Em uma entrevista recente, a artista refletiu sobre sua relação com as redes sociais e a disciplina que mantém para não se distrair. Ela contou que só criou uma conta no Instagram em 2018 e que cresceu sem televisão. A artista afirmou que faz listas todas as noites e usa post-its para organizar o dia, mas percebeu que ficar mais de 10 minutos no Instagram a deixa deprimida. Para ela, o tempo é precioso.
A artista também comentou sobre a reação do público ao seu trabalho. Ela disse que já se incomodou com a falta de compreensão das pessoas, que não investigam os motivos por trás de suas ações provocativas. Ela observou que muitas pessoas não pensam criticamente sobre o que veem e ouvem, especialmente quando o conteúdo vem de uma mulher. A artista citou Picasso como exemplo de um homem cujo comportamento era tolerado por causa de seu talento, e notou que hoje há mais tolerância com mulheres que fazem trabalhos provocativos.
Sobre a nudez, a artista explicou que não quer ficar nua porque “todo mundo está nu”. Ela disse que sua natureza é fazer o que as pessoas não estão fazendo, que é pensar e usar roupas. A artista também falou sobre seus hábitos quando viaja para a Itália, como visitar igrejas, sentir o cheiro de incenso e acender velas, atividades que a fazem se sentir aconchegante e a lembram da infância.
Mudanças e rotina
A artista revelou que gosta de se mudar com frequência e nunca fica em um lugar por mais de três anos. Após a pandemia de COVID-19, ela se mudou para Nova York e agora está em Londres. Ela disse que precisa entender as escolas, descobrir o que fazer com seu tempo e encontrar sua comunidade. Para ela, sair constantemente da zona de conforto a mantém viva.
Em outro momento, ela comentou sobre a relação entre os artistas Basquiat e Andy Warhol. Ela afirmou que Basquiat ficava irritado com Warhol e fazia coisas para impedi-lo de usar uma fita ou para que a desligasse, e que as respostas monossilábicas de Warhol eram “insanas”.
