A jornalista Cecília Malan, correspondente da TV Globo em Londres há 15 anos, abriu os bastidores de sua rotina profissional e pessoal em uma entrevista. Ela mora em um apartamento em uma área elegante da capital inglesa, em um prédio que mistura linhas modernas com a arquitetura clássica londrina. O local é decorado com livros, fotografias da filha, Olimpia, e peças de crochê feitas pela avó.
Malan, de 43 anos, nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criada entre países. Ela se mudou para os Estados Unidos ainda bebê e foi alfabetizada em inglês. Filha do economista Pedro Malan, ela cresceu em uma casa com pilhas de jornais e livros. A jornalista conta que aprendeu a ler e escrever em português lendo a Turma da Mônica, após se mudar para Brasília.
Sobre a rotina como correspondente, ela descreve um ritmo acelerado, com alertas de notícias de última hora no celular. “Qualquer jornalista de hard news vive num ritmo muito acelerado e isso, inclusive, atrapalha alguns relacionamentos”, afirma. Ela destaca o desafio de cobrir conflitos internacionais, como a guerra no Oriente Médio, que exige dar contexto às informações recebidas de diferentes fontes.
Para manter a saúde mental, Malan diz que faz terapia e começou a andar de bicicleta por Londres. “Antes eu ficava muito consumida pelo erro, hoje sinto que tenho uma gentileza maior comigo mesma”, afirma. Ela também comenta que, após se tornar mãe, qualquer notícia sobre crianças a afeta mais.
A jornalista ingressou na Globo pelo programa de estágio e foi trainee no “Bom Dia Brasil”. O convite para ser correspondente em Londres surgiu após seis anos no programa. Ela começou como produtora e depois passou a fazer vídeos. Entre as coberturas que destaca como pontos altos da carreira estão o Brexit e a entrevista com Gisèle Pelicot.
Malan diz que está mais confortável consigo mesma após os 40 anos e que gosta de assumir um estilo mais informal, com cabelo curto. Ela pratica treino de força depois que a mãe foi diagnosticada com Parkinson. Sobre o futuro, ela afirma que não pretende voltar ao Brasil agora para não privar a filha da convivência com o pai, mas não descarta a possibilidade um dia.
