Nesta sexta-feira (20), a Lua está na fase nova. Isso significa que o satélite não pode ser totalmente visto da Terra porque está alinhado com o Sol.
O ciclo lunar, conhecido como mês sinódico, dura em média 29,5 dias. Em fevereiro de 2026, as fases principais acontecem nas datas abaixo:
Lua cheia: 1º de fevereiro, às 19h10
Lua minguante: 9 de fevereiro, às 9h44
Lua nova: 17 de fevereiro, às 9h03
Lua crescente: 24 de fevereiro, às 9h28
Durante o ciclo lunar, a Lua crescente sucede a nova e representa o aumento gradual da área iluminada. A Lua cheia surge quando o lado voltado à Terra está completamente iluminado. A Lua minguante marca o declínio da luz visível, sinalizando o fim do ciclo. A Lua nova ocorre quando o satélite se alinha entre a Terra e o Sol, tornando-se invisível a olho nu.
Essas mudanças são consequência da posição relativa entre a Terra, o Sol e a Lua, fenômeno observável em noites de céu limpo.
Durante a Lua nova, em especial, ocorrem as chamadas marés vivas, caracterizadas por maior amplitude. Esse fenômeno se repete também na Lua cheia. Nessas ocasiões, a atração combinada do Sol e da Lua potencializa o movimento das águas, resultando em marés mais intensas.
Além dos oceanos, a Lua nova também impacta a vida animal. Como não há luminosidade noturna vinda do satélite, muitas espécies ajustam seus comportamentos. Animais marinhos, como corais e moluscos, sincronizam ciclos reprodutivos com essa fase. Tartarugas marinhas costumam aproveitar a escuridão para desovar sem tanta exposição a predadores.
A Lua, único satélite natural da Terra, possui diâmetro equivalente a cerca de um quarto do planeta. Sua distância média é de aproximadamente 384.400 km, variando conforme sua órbita elíptica. No perigeu, aproxima-se de 363 mil km, enquanto no apogeu pode alcançar 405 mil km.
A forma como observamos sua iluminação muda conforme o hemisfério. No Hemisfério Sul, a parte iluminada da Lua crescente aparece voltada para a esquerda. Já no Hemisfério Norte, para a direita. A diferença é explicada pelo ângulo de observação.
Outro fenômeno marcante é a rotação síncrona, em que a Lua leva o mesmo tempo para girar sobre seu eixo e para orbitar a Terra. Isso faz com que vejamos sempre a mesma face. A região oposta, incorretamente chamada de “face oculta”, também recebe luz solar, mas só pode ser observada com sondas e equipamentos espaciais.
Embora exerça forte influência sobre as marés, a gravidade lunar não impacta diretamente o corpo humano. Até o momento, não existem evidências científicas de que as fases da Lua afetem o humor, a saúde ou o comportamento das pessoas.

