10.08.13 • Em Felicidade, Inspiração, Livros

Gretchen Rubin é a autora de Projeto Felicidade, livro que terminei de ler essa semana e que foi o empurrão que faltava para eu começar a buscar a felicidade através de novas experiências. Também posso dizer que o livro tem grande “culpa” a respeito da criação deste blog. Mas vamos ao que interessa: o que aprendi com esse tal projeto.

A autora descreveu o processo pelo qual passou durante um ano em busca da felicidade. A cada mês ela definiu um objetivo; alguns precisavam mais de mudanças internas, outros de olhar para o que estava à sua volta.

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A coisa mais legal que aprendi com o livro a fazer na prática foi um exercício diário para lembrar e guardar o melhor momento do dia que passou. Já costumava agradecer todos os dias pela minha vida, saúde, família, namorado e trabalho, mas aprendi com a Gretchen a parar no fim do dia e pensar: qual foi o momento mais feliz desde a hora que acordei até agora? No começo eu só pensava e logo esquecia, mas depois comecei a anotar com poucas palavras em um caderno e percebi a diferença. Com o passar dos dias, eu ia lendo a lista de coisas boas que aconteceram e isso me deixava feliz e positiva, atraindo mais coisas boas. Além disso, quando chegava o fim do dia e eu ainda não tinha o que anotar, separava um tempinho pra fazer algo que pudesse registrar, como ler uma revista, brincar com meu cachorro, fazer a unha, assistir um episódio de seriado ou tomar um chocolate quente.

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“Se você fizer algo novo – visitar um museu pela primeira vez, aprender um jogo novo,  viajar a um lugar desconhecido, conhecer gente nova – estará mais propenso a ser feliz do que quem faz sempre as mesmas atividades”. Essa frase deveria ir para a descrição do blog, porque resume perfeitamente a essência do que escrevo aqui. A alegria proporcionada por novas experiências é duradoura, traz auto conhecimento, contato com outras pessoas e conteúdo. Cada dia me convenço mais de que esse é o segredo da felicidade.

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Em uma passagem do livro Gretchen conversa com uma amiga que pergunta o que ela mais gostava de fazer na infância. Então explica que talvez ela tenha deixado tal atividade de lado, mas provavelmente gosta muito disso até hoje. Nunca tinha pensado dessa forma, mas não demorei muito para chegar à conclusão de que faz todo o sentido. A coisa que eu mais gostava de fazer quando criança? Dançar! Eu dançava todos os dias no quintal de casa, imitava as Chiquititas e o É o Tchan, fiz ballet, jazz, dança do ventre e axé. Mas fui parando aos poucos e hoje não danço mais. Pensando nisso me deu uma vontade enorme de procurar uma escola de dança. Tenho certeza que incluir algumas aulas entre as atividades cotidianas me faria muito bem.

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“Não há evidências de que “liberar a raiva” seja saudável ou construtivo. Na verdade, estudos mostram que ao expressar a raiva, ela fica ainda mais forte, em vez de diminuir. Não expressar a raiva geralmente faz com que ela desapareça sem deixar rastros horríveis”. Pequenas brigas com familiares, amigos e namorados, que a maioria das pessoas acha totalmente normal, são um mau hábito extremamente difícil de reverter. Aprendi com Gretchen a examinar esse hábito de ser irritante. O motivo que me deixa estressada agora terá alguma importância amanhã? E daqui a um mês? Daqui a um ano? Se fosse tão significativo, sua importância duraria mais do que algumas horas, certo?

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Sobre consumismo, uma reflexão que fez todo o sentido para mim: “A diretora da escola de Eliza contou a história de um garoto de quatro anos que adorava um carrinho azul de brinquedo, carregava para todos os lugares e brincava constantemente com ele. Quando a avó veio visitá-lo, comprou dez carrinhos de brinquedo e ele parou de brincar com todos os carrinhos. A avó perguntou: “Por que você não brinca com seus carrinhos? Você gostava tanto daquele azul.” “Eu não consigo amar um monte de carrinhos”, foi a resposta dele.” – Exatamente como eu me sinto quando, por exemplo, ao invés de comprar um livro de cada vez, vou à livraria e trago dez. Metade fica na estante e eu nunca leio.

Em um dos últimos meses do projeto, Gretchen falou sobre uma atitude que eu tento praticar há tempos, mas quase nunca consigo: fazer críticas positivas. No começo quase confundi com “crítica construtiva”, mas não é isso. Uma coisa que faço sem perceber e que eu sei que afeta minha felicidade (e a dos outros) são comentários negativos desnecessários, como, por exemplo, “Até que não foi ruim” após assistir a um filme ou show, ou encontrar defeitos em uma experiência positiva, como dizer “A comida era meio gordurosa” ao invés de ressaltar o quanto foi bom sair para comer com os amigos. Muitas vezes acabamos “cortando o barato” das pessoas que estão felizes ao nosso lado quando fazemos esses comentários “inocentes”. De todos os aprendizados do livro, acho que esse é o que tenho mais dificuldade de aplicar, preciso me vigiar o tempo todo para perder esse hábito.

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A Gretchen tem um blog ótimo onde fala sobre o seu projeto e sobre felicidade, dá dicas de livros, publica vídeos, reflexões e interage bastante com os leitores. Se quiser conhecer, clique: Happiness Project.



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Postado por Stephanie Gomes

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3 Comentaram para “O que aprendi com Gretchen Rubin”


[…] Leveza: No livro Projeto Felicidade há uma frase super simples que resume muita coisa: “É fácil ser pesado, difícil é ser […]


G
2. Ticiana
27/04/2016 às 14:12

Adorei ! Estou em busca disso, o livro já está na minha listinha !! =)


G
3. ronise
01/12/2016 às 16:59

eu adorei esse livro e adoro o podcast também.



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