrar, seja fazendo esse exercício ou qualquer outra coisa que te recorde disso.



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Postado por Stephanie Gomes