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Fernanda Paes Leme se explica após polêmica com canetas emagrecedoras

Reprodução/ Instagram

A atriz Fernanda Paes Leme publicou um esclarecimento nesta sexta-feira (10) após uma declaração sobre o uso de canetas emagrecedoras gerar polêmica nas redes sociais. A artista negou que tenha se posicionado contra o uso dos derivados de GLP-1.

“Eu não sou contra canetas emagrecedoras, muito pelo contrário”, começou ela. “A minha crítica sempre foi ao uso indiscriminado e à forma como saúde, estética e bem-estar acabam sendo transformados em performance e tendência de internet”, completou.

No vídeo que viralizou, parte de seu videocast, ela afirma que não se adaptou ao uso do Mounjaro. “Eu passei tão mal, mas tão mal. Uma pessoa perdeu oito quilos, outra perdeu 20, realmente faz diferença. Mas, tem aquelas amigas que nem precisam, que usam. Não é sobre precisar, é sobre pertencer”, diz ela no vídeo.

Após a publicação do episódio, o corte viralizou e muitos criticaram a atriz, afirmando que o uso da substância é fundamental para pessoas com quadros graves de obesidade. Ela então explicou seu ponto.

“Minha crítica nunca foi ao remédio, era ao fato de que tudo virou uma solução rápida, que pessoas sem indicação estavam usando, inclusive como eu fiz”, declarou ela.

“Quando eu conto que eu passei mal, estava falando de uma experiência minha. Meu corpo reagiu mal e eu acabei indo para o hospital. Tem uma coisa que eu acho importante falar, é que esse tipo de medicamento necessita de um acompanhamento. Não quero que minha experiência sirva para ninguém”.

Contexto sobre o uso de canetas emagrecedoras

O debate sobre o uso de medicamentos como o Mounjaro e outras canetas emagrecedoras tem crescido no Brasil. Esses remédios, originalmente desenvolvidos para o tratamento de diabetes tipo 2, passaram a ser usados por muitas pessoas com o objetivo de perder peso rapidamente.

Especialistas alertam que o uso dessas substâncias deve ser feito com acompanhamento médico. Os efeitos colaterais podem incluir náuseas, vômitos e outros problemas de saúde. A automedicação é desaconselhada, principalmente para quem não tem indicação clínica para o tratamento.