segunda-feira, maio 11

Mais de 300 mulheres se uniram para comprar um castelo na França e transformá-lo em um retiro de verão exclusivamente feminino. O projeto, chamado Camp Chatêau, arrecadou cerca de US$ 2,3 milhões (aproximadamente R$ 11,9 milhões) para a aquisição do imóvel e mais US$ 300 mil (cerca de R$ 1,4 milhão) para reformas e melhorias na segurança.

A ideia partiu de duas amigas e da filha de uma delas: Philippa Girling, executiva com mais de 30 anos de experiência em finanças; Lynda Coleman, que atua na gestão de eventos e cruzeiros; e Leah Lykins, educadora e fundadora de uma ONG. O castelo foi encontrado em uma busca casual na internet. “Nós o descobrimos por acaso, e foi incrível”, contou Leah.

O retiro dura seis dias e inclui acomodações, refeições, atividades e excursões. A proposta é oferecer um espaço onde as mulheres possam relaxar e ser elas mesmas. “Pensamos: quão especial seria ter um espaço onde nenhuma mulher precise ser nada além de si mesma?”, disseram as fundadoras. As participantes dormem em beliches, em quartos compartilhados, e não há ingresso VIP.

O Camp Chatêau oferece mais de três atividades eletivas diárias, mas a grande proposta é a liberdade de não fazer nada. “Vamos te celebrar por não ter feito nada”, resume Leah. O retiro já recebeu participantes de 26 países, incluindo Austrália, Índia, Emirados Árabes Unidos, Malásia e nações da Europa e da América do Sul.

As estadias custam a partir de € 2.250 (cerca de R$ 13 mil) por pessoa para semanas selecionadas. Com a crescente demanda, o projeto conta agora com duas propriedades na França. A expectativa é receber até 1.500 participantes neste verão europeu, um aumento em relação a 2023, quando o retiro recebeu cerca de 96 mulheres.

As membros fundadoras, que investiram na compra do castelo, têm o benefício de ir ao acampamento uma vez por ano e recebem um retorno de 5% do investimento. “Queremos que façam parte de algo bem-sucedido, de que possam se orgulhar”, explicou Philippa. O grupo já avalia expandir para outros países. “Vamos acompanhar esse movimento e entender onde e como ainda podemos contribuir”, concluíram.