quinta-feira, março 19

A Natura considera que 2025 foi um ano importante para a empresa, com a conclusão do ciclo de simplificação societária iniciado em 2022. “Nesse ano de 2025, concluímos a venda de ativos internacionais e simplificamos a estrutura da holding, o que nos permitiu voltar ao nosso ticker original, a NATU3“, afirmou João Paulo Ferreira, presidente do grupo.

Em teleconferência para comentar os resultados do último trimestre de 2025, divulgados em 16 de março, o executivo ressaltou que a companhia retornou às suas origens, priorizando e focando em operações e oportunidades na América Latina.

“No quarto trimestre, a marca Natura no Brasil teve uma leve queda de receita por causa da menor quantidade e atividade das consultoras menos produtivas”, disse Ferreira. “Embora a marca tenha mantido a liderança, houve uma ligeira perda de participação de mercado em 2025, impactada também pelo ambiente de consumo desfavorável no Nordeste”.

Segundo ele, medidas como o ajuste dos incentivos para a força de vendas e o reforço na grade de lançamentos já foram implementadas para recuperar o crescimento. “Na divisão Hispana, o México já mostra sinais positivos de recuperação, enquanto na Argentina a estabilização será mais lenta devido às condições macroeconômicas”, completou.

Em 2025, a empresa ampliou a margem do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) na América Latina e reduziu os custos de transformação em mais de 10% em relação ao ano anterior. “O lucro líquido das operações continuadas de quase R$ 1 bilhão [no acumulado do ano] mostra a capacidade da companhia de ser bastante rentável ao voltar a se concentrar no coração do seu negócio”, declarou o presidente, referindo-se às operações na América Latina.

A métrica de operações continuadas do grupo se refere às atividades na América Latina, separadas das operações descontinuadas, que tiveram ativos vendidos nos últimos anos. Sem esse ajuste, a Natura Cosméticos registrou prejuízo de R$ 2,2 bilhões no acumulado de 2025, uma queda de 75,3% na comparação com 2024.