terça-feira, abril 21

O Dia da Latinidade, celebrado em 21 de abril no Brasil, convida a olhar para o que une além das fronteiras: a língua, as histórias e as heranças culturais que atravessam gerações.

Os países latino-americanos compartilham formas de falar, sentir e narrar o mundo. É nessa diversidade de vozes, sotaques e expressões que a identidade se projeta.

Ser mulher latina é carregar a cultura de um povo como instrumento de expressão. É por meio dela que experiências são compartilhadas e identidades se sustentam.

É ter a coragem de encarar dificuldades sem abrir mão da alegria de viver. É encontrar na emoção a força para seguir em frente.

Com garra e pluralidade, mulheres da América Latina conquistam espaços de destaque na cultura e na política. Elas levam consigo uma identidade que se expande a cada história.

Para celebrar a data, mulheres que representam essa cultura no mundo responderam à pergunta: Por que você tem orgulho em ser latina?

Thalia, cantora e atriz mexicana, disse: “Ser latina significa carregar uma história viva dentro de si. É crescer cercada por música, família e tradições que nos ensinam a celebrar a vida”.

Ela afirmou que tem orgulho de uma cultura rica em identidade, paixão e alegria. “Os latinos têm um jeito muito especial de se conectar com o mundo: de coração”.

Gloria Estefan, cantora cubana, comentou: “Sinto orgulho de ser latina, pois isso me conecta a uma rica herança de resiliência, paixão e cultura”.

Para ela, ser latina significa carregar histórias, tradições e música de gerações passadas. “Nossa cultura celebra a família, a comunidade e a alegria de viver, mesmo diante dos desafios”.

Isabel Allende, escritora chilena, falou: “Faz 40 anos que vivo em inglês, nos Estados Unidos, mas não perdi nada da minha latinidade. Tenho duas culturas, duas línguas e duas pátrias”.

Ela disse não ter renunciado à língua, comida, música, tradições e paixão pela vida que trouxe consigo. “Adoro ser latina neste país anglo-saxão”.

Dulce Maria, cantora e atriz mexicana, declarou: “Tenho orgulho de ser latina por causa das minhas raízes. O México é um país cheio de tradições, diversidade, sabores, cores e música”.

Ela destacou o calor e a paixão que caracterizam os latinos. “Poder compartilhar essa arte com o mundo, essas origens com outros países, isso me orgulha”.

Gabriela Wiener, escritora peruana, afirmou: “Tenho orgulho de ser latina e de ter nascido em Abya Yala, território de resistência indígena. Tenho orgulho de ser da América Latina, uma comunidade formada por irmãs e irmãos”.

Ela citou orgulho de saber fazer um ceviche e de ler o poeta César Vallejo. “Somos soberanos, somos unidos, somos o novo mundo, mas não estamos à venda”.

Adriane Galisteu, apresentadora brasileira, disse: “Acho que sempre que nós, latinas, carregamos uma história temos orgulho dela. É uma característica muito nossa: olhar para trás e contar essa história”.

Ela mencionou o “jeitinho” brasileiro. “Conseguimos rir de situações difíceis e ser leves em momentos muito complicados”.

Renata Vanzetto, chef de cozinha brasileira, comentou: “Tenho muito orgulho de ser latina e são muitos os porquês. Carregamos uma mistura que é impossível copiar: uma força, um afeto, a criatividade”.

Ela destacou que os latinos aprendem a fazer muito com pouco. “Ser latino é ter raiz, é ter esse calor no sangue”.

Morena Baccarin, atriz brasileira, afirmou: “Além de me orgulhar de todas as coisas óbvias, como a comida, a música e a beleza infinita do Brasil, eu amo o calor humano que emanam das pessoas”.

Ela disse que muitas vezes se percebe que alguém é latino pela maneira como a pessoa se abre aos outros. “Há um senso imediato de camaradagem”.

Josefina Licitra, escritora argentina, declarou: “Sempre que o assunto de ser uma mulher latina surge, o senso comum costuma evocar uma imagem romantizada. Essa simplificação me cansa”.

Ela lembrou que respondia no dia 24 de março, aniversário da ditadura militar argentina. “Não sei o que significa ser latina, mas tenho certeza de que é algo profundamente substancial”.

Gabriela Prioli, jornalista brasileira, disse: “Quando penso no orgulho de ser latina, um dos pontos mais fortes é saber que venho de um lugar que aprendeu a existir ‘apesar de’”.

Ela falou sobre uma identidade resiliente e forte. “Ser latina me ensinou a construir, negociar, ocupar e insistir. A insistir em existir, como fizeram tantas mulheres antes de mim”.

Janaina Torres, chef de cozinha brasileira, completou: “Há alguns anos, entendi que meu sangue também é latino. Quando comecei a viajar e ter essa compreensão de que eu era uma latina, meu mundo mudou”.

Ela afirmou que o Brasil tem parte na América Latina como o maior país. “Temos não apenas que defender, mas preservar a cultura latina e participar de todo o movimento latino-americano”.