sábado, agosto 30

A rolinha é comum em várias regiões do Brasil, mas muitos ainda têm dúvidas sobre a possibilidade de transmissão de doenças para os humanos.

Apesar das incertezas, a rolinha não é uma grande vilã quando o assunto é doença grave em humanos.

Em algumas situações, essas aves podem carregar bactérias ou fungos que representam um certo risco, especialmente se o contato for frequente ou se a limpeza não for considerada.

Rolinha transmite doença? Descubra os riscos e como se prevenir

Doenças como salmonelose, histoplasmose e criptococose podem surgir com o contato com fezes ou em áreas onde as rolinhas vivem.

Porém, esses casos são raros e ocorrem principalmente em pessoas com o sistema imunológico já debilitado.

Rolinha transmite doença? Vamos entender os riscos

A rolinha está presente tanto em áreas urbanas quanto rurais, mas transmite menos doenças para humanos do que, por exemplo, os pombos.

O maior risco está no contato com fezes contaminadas, onde podem existir fungos e bactérias.

É importante entender como esses riscos aparecem e o que pode aumentar a exposição.

Como acontece a transmissão entre rolinhas e humanos

Na maioria das vezes, a transmissão ocorre quando alguém entra em contato com fezes secas ou poeira contaminada.

Quando se limpa um lugar cheiroso de fezes, partículas podem se espalhar no ar e serem inaladas, aumentando o risco de infecções pulmonares.

Uma das doenças possíveis é a criptococose, que é causada por um fungo presente nas fezes das aves.

Pessoas com o sistema imunológico comprometido podem enfrentar consequências mais severas.

Se você costuma manusear aves ou seus ninhos, especialmente por longos períodos, o risco aumenta consideravelmente.

Contudo, casos graves de transmissão direta da rolinha para humanos ainda são bem raros.

Fatores que aumentam o risco de contágio

Ambientes sujos, com fezes acumuladas, tornam a transmissão mais provável.

Varandas, jardins e áreas verdes onde as rolinhas se reúnem são locais a serem observados.

Pessoas com baixa imunidade, idosos, crianças pequenas e quem possui doenças crônicas são as mais vulneráveis.

Usar luvas e ter cuidado na limpeza desses espaços realmente ajuda a evitar o contato com bactérias e fungos.

Evite lidar com aves doentes ou aparentando fraqueza.

Manter os ambientes limpos e bem arejados é uma boa prática.

Principais doenças transmitidas por rolinhas

As rolinhas podem transmitir algumas doenças, principalmente através do contato com fezes, penas ou parasitas.

Embora o risco geral seja menor se comparado a outras aves urbanas, algumas infecções e alergias requerem atenção.

Dermatozoonose: sintomas e prevenção

A dermatozoonose é causada por ácaros — aqueles piolhos do pombo — que também podem estar presentes nas rolinhas.

Esses parasitas geram alergias e irritações na pele, resultando em coceira intensa, vermelhidão e pequenas feridas semelhantes a picadas de formiga.

Pra evitar a dermatozoonose, evite contato direto com aves selvagens, especialmente em locais onde rolinhas e pombos se misturam.

Usar luvas ao limpar lugares com fezes ou penas e lavar as mãos logo após reduz bastante o risco.

Histoplasmose e infecções respiratórias

A histoplasmose é uma infecção causada por fungos presentes nas fezes secas das rolinhas, especialmente em áreas úmidas e com matéria orgânica.

Quando alguém inala esses esporos, pode desenvolver tosse seca, febre e falta de ar — especialmente se o sistema imunológico estiver debilitado.

A criptococose, outra infecção fúngica, também é provocada por fezes de rolinhas e pode afetar os pulmões.

Passar muito tempo exposto a locais com fezes acumuladas aumenta o risco dessas doenças.

Diferenças entre rolinhas e pombos no risco de doenças

As rolinhas transmitem menos doenças para humanos do que os pombos.

Pombos são conhecidos por carregarem bactérias e vírus, que podem causar problemas como salmonelose e psitacose.

As rolinhas, por estarem menos em ambientes urbanos poluídos, apresentam menos risco de contaminação.

Entretanto, elas ainda podem ser abrigos para fungos, então não dá pra vacilar em áreas verdes ou naturais.

Enquanto os pombos preocupam mais com intoxicações alimentares, as rolinhas oferecem riscos menores, mas não devem ser ignoradas, especialmente se você convive com elas de perto.

Reconhecendo sintomas e diagnóstico

O contato com rolinhas pode trazer sintomas em humanos, principalmente relacionados ao sistema respiratório e infecções.

Também dá pra notar sinais de doença nas próprias aves, ajudando a evitar problemas.

Sintomas em humanos após contato com rolinhas

Quem tem alguma infecção relacionada a rolinhas geralmente apresenta febre, tosse seca e dificuldade para respirar.

Isso é mais frequente em infecções fúngicas, como a histoplasmose, que surge pela inalação dos esporos das fezes secas.

Outros sintomas incluem dores no corpo, cansaço e, em casos mais graves, problemas pulmonares.

Idosos, crianças e pessoas com doenças pré-existentes têm mais risco de complicações.

Para diagnosticar essas doenças, é preciso fazer exames médicos para identificar infecções por fungos ou bactérias.

Isolar a origem — fezes e ambientes contaminados — ajuda a evitar mais exposições.

Sinais de doenças em rolinhas

Se a rolinha está doente, ela pode se comportar de forma estranha, ficar agitada, perder penas ou mostrar feridas na pele.

Esses sinais geralmente indicam infestação por parasitas como piolhos e ácaros, que podem causar dermatozoonose em humanos.

Além disso, as aves podem ter infecções internas por bactérias e fungos, que nem sempre são fáceis de identificar.

Fezes acumuladas em um local, com um cheiro forte, indicam que há mais de uma ave doente ali.

Observar as rolinhas e o ambiente onde vivem é essencial para evitar riscos.

Quem trabalha perto dessas aves deve redobrar os cuidados.

Prevenção e cuidados com rolinhas

Manter tudo limpo e evitar contato direto com rolinhas são passos básicos para reduzir riscos.

Prestar atenção aos sinais de doença nas aves e buscar ajuda quando necessário ajuda a evitar problemas no futuro.

Boas práticas de higiene e manejo ambiental

Limpar varandas, jardins e áreas onde as rolinhas costumam ficar é muito importante.

Remova fezes e penas com cautela, evitando varrer fezes secas para não levantar poeira contaminada.

Usar luvas enquanto faz a limpeza protege contra o contato direto com parasitas e fungos.

Desinfetar com uma solução de água sanitária diluída é eficaz para eliminar germes.

Evite alimentar as aves com as mãos e tente não permitir que elas circulem em locais de uso comum.

Dessa forma, você diminui a possibilidade de transmissão de doenças, incluindo a dermatozoonose.

Quando buscar orientação médica ou veterinária

Se você começar a sentir sintomas respiratórios após passar por locais sujos com rolinhas — como tosse seca, febre ou falta de ar — procure um médico. Quem tem baixa imunidade deve ter atenção redobrada.

Se perceber que a rolinha está se comportando de forma estranha, com dificuldade para voar ou sinais evidentes de infecção, o ideal é consultar um veterinário.

Nessa situação, evite tocar diretamente no animal para não correr riscos desnecessários.

Anotar onde e como encontrou a ave pode ser muito útil no controle e prevenção de doenças que essas aves podem transmitir.